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Cultura Pop

Quando Scott Walker teve programa na BBC

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Quando Scott Walker teve programa na BBC

Em 1968, o cantor norte-americano Scott Walker era um sujeito recluso – a ponto de ter passado um tempo num mosteiro na Ilha de Wight aprendendo canto gregoriano. Ao mesmo tempo, a fama aumentava a ponto de ele ganhar um programa só seu na BBC.

Scott, o tal programa, estreou em agosto daquele ano, mostrando o cantor apresentando composições próprias, músicas de Jacques Brel e arranjos para big band. Mas permanece como uma das maiores raridades da história da música, já que a BBC durante um bom tempo apagou fitas para gravar novos programas. Sobraram só os áudios do piloto, que acabou indo ao ar em 16 de agosto, com participações de convidados como Kiki Dee e O.C. Smith.

O programa surgiu numa época bem complexa para Scott, em que sua gravadora começava a tentar fazer com que seu repertório ficasse mais popular. Rolaram flertes com o country, discos em que sua faceta crooner ficava mais acentuada, etc. O que se dizia era que a ideia era transformar Walker num neo-Frank Sinatra.

Vários discos dessa fase ou imediatamente posteriores a ela são renegados por Walker e nunca saíram em CD. Um deles é Any day now, disco de 1973 no qual ele gravou nada menos que Maria Bethânia, de Caetano Veloso, imitando até o sotaque baiano-britânico do compositor (e os ruídos que ele fazia no fim da canção).

E em julho de 1969 saiu mais um disco que até o fim da vida foi renegado pelo cantor, Scott sings songs from his TV series.

Quando Scott Walker teve programa na BBC

No álbum, Walker não apresenta música autorais e só canta baladas e clássicos de big bands. Entre as faixas, Someone to light up my life – nada menos que Se todos fossem iguais a você, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em inglês.

Na época, Walker andava tão de saco cheio da maneira como sua carreira estava sendo gerida, que abriu o coração num papo com o New Musical Express, reclamando que as pressões vinham até de onde menos se esperava. “Tudo rola lado a lado nesse negócio. Se você não lança um single, está sob pressão do público, que pressiona minha gravadora, que bota pressão no meu empresário, que bota pressão em mim. É o tipo de tensão que não dá para suportar. E vai acabar sendo o que vai me impedir”.

Depois dos anos 1970, muita coisa aconteceria na vida de Scott: mudança para a CBS, hiato da carreira solo em nome de uma volta dos Walker Brothers, contrato com a Virgin, discos produzidos por Daniel Lanois (U2), redescoberta pela turma indie nos anos 1990. Além do fato de ter sido citado diversas vezes por David Bowie como uma de suas maiores influências. E para quem quer conhecer o disco TV series, tem sete músicas das doze do disco incluídas na coletânea Classics & collectibles, que está nas plataformas digitais.

Via Udiscover Music

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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