Nos anos 1970 e 1980, o Cabaret Voltaire era um grupo de música eletrônica que inovava incluindo paradas bem pesadas e violentas em seu som. Tangenciavam o punk em músicas como Nag, nag, nag, insultavam plateias roqueiras com shows em que ficavam apenas fazendo manipulações de fitas…

Em 1985, sentados num um contrato de distribuição com a Virgin, os britânicos foram avisados de que deveriam vir com um single para o disco novo, ou iriam para o olho da rua. A reposta da banda? Soltaram um disco chamado The covenant, The sword, and the Arm of the Lord em novembro daquele ano – que acabou tendo seu título reduzido nos EUA para The arm of the Lord, porque o nome completo era o mesmo de um grupo supremacista e terrorista local. Meteram samples de discursos do criminoso Charles Manson nas músicas. E soltaram um single chamado I want you, com letra sobre masturbação, cujo clipe era uma brincadeira com filmes de terror.

Para quem quer ver o terror prevalecer, existe uma versão bem maior desse clipe. Pode ser assistida no site do diretor, Peter Care. Peter também bolou os clipes de Love like blood (Killing Joke), Venus (Bananarama) e Good thing (Fine Young Cannibals). O single de I want you, mesmo com a intenção de dar sustos nos ouvintes e espectadores, acabou sendo o que ajudou a banda a ser contratada pela EMI (por onde lançaram Code, em 1987). “Muita gente caga para The covenant mas eu acho que é um dos melhores discos que lançamos”, diz Richard H Kirk, uma das metades do Cabaret Voltaire, ao The Quietus.

Via Night Flight