Cultura Pop
Relembrando: Joy Division, “Substance (1977-1980)”

Talvez a coletânea Substance, do Joy Division, lançada em 11 de julho de 1988, seja uma das grandes provas de que a Factory, a gravadora que lançou o grupo, não sabia mesmo fazer dinheiro. Ou que, vá lá, não queria explorar o trabalho de um músico (Ian Curtis, vocalista da banda) morto de forma tão trágica – improvável em se tratando de um selo dirigido por uma figura tão midiática quanto Tony Wilson. Quando Ian decidiu sair de cena, o Joy ainda nem tinha soltado o compactinho que marcaria sua história para sempre, Love will tear us apart, que virou lançamento póstumo. A morte do vocalista criou uma onda de interesse em torno da banda, a ponto de A day without me, single do U2, ser interpretado por alguns dos primeiros fãs do irlandeses como uma homenagem ao cantor (não era, diga-se).
Se lançada em 1981 ou 1982, Substance seria um guia para compreender uma banda que despertava atenções e ainda faria muitos cofres tilintarem – no Brasil, por exemplo, um punhado de bandas conseguiria vender muitos discos tendo o quarteto de Manchester como modelo. Para quem só conhecia os dois LPs, o disco mostrou ao mundo o que era o Joy Division de acordo com sua própria concepção, antes do produtor Martin Hannett criar o clima deprê e enevoado que marcou as gravações do grupo. Afinal Warsaw e Leaders of men, do primeiro EP, An ideal for living (gravado em 1977 e lançado em 1978) estavam lá para mostrar que ali havia um grupo marcado pela ida do Sex Pistols a Manchester. A versão CD de Substance ganhou o EP todo, com o glam rock invertido de No love lost e Failures.
Mais que isso: Substance mostrava ao mundo que o Joy Division era uma banda de rock, era um colega de Beatles, Led Zeppelin e Rolling Stones. E não uma ruptura em termos, um time pós-punk, blasé e frio, comandado por um produtor insociável – era a imagem que chegava na frente, antes do som. Seguia com as faixas produzidas por Martin, com e sem a banda, e incluídas em singles e compactos. Quase todas numa onda bem menos assustadora, mais próxima das canções mais simples do grupo, como Interzone e Wilderness. Vinham a new wave deprê Digital, a exuberante Transmission, o instrumental Incubation. Tinha também um rock-de-baixo a la Stranglers, Autossugestion, e a versão lúgubre de She’s lost control, lançada num lado B de compacto.
Havia uma preparação para o fim de tudo em Substance, com duas das últimas músicas lançadas pelo Joy com Ian ainda vivo: a autoexplicativa e solidária Dead souls e um aceno à neopsicodelia e ao dreampop em Atmosphere, indicando que a sonoridade adotada por bandas como Echo & The Bunnymen e Teardrop Explodes poderia talvez ser o próximo passo da banda.
Love will tear us apart saiu quando Ian já não estava mais por aqui, e encerra o LP original. Tida e havida como uma canção composta por Ian sobre seu casamento, que desmoronava, não parece uma música de desamor por outra pessoa. Soa como um cântico de desespero e despedida na mesma batuta de A via-láctea, da Legião Urbana. Mas passou a funcionar tão bem na pista de dança e nas rádios rock que esse detalhe passou despercebido. Substance, no fim de tudo, entra para o seleto grupo de coletâneas que podem virar discos preferidos.
>> Falamos também sobre o Substance do New Order, banda que surgiria do Joy Division. Leia aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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