Cultura Pop
Relembrando: Green Day, “Insomniac” (1995)

Do levante punk dos anos 1990 se esperava a desencanação e a zoeira que faltavam ao grunge, e talvez nada mais do que isso. Como muitas bandas dessa época eram norte-americanas, esperava-se também uma continuação do ditado “até que enfim os Estados Unidos entenderam o punk”, geralmente usado para classificar Nevermind, o disco mais vendido do Nirvana, de 1991. Por sinal, tratava-se mais de uma bobagem do que de um ditado – bandas como Replacements, Dead Kennedys, Hüsker Dü e Black Flag, vindas dos anos 1970 e 1980, estavam aí para provar.
O Green Day, igualmente uma banda dos anos 1980 (1.000 hours, primeiro EP, saiu em 1989) segurou como pôde essa onda em Dookie (1994), seu primeiro álbum pela Reprise. Era um tratado sobre como era difícil a transição da adolescência para a idade adulta, especialmente para quem não estava no lado mais forte da corda. Passou para história por causa do pula-pula de Basket case, When I come around e She, claro. Mas era um álbum cheio de depressões em F.O.D e Long view, e de autoconfiança em Welcome to paradise e Emenius sleepus (que anos antes de um certo ex-presidente deixar cair máscaras, falava sobre dois amigos que se tornam o oposto um do outro, e se separam).
Billie Joe Armstrong (voz e guitarra), que divide até hoje a banda com Mike Dirnt (baixo) e Tré Cool (bateria), costumava dizer nos anos 1990 que o Green Day nunca teve uma meta, ou um plano de cinco anos. Claro que ninguém foi parar na Reprise por acaso – embora conta-se que o grupo inicialmente resistia a entrar numa gravadora grande. E as vendas de doze milhões de cópias de Dookie foram igualmente muito bem vindas.
Agora corta pra 10 de outubro de 1995, quando saiu mais um álbum do Green Day. Insomniac, subsequente a Dookie, esteve bem longe de comover o mesmo número de fãs: vendeu apenas 2 milhões de cópias. A elaboração foi marcada por questionamentos típicos dos anos 1990, com críticos e antigos fãs acusando o Green Day de ter “se vendido” e a banda querendo mostrar que continuava a mesma.
Ainda que Billie Joe e Tré Cool fossem casados e pais de família, era uma volta na transição: boa parte do material havia sido pinçado em antigas canções da banda, bem mais reclamonas e depressivas. A banda teve tempo de fazer até experimentações com timbres de guitarra, pratos diferentes de bateria e microfonações – e o disco foi gravado durante seis meses. Mas o Green Day soava feroz e pesado como no começo.
Insomniac era puxado por um canção sobre os problemas causados pelo uso de metanfetamina (Geek stink breath), cujo clipe trazia um coitado indo ao dentista e arrancando um dente, em closes sangrentos. Brat era sobre moleques que querem matar os pais para ficar com a herança. Pride, “orgulho”, em bom português, era a sobre a falta do próprio, e sobre a necessidade de mendigar. Panic song era a música do “o mundo é uma máquina doentia/produzindo uma massa de merda”, e soava mais punk que o repertório do disco anterior quase todo. Dando um refresco, canções que, mexe daqui, mexe dali, poderiam estar num disco dos Replacements, como Stuart and the ave e Walking contradiction, e a quase hardcore Jaded (que era a continuação do hard rock punk Brain stew).
Disco curto, com pouco mais de trinta minutos, Insomniac foi seguido por Nimrod (1997), um álbum de quase 50 minutos, bastante variado (entre o punk, o folk, o hardcore, o ska e até o jazz e até o ska), e que quase todo mundo acha bem superior aos anteriores. Mas o quarto álbum do Green Day vale pela combinação de peso e melodia, e por ser a despedida de uma fase.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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