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Cultura Pop

Ratos de Porão em inglês “tosco” em 1987

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Dirty and aggressive - Ratos de Porão em inglês

Em 1987, João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, só ouvia heavy metal. “Punk rock eu quase não escutava mais. Ouvia Extreme Noise Terror, mas eu gostava mesmo era de Exodus, Slayer, Sepultura”, contou o cantor em entrevista ao jornalista Sávio Vilela na série Arquivos do Metal Mineiro. No ano anterior, ele tinha ido a BH para fechar uns shows da banda e calhou de chagar lá na semana da apresentação de duas bandas de metal, Venom e Exciter, com abertura do Sepultura. Deu de cara com uma matéria do Estado de Minas em que Max Cavalera, então vocalista do grupo mineiro, dizia que Ratos de Porão era a melhor banda do Brasil.

“Aí pensei: ‘Se o cara da banda que vai abrir o show do Venom diz que a melhor banda do Brasil é a minha, vou colar nesse cara para assistir o show do Venom de graça'”, contou. João acabou ficando amigo de toda a turma do Sepultura e virou hóspede comum na casa dos Cavalera. Um de seus lugares preferidos para dormir era uma mesa posicionada justamente embaixo de uma goteira, que não parava de vazar água na cara do cantor, durante toda a noite. Quem revelou isso foi Jairo T, ex-guitarrista do grupo.

E, por contatos com a cena metaleira de BH, o grupo acabou lançando seu terceiro disco, Cada dia mais sujo e agressivo, por uma gravadora que é patrimônio do heavy metal mineiro, a Cogumelo. O disco teve alguma repercussão e inseriu detalhes nunca vistos na obra do Ratos. Tinha solos mais trabalhados de guitarra e partes metal-eruditas herdadas do Metallica (em Não há outras vidas). Um detalhe é que a gravadora resolveu bancar uma edição em inglês do disco, que o próprio João Gordo considera “tosca” hoje em dia. Dirty and aggressive saiu naquele mesmo ano. Tinha uma faixa a menos (Plano furado, zoação com o Plano Cruzado, considerada intraduzível), ordem das músicas trocada (V.C.D.M.S.A, música-sigla do título, virava L.E.D.D.M.A e pulava para a quinta faixa) e discretas alterações na mixagem (o barulho de agulha de tatuagem da abertura sumiu). E um inglês que fez João Gordo morrer de vergonha por muito tempo.

“Hoje eu não sei falar inglês, imagina naquela época! Era macarrônico aquilo. Foi ideia do João Eduardo. Foi tosco. Imagina os gringos escutando aquilo, que vergonha. Nunca mais escutei esse disco. A gente traduzia as letras para o inglês e ficava completamente fora da métrica da música. Até minha voz muda cantando em inglês”, contou pra Sávio Vilela.

Se você ficou curioso para ouvir, segue aí. Crise geral virou General crisis, Sentir ódio e nada mais virou To feel hate and nothing else, Peste sexual virou Sexual plague… E o problema principal não é nem a métrica das músicas, mas o fato de muitas frases em português soarem bizarramente estranhas quando traduzidas para o inglês. O “lacks this, lacks that” de General crisis dói no ouvido.

https://www.youtube.com/watch?v=xRk8zdAWr8M

Aliás Dirty and aggressive chegou a ser lançado em CD pela Cogumelo. Hoje tá como bônus do original do disco, tanto em CD quanto no Spotify. Pega aí.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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