Cultura Pop
A primeira vez que os Ramones foram a Portugal

Em 1980, com seis discos lançados (o então mais recente era End of the century, que saiu em fevereiro daquele ano), os Ramones ainda corriam atrás do sucesso. O punk que projetara o quarteto novaiorquino havia se transmutado na cena de hardcore e na new wave, em pouco tempo. Joey, Johnny, Marky e Dee Dee já estavam sendo considerado uma atração nostálgica por vários jornalistas e antigos fãs.
A turma fez o que pôde. Rolou primeiro uma troca de empresário. Danny Fields e Linda Stein, importantíssimos no começo da banda, disseram terem sido demitidos através de advogados, e foram trocados pelo experiente e empreendedor Gary Kurfirst. Com a mudança, rolou uma busca por shows que levou os Ramones a visitarem países até então inéditos em sua agenda. Em Milão, na Itália, dividiram um show com os UK Subs que virou uma espécie de Altamont avacalhado, com segurança feita pelas Brigadas Vermelhas e um palco tremelicante que ruiu com as duas bandas em cima dele. Na Espanha, o cenário baseado na capa de Rocket to Russia (1977), terceiro disco da banda, assustou o público formado por vários notáveis comunistas.
E teve também, pela primeira vez, Ramones em Portugal. Olha aí.

A turnê de End of the century passou pela terra de Amália Rodrigues, ora pois, nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 1980. O primeiro show foi no Pavilhão Infante Sagres, no Porto e os dois últimos no Pavilhão Dramático, em Cascais, perto de Lisboa. Os ingressos custavam 400 escudos. Até então, a discografia dos Ramones havia saído em Portugal com atraso. O primeiro disco, de 1976, saiu por lá dois anos depois.
Existem (poucas) imagens no YouTube dessa visita dos Ramones a Portugal. Muitos anos depois da visita do grupo ao país, uma estação portuguesa resgatou algumas tomadas de bastidores e um vídeo dos Ramones tocando Blitzkrieg bop.
Em menos de um segundo, dá pra ver no vídeo um pôster da apresentação, anunciando que a banda Aqui D’El Rock abriu o show do Porto. O UHF, veterana banda local escalada para Sagres, acabou fazendo todos os shows de abertura.

Aqui, tem uns comentários bem interessantes de fãs da banda que foram no show. Um dos comentaristas confunde Marky Ramone com Tommy Ramone (que já estava fora do grupo). Já outro lembra que, na ida ao Pavilhão de Cascais, os Ramones se perderam e precisaram ser resgatados pela produção.
Outro vídeo legal: alguém juntou uma memorabília bem interessante da ida dos Ramones ao Portugal e pôs como música de fundo Modelo fotográfico, do UHF.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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