Cultura Pop
Quando o Massive Attack foi banido da BBC

Lançado em 11 de fevereiro de 1991, o (conhecidíssimo) single Unfinished sympathy, do grupo de trip hop Massive Attack, tem só o nome da canção e um “Massive” escrito na capa, além da foto de uma mão. Não foi à toa: o lançamento em plena Guerra do Golfo fez com que a BBC desse uma implicada básica com o nome do grupo. “Ataque em massa”, numa época em que a guerra estava destruindo lugares e ceifando vidas, acabou sendo considerado um nome impróprio. Pelo menos para a estação britânica, que tinha fama de cortar músicas por não gostar muito do conteúdo das letras, mas que dessa vez já estava considerado o Massive Attack um grupo “antipatriótico”.
Bom, o Massive Attack tinha sido formado em 1988 em Bristol, na Inglaterra, e já usava esse nome fazia um bom tempo – a escolha não veio por causa de uma lidinha no noticiário sobre a Guerra do Golfo ou algo do tipo. A banda tinha assinado com um selo chamado Circa Records e foi passando de mão em mão conforme o mercado fonográfico britânico foi mudando: a Circa foi vendida para a Virgin, a Virgin foi para as mãos da EMI, que fez uma devassa no elenco do selo, mas deixou o promissor Massive Attack por lá.
O Massive, com Attack ou sem, precisava tocar no rádio e, em especial, aproveitar a mídia da BBC, que nunca foi pouca. Daí toparam cortar a segunda palavra do nome por uns tempos. Foi só até a guerra acabar, porque o primeiro álbum, Blue lines (lançado em 8 de abril de 1991) já saiu com o nome completo na capa. O single Safe from harm, de 27 de maio, idem.
Num papo com a revista MixMag em 1998, o 3D do Massive Attack (a Far Out Magazine andou publicando essas aspas) disse que a banda ficou totalmente perdida com relação a mudar ou não seu nome, mas mudou. “Nosso único compromisso foi tirar o ‘Attack’ por causa da Guerra do Golfo e da pressão que estávamos recebendo do rádio em particular”, disse.
“Nós éramos ingênuos, não sabíamos qual era a coisa certa a fazer, mas sabíamos que era um compromisso. Era um exercício ridículo e inútil para todos”, completou. 3D também afirmou que podia enxergar o tamanho da encrenca: jornais estampando matérias como “ataque em massa no Iraque” e lojas recusando-se a vender o disco alegando que a banda “é de mau gosto”.
E se você nunca ouviu Unfinished sympathy, toma vergonha nessa cara e ouve 🙂
Olha o primeiro disco deles inteiro aí.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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