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Cultura Pop

Quando o Far Corporation pôs “Stairway to heaven” nas paradas

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Quando o Far Corporation pôs "Stairway to heaven" nas paradas

Lembra quando o single de Stairway to heaven vendeu pra burro e até tocou bastante em rádio no Brasil? Pois bem: isso não aconteceu com o Led Zeppelin, e sim com uma banda dos anos 1980, que não tinha nada a ver com eles. Era o Far Corporation.

Hoje é difícil achar quem se recorde do Far Corporation, que na real nem era uma banda de verdade. De fato, era um projeto musical de proveta, meio rock farofa, bolado pelo cara que criou o Boney M e o Milli Vanilli, o produtor alemão Frank Farian. Mais do que acostumado a lidar com projetos de estúdio (isso quando não botava um grupo de dançarinos para fingir que cantava e tocava, como público e notório), Farian havia juntado em 1985 um bando de feras do rock – incluindo integrantes do Barclay James Harvest e até do pouco conhecido grupo new wave inglês Force Majeure. Além de uma rapaziada ligada ao próprio Boney M.

Essa turma toda gravou uma releitura de Mother and child reunion, de Paul Simon, num single de caridade. O disquinho fez sucesso, saiu em vários países e, na Europa, em vários cantos, alcançou o Top 10.

Na época, o tal projetinho ainda se chamava Frank Farian Corporation. O nome Far Corporation surgiu só quando o produtor decidiu regravar Stairway to heaven, no fim de 1985, com o grupo acrescido de músicos do Toto – entre eles o guitarrista Steve Lukather e o cantor Bobby Kimball. Deu certo a ponto da canção chegar à posição 86 do Billboard Hot 100, feito que nem mesmo o Led Zeppelin conseguiu. Até porque, na versão dos autores, a música nem sequer foi lançada como single.

LIVE AID

Não custa dizer que 1985 poderia ser o melhor ou o pior ano para se recordar um clássico do Led, dependendo apenas do ponto de vista. Em 13 de julho daquele ano, metade da banda tinha voltado do nada para dar um show caótico no Live Aid, com Phil Collins e Tony Thompson na bateria, e Paul Martinez no baixo.

Só sendo muito fã do LZ para considerar que o grupo voltou batendo um bolão. A banda estava perdida, Jimmy Page parecia aéreo na guitarra e estava claro que tinha havido pouco ou nenhum ensaio com os dois bateristas. Evidentemente, Stairway to heaven estava no setlist do grupo.

No festival, o grupo soava como uma atração nostálgica, emparedada entre várias novidades, numa época em que boa parte dos fãs de rock só tinha ouvidos para o pós-punk e para os novos sons do rock alternativo. De qualquer jeito,o disquinho do Far Corporation deu uma recordada na canção do Led e apresentou a canção para um público novo. O grupo ainda lançou um disco, Division one, em 1985, que trazia uma cover de Fire and water, do Free. E chegou a gravar um outro, Advantage, em 1987, que não saiu.

O Far Corporation foi perdendo interesse para Frank, que logo montaria o Milli Vanilli, com os cantores Rob Pilatus e Fab Morvan – os dois, como você talvez saiba, passaram por um perrengue quando o público de um show da MTV, em julho de 1989, descobriu que eles não cantavam de verdade.

SOBRA

Curiosamente, por causa do último disco não lançado, o Far Corporation acabou vazando até para o Real Milli Vanilli, grupo no qual os “verdadeiros” pobres coitados por trás da farsa Milli Vanilli mostravam suas caras. Big Brother, uma das sobras, reapareceu no disco The moment of truth (1991). E em 1994, todo o restante desse disco, mais umas novidades, apareceram num segundo álbum do Far Corporation, Solitude.

(pauta roubada do amigo Jorge Malcher)

Veja também no POP FANTASMA:
– Várias coisas que você já sabia sobre Physical graffiti, do Led Zeppelin
Keith Richards não é lá muito fã do Led Zeppelin, não
– Disco music e hard rock: Boney M leva Iron Butterfly para as pistas
Rob & Fab: o Milli Vanilli solta a voz (!) em 1993

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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