Cultura Pop
Quando deram LSD a uma dona de casa nos anos 1950

Se você nunca ouviu falar de Sidney Cohen, ele foi um psiquiatra baseado em Los Angeles, que pesquisava basicamente os efeitos de substâncias psicodélicas. Publicou treze livros sobre isso e iniciou seus trabalhos bem antes da “psicodelia” ser algo que faz parte da cultura pop. Disse em entrevistas que tomou LSD várias vezes, mas que não acreditava que a substância era segura caso não fosse tomada com supervisão médica, e que não era nada legal as pessoas tomarem ácido por diversão (digamos assim).
Nos anos 1950, ele realizava vários experimentos com pessoas comuns, filhas de Deus, envolvendo ácido – enfim, aquele tipo de ser humano que você jamais ~imagina~ que irá se envolver com drogas. Com a permissão delas, os experimentos eram filmados e viravam material de pesquisa.
Num dos vídeos, ele recebe uma dona de casa que diz estar vendo a vida “de maneira normal” e que havia feito testes (supervisionados pelo próprio Cogen) para garantir que ela vivia uma vida, er, estável. Ok, no limite que uma dona de casa dos anos 1950 vivia uma vida “estável” e normal – e que talvez seja algo parecido com a letra de Mother’s little helper, dos Rolling Stones.
Está tudo bem, até que a dona de casa toma um copo d’água com 100 mililitros de LSD-25. Três horas depois do tal “teste”, ela começa a ver todas as cores possíveis e diz que consegue ver as moléculas de ar na sala. “Me sinto como se fizesse parte disso. Nem sei se consigo falar direito sobre isso”, conta ela. “Consigo ver tudo em cores, tudo o que está no ar. Todas as dimensões, prismas e raios”. Ao ser perguntada sobre se as sensações são agradáveis ou desagradáveis, responde que “é tudo tão bonito e amável, você não consegue ver?”.
No fim do vídeo, quem conversa com Cohen sobre o assunto é um filósofo chamado Gerald Heard, que já tinha mais de 70 anos na época e trabalhava direto com substãncias psicodélicas. Tinha tomado mescalina e LSD e se interessava por “expansores de mente” – ao que consta, até mesmo Bill Wilson, fundador do Alcoólicos Anônimos, tomou LSD em visita guiada com Heard. Heard diz que uma viagem são “dois minutos de eternidade em uma hora” que muitas vezes é impossível descrever o que é visto numa delas. “Você fica só dizendo ‘não é isso, não é isso, não é isso'”, conta.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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