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Ponto de Equilíbrio volta com novo disco e show no Circo Voador (RJ)

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A banda de reggae carioca Ponto de Equilíbrio está de volta com o álbum Toque de amor, que inclui os quatro últimos singles lançados pelo grupo: Mais que desejo, feat com o grupo Maneva, Reação, com o Mato Seco, Martim de Sá, com o 3030, e Governo fascista, que avalia o cenário político pelo qual o Brasil passou nos últimos tempos. O disco novo traz mais sete músicas, definidas pela banda em comunicado como sendo faixas que “trazem temas relevantes e profundos como racismo, amor, espiritualidade, entre outras mensagens que fazem parte da identidade consolidada do Ponto de Equilíbrio”. O repertório chega ao público no Circo Voador, neste sábado.

O disco é repleto de outros festas, como a cantora Negamanda, que participou do The Voice Brasil (e é convidada também do show no Circo Voador) e os internacionais Hollie Cook (inglesa, filha do legendário baterista da banda punk Sex Pistols, Paul Cook) e o menino Kailash, da Califórnia (EUA). Quem assina a produção musical é a própria banda, com mixagem e masterização de Thiago JahBass, feitas no Blessed Estúdio.

“Toque de Amor é um verdadeiro banquete musical para o público que está na expectativa do novo trabalho e que agora poderá desfrutar dessas músicas, que são alimento de amor para qualquer hora do dia. É música para a vida”, define Lucas Kastrup, baterista e um dos principais autores da banda.

Vinda do bairro carioca de Vila Isabel (RJ), a banda também tem em sua formação Pedro Pedrada (baixo), Tiago Caetano (teclados), Helio Bentes (vocal), Marcelo Campos (percussão) e Márcio Sampaio (guitarra), todos juntos desde o comecinho do grupo, há 24 anos. “O segredo para essa rara longevidade vem da combinação entre as antigas músicas, que se tornaram imortalizadas pelos fãs mais apaixonados; e as novas obras, que comprovam a criatividade desta banda que atravessa gerações”, conta a banda.

Abaixo, você confere o novo disco:

Serviço- Estreia turnê Toque de amor – participação Negamanda
Circo Voador. R. dos Arcos, s/n, Lapa, Rio de Janeiro. Sábado (20), às 22h. Ingressos aqui.

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Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

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Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

RESUMO: Encera neste sábado (29) a mostra na Tijuca que celebra os 35 anos do Estúdio Groove, reunindo fotos, cartazes e raridades de um dos redutos da música independente carioca dos anos 1990.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Se você gosta de história da música independente carioca, é melhor correr: a exposição que celebra os 35 anos do Estúdio Groove fica em cartaz só até este sábado (29), no Centro Cultural Patas Café, na Tijuca. A mostra recupera a memória de um dos lugares mais movimentados da cena alternativa do Rio nos anos 1990, quando um casarão no Rio Comprido funcionava como estúdio, selo, produtora e ponto de encontro de músicos.

Criado por Ronaldo Pereira, o Ronaldo Groove, no começo dos anos 1990, o espaço começou como um estúdio de ensaio e rapidamente virou uma espécie de QG da música independente. Mais de 300 bandas passaram por suas salas, incluindo O Rappa, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp, Plebe Rude, Raimundos, Ultramen e Finis Africae.

A exposição reúne fotografias, cartazes, filipetas, fanzines, capas de CDs, fitas demo e outros materiais que ajudam a reconstituir aquela época. Entre as peças estão trabalhos do quadrinista Marco Donida, responsável pela identidade visual do Estúdio Groove e integrante das formações originais de Matanza e Acabou La Tequila.

Um dos capítulos importantes dessa história é a coletânea Grooves from Rio, lançada pelo próprio Estúdio Groove em 1996 e que também completa 30 anos agora. O disco reuniu artistas de uma cena que misturava rock, rap, acid jazz, soul e funk, incluindo Black Alien, Squaws, Tornado, Falso Inglês, Cesar Ninne e Papparazzi. O álbum chegou às plataformas digitais em 15 de agosto, recuperando um registro que durante muito tempo ficou restrito ao formato físico.

É uma chance de ver de perto documentos de uma cena que ajudou a formar parte importante da música brasileira dos anos 1990 — antes que esse pedaço da história volte para as caixas de arquivo.

A exposição 35 Anos do Estúdio Groove fica no Centro Cultural Patas Café, na Rua Almirante Cochrane, 39, Tijuca, perto do metrô São Francisco Xavier. A entrada é gratuita e o encerramento acontece neste sábado (29). Saiba mais aqui e aqui.

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH. Paula Lima (Foto: Juliana Heicer / Divulgação) é uma das atrações

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH chega a um dos momentos mais esperados de sua 13ª edição, que comemora 30 anos do evento: a realização do FAN Espiralar, de 11 a 14 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte, no Centro de Referência das Culturas Urbanas de Belo Horizonte (CRCURB) – Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.

Na abertura, 11 de junho, o Palco Sesc FAN Espiralar recebe a cantora e compositora Paula Lima, com o show Eu, Paula Lima – O baile. No Dia dos Namorados (12) Augusta Barna faz show em homenagem à data, e Nath Rodrigues apresenta Pérola negra – Uma homenagem a Luiz Melodia. E, finalizando a sexta-feira, Samba da Meia-Noite, com o melhor do samba das sambadeiras e sambadores de Belo Horizonte dedicado à tradição do Recôncavo Baiano. Já no domingo, 14 de junho, tem show da Nação Zumbi.

A programação tem também oficinas formativas, performances artísticas e outras intersecções de saberes como o Clube do Livro Página Preta: Literaturas Intertropicais e o FANzinho, que apresenta o espetáculo Dandara para crianças — Um mergulho lúdico na realeza negra. A inclusão e a diversidade marcam presença no FAN 30 Anos com a apresentação Rastros sobrepostos, do artista PCD Dânova Neres.

O FAN BH é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico e conta com parceria cultural do Sesc em Minas, integrado ao Sistema Fecomércio MG.

  • Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, os 30 anos do FAN representam o amadurecimento de uma visão de cidade que reconhece a diversidade como seu maior patrimônio intelectual e criativo: “O papel da Secretaria Municipal de Cultura é assegurar que o protagonismo negro e as manifestações populares ocupem um lugar central no planejamento estratégico da capital. Celebrar esta trajetória significa reafirmar que a identidade e o futuro de Belo Horizonte são indissociáveis da força da arte negra”, conta ela.

Desde novembro de 2025, a trajetória da 13ª edição do FAN BH, que foi marcada no FAN Rotas e FAN Raízes pela escuta com os territórios e pelo fortalecimento das expressões artísticas e culturais negras, culminam no FAN Espiralar. Inspirado na ideia da poeta e ensaísta Leda Maria Martins, o conceito de espiralar propõe revisitar as raízes para imaginar e construir novos futuros. Nesse sentido, o FAN Espiralar se apresenta como um espaço de celebração pública que transforma escutas em presença, memórias em criação e caminhos construídos coletivamente em experiências compartilhadas.

“Chegar às três décadas de FAN é um marco que enche Belo Horizonte de orgulho. O festival não é só um evento, é um espaço de memória e de celebração do protagonismo negro em todas as suas formas. A identidade da nossa cidade foi construída pela força e pela criatividade do povo preto. Celebrar esses 30 anos é reafirmar que a cultura negra merece estar sempre no topo, espalhando diversidade, respeito e igualdade por todos os cantos da capital”, destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

SERVIÇO FAN ESPIRALAR

Data: 11 a 14 de junho de 2026
Local: Parque Municipal de Belo Horizonte, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes
Programação completa aqui.

Foto Paula Lima: Juliana Heicer / Divulgação

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs (Foto: José de Holanda / Divulgação)

Direto de SP, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).

Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.

Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.

O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.

Foto: José de Holanda / Divulgação

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