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Cultura Pop

Saudades da Poderosa Isis :)

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A série Poderosa Isis, protagonizada por Joanna Cameron (morta no dia 15 por causa das complicações de um derrame, aos 70 anos) ainda está sendo exibida, na Rede Brasil, todas as terças. No YouTube, dá para achar episódios inteiros. Na época, Poderosa Ísis marcou época por levar para a tela da TV uma super-heroína, pouco antes de acontecer o mesmo com a Mulher Maravilha – a Isis é de setembro de 1975 e as duas séries são separadas por poucos meses.

Ao contrário da série protagonizada por Lynda Carter, que vinha de uma história em quadrinhos bem tradicional, a Poderosa Isis era um produto da Filmation, empresa que unia talentos em cinema e animação (daí o nome) e que vinha de vários projetos mal sucedidos – entre eles a tentativa de fazer um desenho animado dos Irmãos Marx. Mas que havia tido uma recuperação ao produzir um desenho animado do Superman e o popularíssimo Archie Show.

A história da Isis também era algo, digamos assim, mais urbano e “do dia a dia”. Andrea Thomas era uma professora de ciências que encontrou um antigo amuleto de ouro místico em uma escavação arqueológica no Egito. Era o amuleto Isiac, que dava poderes a ela – era só invocar os poderes da Isis que ela se transformava na deusa. A série começou a ser exibida nas manhãs de sábado (horário de ouro da programação infantil norte-americana) na CBS, durante os anos 1970. Apesar do sucesso, foram só duas temporadas, terminando em 23 de outubro de 1976.

Joanna Cameron, a Isis, era um rosto já conhecido do cinema. Tinha feito um papel no filme Como cometer um casamento, de Bob Hope, em 1969, e depois foi parar na comédia sexual Mulheres lindas aos montes, com Rock Hudson e Telly Savalas (1971). Também passou pelo elenco de O super-amante, comédia de 1971 em que Peter Karstner interpretava um diretor de comerciais de TV metido a conquistador.

Quando foi escalada para Isis (que depois, nas reprises, mudaria de nomes para Os segredos de Isis – o nome Poderosa Isis é coisa da versão brasileira), também já acumulava trabalhos como modelo em comerciais. Uma matéria no TV Guide em 1979 diz que até aquele ano, cerca de US$ 100 milhões já tinham sido gastos, somando vários anunciantes, para ter Joanna fazendo comerciais de seus produtos.

Poderosa Isis era, tudo considerado, uma série para crianças e adolescentes. Não só no tema abordado, que deve ter feito muita gente se interessar por deuses do antigo Egito, como também por trazer situações do dia a dia, envolvendo professores, diretores, estudantes (como Joanna Pang, que interpretava a garota Cindy Lee na primeira temporada).

Uma curiosidade é que nas primeiras exibições, havia uma espécie de lição de moral encartada no fim de cada episódio, sempre ligada ao tema do programa. Era uma onda da Filmation – por acaso, se você está pensando no “até a próxima, pessoal!” do He-Man, a série de TV também foi uma produção da empresa.

Depois da Isis, os caminhos estariam mais abertos para Joanna no universo do cinema, mas ela realmente começou a acumular papéis pequenos e muitos trabalhos no setor publicitários. O último filme dela, Swan song (1980), foi feito para a TV. Joanna passou vários anos trabalhando em outras áreas, como assistência médica e publicidade – aproveitando que ela já tinha um diploma na área antes mesmo de começar a atuar. Seu pioneirismo, como heroína da TV, deixou marcas, e vai deixar saudades.

Via Angelfire.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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