He-Man, Thundercats, Tartarugas Ninja e Simpsons são mensageiros do demônio para nossas criancinhas. Que têm livre acesso à MTV e podem ver clipes de bandas bizarras como Slayer e de cantoras pop desencaminhadoras como Madonna. E, ah, estão sujeitas a conhecer desde cedíssimo os caminhos do hinduísmo, do budismo, do oculto e da nova era. E a se aproximar cada vez mais do coisa-ruim. Como se não bastasse, elas jogam coisas impuras como Dungeons & Dragons, que as levam mais ainda para o caminho do tinhoso.

Isso aí é o que dizia em 1990 o diretor e produtor cinematográfico canadense Peter Lalonde, realizador de séries bíblicas como Left behind e de vários filmes motivacionais ligados a temas cristãos. No vídeo evangelizador The games children play, daquele ano, ele (falando inicialmente ao público em um microfone que parece desligado) desce a mamona em coisas como o “olho de Thundera” de Thundercats e no “pelos poderes de Greyskull”, do He-Man, que para ele são “referências ao ocutismo, só que disfarçadas”. Ele dá adeus a desenhos como Zé Colmeia e Dom Pixote e diz que agora as novas atrações dos cartuns das manhãs de sábado tornam as crianças “iniciadas no hinduísmo e nos poderes do ocultismo”.

Abaixo, Lalonde ensina como as crianças estão usando a espada do Thundercats – ele fez questão de comprar uma espadinha de plástico na loja de brinquedos. “As crianças estão sendo ensinadas do poder de abrir seu terceiro olho. E isso é o que vemos há anos no ocultismo. É a ideia de que podemos usar nosso sexto sentido, e entrar no mundo da percepção extra-sensorial”.

Jogos da Nintendo como Final fantasy entram também no mesmo bolo ocultista de Lalonde – que costuma assinar documentários e livros ao lado do irmão Paul, como os que você vê abaixo. Para bandas tornadas populares pela então popularíssima MTV, sobra mais pau: “Se você ouvir algum desses grupos por mais do que poucos segundos, vai ver que não é a qualidade da música que atrai essas crianças”.

Via Reprobate Magazine