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Destaque

Pixações, gatos mortos e carne podre numa casa para alugar. Tá a fim?

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Pixações, gatos mortos e carne podre numa casa para alugar. Tá a fim?

Um site de vendas e aluguel de casas lá dos Estados Unidos listou uma casa no Colorado que é descrita na total sinceridade como “o pesadelo do proprietário”.

O pior é que a casa é cinematográfica e enorme, contando com cinco quartos, quatro banheiros e uma área interna extremamente ampla. Só que o local é todo pixado, podre, abandonado e… tem freezers com carne podre. E tudo isso pode ser seu pela bagatela de US$ 592.500. Se você tem dúvidas, vale informar que a empresa “recebeu 16 ofertas em dinheiro vivo nas primeiras 24 horas em que a casa ficou à venda” (segundo eles).

>>> Veja também no POP FANTASMA: As cabras de um parque em Washington estão ficando violentas por causa do vício em urina (!)

O sinceríssimo corretor de imóveis avisa no vídeo acima que “não há uma superfície da casa que não tenha sido aprimorada com color jet preto. Mas não deixe que isso te atrapalhe. Não é tão assustador quanto o freezer no porão, que está cheio de carne e não tem eletricidade há mais de um ano”, diz. “Portanto, certifique-se de usar máscara. Não para a proteção de outra pessoa, mas para a sua própria. Você pode não ser capaz de suportar o cheiro caso não use”.

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Já o quartos são “todos cobertos de tinta spray preta, vulgaridades e outras substâncias que não são mais identificáveis. O porão é incrível – ou pelo menos será assim que todos os destroços forem removidos, os revestimentos do piso trocados, e as obscenidades cobertas”, avisa.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Que saudade do videofone da Sony

Ainda tem mais um detalhe na casa, que pode fazer a alegria ou a tristeza de quem está acostumado a acompanhar programas de TV com histórias de acumuladores. “Havia fezes humanas e de animais deixadas na sala de estar”, diz ela. “Pelo que sei, a dona tinha gatos. Mas, tragicamente, quando ela se mudou, ela deixou dois deles no banheiro. Parece que eles estão lá há algum tempo”.

Se você tá achando que é mentira, saiu uma matéria no Huffington Post sobre o assunto. A corretora de imóveis Mimi Foster confirma o sucesso que a casa está fazendo. “Listo casas vazias o tempo todo. Nunca vi esse tipo de histeria, mesmo neste mercado. Recebi cerca de 89 mensagens de texto desde que chegamos em casa esta tarde”, contou.

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

Mixtape Pop Fantasma #17 (04/08/2021)

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Toda quarta-feira rola a MIXTAPE POP FANTASMA. Dessa vez ela vem ilustrada aí pelos Cramps, já que falamos do show que a banda fez em 1978 no Napa Center Mental Hospital, e ainda por cima tocamos uma dos Mutants, que dividiram o palco com eles. Mas o programa tem também Iggy Pop, Stooges, Remi Kabaka (grande amigo de Jim Capaldi), Deep Purple, clipe cancelado de David Bowie, Strawberry Switchblade, Agnes Bernelle, Haruomi Hosono, Japan, a estreia solo de Arthur Lee (cuja morte completa 15 anos) e muita coisa legal. E tem Black Flag em homenagem à galera que se vacinou.

>>> Tem mais Mixtape Pop Fantasma aqui.

Ah, lembramos também que estamos toda sexta às 11h da manhã na Mutante Radio, e que lançamos nossa campanha de financiamento mensal. E, ah, sexta tem nosso podcast, o Pop Fantasma Documento.

Ouve ae. Estamos no DeezerSpotifyMixcloud CastBox.

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Abre:
Cramps – TV set

1º módulo:
The Mutants – Odd man out
Black Flag – Rise above
Iggy Pop and The Stooges – Your pretty face is going to hell

2º módulo:
Deep Purple – Anyone’s daughter
David Bowie – The pretty things are going to hell
Amplifier – Throwaway

3º módulo:
Strawberry Switchblade – Trees and flowers
Remi Kabaka – Brothers and sisters
Agnes Bernelle – Tootsies

4º módulo:
Haruomi Hosono – Choo choo gatagoto
Happy End – Dakishimetai
Japan – Adolescent sex

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Final:
Arthur Lee & Band Aid – Everybody’s got to live

Módulo 1 e meio: Sérgio Chapelin e Raul Seixas no Fantástico

BG: Músicas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior

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Cultura Pop

Quando a Hanna-Barbera fez o seu Holiday On Ice

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Quando a Hanna-Barbera fez o seu Holiday On Ice

Especiais de patinação no gelo, ainda mais na TV, têm sua enorme dose de cafonice. É só pensar em programas furados como o Ice Capades (cuja contribuição mais robusta à história da música pop foi terem influenciado os Ramones), o Holiday On Ice, o Disney On Ice e até mesmo o show de horror que era o musical do Super Bowl antes de começarem a contratar apresentações musicais.

O que muita gente mal se recorda é que não foi só a Disney que investiu em atrações no gelo. A Hanna-Barbera também teve seu especial de aventuras geladas em 13 de janeiro de 1978. Hanna Barbera All Star Comedy Ice Revue foi ao ar pela CBS e chegou a sair em VHS uns anos depois (em DVD e Blu-Ray, nunca). Era aquele tipo de “atração para toda a família”, com pessoas fantasiadas de personagens da Hanna-Barbera (algumas pareciam aqueles integrantes da Turma da Mônica mal desenhados) e mais os benditos números no gelo, que não necessariamente tinham a ver com os personagens. Aliás, tinha participação do Dom Pixote, do Tutubarão, do Zé Colmeia e de vários outros.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Overton Loyd: Parliament em desenho animado

Os dubladores de cada personagem também participam, e rolam aparições de nomes como The Sylvers, os comediantes britânicos Mike Course e Bob Young e o patinador de gelo Sashi Kuchiki. Quem também fez uma aparição foram os Skatebirds, uma breve atração de live-actions apresentada pela Hanna-Barbera entre 1977 e 1980.

Olha aí o especial inteiro.

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Uma matéria do site AV Club foi um tantinho mais irônica com o especial, afirmando que “sem ousar oferecer qualquer explicação farmacêutica possível para o conteúdo do especial, é difícil imaginar qualquer tipo de estudo demográfico que determinasse que o público da TV em 1978 clamava por um programa que misturasse comédia, música country, shows da Broadway, R&B, disco, patinação no gelo”. Eles também separaram uns trechos do especial. Olha aí.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Tom waits for no one: o “desenho animado erótico” de Tom Waits

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Destaque

Duo Severino: na luta pela positividade

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Duo Severino: na luta pela positividade

A folia continuou para Humberto Campos e Edson Freitas, os dois do Duo Severino – mesmo depois do Carnaval frustrado de 2021, sem folia e sem desfile das escolas de samba. A dupla capixaba lançou em abril o EP Ainda é Carnaval, mas apostando numa sonoridade que não tem muito a ver com samba, axé ou estilos afins. Quando foram montar o conceito da banda (que no EP novo investem em “cinco canções leves e fáceis de ouvir”), inspiraram-se mesmo foi na dupla indie britânica The Kills, formada por um homem, uma mulher e uma… bateria eletrônica.

“E aí eu resolvi adaptar essa ideia de bases pré gravadas ao meu som. Comecei a produzir as bases percussivas e alguns arranjos para enriquecer o nosso som. E usamos um iPad, que é o nosso Severino, para soltar essas bases. Eu toco baixo, o Edson canta e toca guitarra e o Severino nos socorre com o for necessário. Desse jeito a gente acaba se tornando um projeto viável, enxuto e de fácil circulação, cabendo em qualquer espaço de palco e entregando um som encorpado”, conta Humberto.

Além das músicas próprias, a dupla ainda tem um repertório paralelo de covers (“vai de Rubel a Araketu, passando por Beto Guedes, Dominguinhos, entre outros”), que pretende usar em algum lançamento. “É um repertório que vínhamos usando pra atender algumas demandas de shows e eventos que não são típicos de música autoral e que nos ajudavam muito na sobrevivência e garantir a feira da semana”, conta ele, lembrando da vida antes da pandemia. Por sinal, Humberto diz que ele e Edson fazem questão de entregar um som que seja a antítese de um dos momentos mais escrotos da política brasileira, e de uma das eras mais bizarras da história do mundo.

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Reconquista: seresta-rock, agora em disco

“Preferimos entregar algo que possa nos fazer bem e aos nossos ouvintes e fãs, afinal música é energia e as palavras tem poder de sugestão. Temos que plantar boas vibrações pra tentar diluir um pouco essa nuvem que paira sobre nossas cabeças. Nada nos deixa mais feliz quando ouvimos de alguém que a nossa música o deixa bem e que gosta da vibe dela”, conta. A opção veio inclusive após momentos difíceis vividos recentemente (o irmão de Edson morreu de câncer, em fevereiro de 2020, pouco antes da pandemia começar). Algumas músicas com letras mais cáusticas, como À queima roupa, chegaram a sair do repertório, ainda que fossem bastante elogiadas. “Mais para a frente, ela volta”, diz.

A dupla se conheceu pelas redes sociais, quando Humberto viu uma postagem de Edson se oferecendo para cantar em alguma banda. O nome Severino foi tirado do personagem interpretado por Paulo Silvino em programas de humor (o porteiro Severino). Humberto explica que a opção por manter um duo foi justamente por já ter enfrentado troca-trocas de integrantes. “Cheguei a conclusão que se eu quisesse avançar como compositor e músico autoral eu teria que me reinventar”, afirma ele, que ao lado do parceiro, trabalha de forma totalmente independente, sem empresário ou produtor. O duo também vem preparando devagar um clipe para Ainda é Carnaval, e pensa em fazer mais dois.

“Mas os dois serão feitos de forma experimental, na base do faça você mesmo, pois só temos grana para fazer um. Se ficar bom a gente lança, se não a gente engaveta e passa vergonha sozinhos”, brinca Humberto. “Desde março de 2020 a gente não faz shows e não nos encontramos pessoalmente para nada a não ser ir pro estúdio gravar quando necessário. Tudo tem sido online. O Edson tem feito umas lives, algumas de editais que passamos. O que nós temos feito é produzir, cada um na sua e nos esforçando o máximo pra lançar músicas”.

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