Quem tem idade suficiente para se recordar dos LPs ds Stiletto/Eldorado chegando às lojas em 1987, deve se lembrar que um dos primeiros lançamentos da série foi uma banda de Manchester, o A Certain Ratio. Foi o disco Force, de 1986, que vendeu discretamente por aqui. E mais discretamente ainda, tocou em algumas rádios. Olha aí Mickey way.

O ACR tinha sido formado em 1977, acrescentava metais e sons eletrônicos ao trivial baixo-guitarra-bateria, e tinha elementos de funk e música latina. Não chegou a ser um enorme sucesso, e a banda teve várias mudanças de formação. Também dividiu integrantes com outra banda mais ou menos popular do elenco da Factory, os anglo-latinescos do Kalima. O grupo costumava ser definido pelo dono da gravadora, Tony Wilson, como tendo “toda a energia do Joy Division, mas com roupas melhores”.

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Agora o mais curioso a respeito deles é que o A Certain Ratio teve um show aberto por ninguém menos que Madonna, na lendária casa de shows Danceteria, em Nova York. Olha ela aí no palco do local, que ela frequentou bastante, abrindo para a banda, e cantando apenas uma música: o quase hit Everybody.

O tal show rolou em 16 de dezembro de 1982 e era a grande apresentação do A Certain Ratio em Nova York, “precedida por uma participação especial de Madonna como convidada”, como diz o convite do evento.

Hoje, claro, esse convite é inacreditável. “Este deve ser um dos  mais antigos artefatos de concertos da Madonna de todos os tempo, ou talvez o mais antigo. Madonna apareceu à meia-noite e A Certain Ratio a 1h. Isso era típico dos clubes de Nova York na época – mesmo em uma noite de quinta-feira. Para os convidados houve também um buffet (às 22h)”, afirma o site Record Mecca.

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O ACR lembra que essa noite com Madonna foi tudo, menos alegre e descontraída. “Madonna entrou e a primeira coisa que ela fez foi nos repreender. Ela disse: ‘Todo o seu equipamento terá de ser movido’. Levamos uma hora e meia para configurar. Nós estávamos tipo: ‘Isso não vai a lugar nenhum’. Acabou em uma discussão massiva”, lembrou o baterista Donald Johnson à Attack Magazine, rindo. “Eu gosto dela desde então, porque ela enfrentou todos esses caras”.

Via 909 Originals

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