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Cultura Pop

Seamus: quando o Pink Floyd teve um cachorro como vocalista

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Seamus: quando o Pink Floyd teve um cachorro como vocalista

Syd Barrett, criador do Pink Floyd e principal compositor da banda em seu início, tinha um amigo chamado Seamus O’Connell, com quem dividiu apartamento. O camarada de Syd foi uma figura importante na história da banda a ponto de dar vários depoimentos para livros como Nos bastidores do Pink Floyd, de Mark Blake.

Por sinal, a banda tem uma canção chamada Seamus, que aparece no sexto disco do grupo, Meddle (1971). Só que a música, quase uma piadinha inserida no álbum, não tem nada a ver com o amigo de Syd – com quem o ex-vocalista do Pink Floyd chegou a se encontrar naquele mesmo ano de 1971, já que foi um dos convidados para a cerimônia de casamento do amigo.

O Seamus de Seamus era o cachorro collie de Steve Marriott, guitarrista do Humble Pie. Aliás, ele (Seamus, não Steve) aparece latindo ao longo da canção. David Gilmour, do Pink Floyd, costumava tomar conta do animal enquanto o amigo estava em turnê. O cão era um verdadeiro rato (ai) de estúdio. Havia até mesmo soltado a voz em The universal, canção de 1968 dos Small Faces, banda anterior de Marriott.

Em Seamus, o Floyd, além de incluir a companhia canina, fez uma pequena mudança na formação: virou trio, com Gilmour tocando violão e gaita (e cantando do lado do cão), Richard Wright tocando piano e Roger Waters, baixo. Nick Mason, o baterista, ficou de fora.

Na virada dos 1960 para os 1970, a coisa mais comum do mundo era bandas ou artistas do universo pop caminharem numa linha tênue entre o “olha só como a gente é progressivo e experimental” e o “vamos fazer qualquer merda no estúdio só pra gente, que vai dar bom”. Assim sendo, alguns exemplos passaram para a história (certas maluquices dos Beatles no Álbum branco, por exemplo). Já outros foram esquecidos.

A canção do Pink Floyd, por sua vez, foi relegada direto ao posto de esquisitice mal-sucedida. Isso porque muitos críticos, quando ouviram Meddle pela primeira vez, já foram classificando a música como “dispensável”. Posteriormente, David Gilmour admitiria que “a música não era tão engraçada para todo mundo como era para nós”. O técnico de som John Leckie chegou a pensar que a canção fosse uma brincadeira de estúdio que não iria vingar. “Foi bem engraçado quando Dave tocou a gaita e o cachorro começou a uivar, mas devo admitir que fiquei surpreso ao escutar isso no álbum concluído”, contou.

Por fim, o que talvez muita gente não esperasse era que… o Pink Floyd ainda fosse fazer uma versão ao vivo de sua música. Isso porque resolveram colocá-la no repertório de seu Live at Pompeii, gravado nas ruínas do anfiteatro italiano em 1972. Na época do show, o auau Seamus não acompanhou a banda. Quem fez os latidos foi a cadela wolfhound russa Nobs, que ganhou crédito de “Mademoiselle Nobs” e pertencia a Madonna Bouglione (a filha do diretor de circo Joseph Bouglione). Gilmour só tocou gaita dessa vez e Roger Waters tocou uma das guitarras Stratocaster de Gilmour.

Aliás, em 1977, o Pink Floyd gravou Dogs no disco Animals. Pega aí.

Veja também no POP FANTASMA:
– Quando os Beastie Boys homenagearam (ou zoaram, sei lá) o Pink Floyd num clipe
– O único single número 1 do Pink Floyd nos EUA deu trabalho…
– Quando o Pink Floyd vetou a participação de Paul McCartney em The dark side of the moon
– Fala na cara! Pink Floyd trollado por um crítico de música na BBC em 1967

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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