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Cultura Pop

A La Carte: quando colocaram a poluição de Cubatão nas pistas de dança (!)

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A La Carte: quando colocaram a poluição de Cubatão nas pistas de dança (!)

Conhecida no começo dos anos 1980 pelos índices assustadores de poluição e por acidentes como o derramamento de óleo que acabou com uma favela chamada Vila Socó (em 1984, deu bastante no Jornal Nacional), a cidade de Cubatão (SP) já foi parar nas pistas de dança da Europa. Isso rolou em 1982, quando um trio feminino de dance music chamado A La Carte fez sucesso com uma canção chamada Cubatao.

Na letra, um garoto de olhos castanhos chamado Angelo, de quase dez anos, morava num mundo “cinzento e frio” no hemisfério Sul, em que não havia abelhas nem árvores, e sim fumaça no ar. A letra vai fundo no protesto contra a poluição do chamado ‘Vale da Morte’ (é como a cidade da Baixada Santista sempre foi chamada) e prega que “os poucos que vivem no luxo não vêem os olhos ardentes de Angelo/não querem ouvir sua tosse”. A música surgiu como lado B do single In the summer sun of Greece e é uma boa curiosidade da transição da disco music para a dance music europeia dos anos 1980.

O A La Carte seguia a receita normal do pop alemão de proveta doa anos 1970, com controle de empresário, formação variável e músicas feitas por uma porrada de compositores de aluguel. Na época de Cubatao, o trio era formado por Jeanny Renshaw, Linda Daniels e Joy Martin, que por sinal não estavam na formação inicial nem tinham gravado o primeiro disco do grupo, o single When the boys come home, de 1979.

O som do trio acabou sendo relembrado em 1999, quando saiu uma coletânea da banda (The best of) e incluíram Cubatao lá. Dez anos antes, um DJ chamado Mungo Jerry tentou reaproveitar o nome A La Carte com um novo grupo de meninas, mas a coisa não andou. Saiu esse single aí, Dancing in the summertime, completamente inadequado para aqueles tempos de acid house e outras nomenclaturas.

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Cubatao, por sinal, foi lançada lá fora na época em que a cidade começava a ser mais comentada no noticiário do Brasil. E recentemente o município reapareceu nos jornais pelo fato de ser a cidade do estado de São Paulo que tem o menor índice de isolamento social, em época de coronavírus. Segundo o Diário do Litoral, só 40% dos moradores se mantiveram trancados em suas casas.

Ah sim, teve aquela vez em que Cubatão apareceu também na letra de Biotech is godzilla, parceria de Jello Biafra com o Sepultura. Mas isso é outra história.

Via Allan Nóbrega

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Cultura Pop

Tem XTC no podcast do POP FANTASMA

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XTC

É a banda de Making plans for Nigel e King for a day! A banda britânica XTC deixou saudade na gente e em mais um monte de fãs. No nosso podcast POP FANTASMA DOCUMENTO, recordamos alguns dos momentos mais maravilhosos (nada de “melhores momentos”, XTC só tem música maravilhosa) desse grupo, liderado pelos gênios Andy Partridge e Colin Moulding, que acabou de forma misteriosa e deixou vários álbuns que todo mundo tem que conhecer. E convidamos o amigo DJ e músico Pedro Serra (Estranhos Românticos, O Branco E O Índio, Rockarioca) para ajudar a explicar porque é que você tem que parar tudo e ouvir o som deles agora mesmo.

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cinema

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

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No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

Indo na onda do documentário Val, sobre o ator Val Kilmer, e recordando os 50 anos da morte de Jim Morrison, lembramos no nosso podcast, o POP FANTASMA DOCUMENTO, aquela época em que Val virou Jim. O ator de filmes como Top Secret interpretou o cantor no filme The Doors (1991), dirigido por Oliver Stone. E, de uma hora para outra, mais uma vez (e vinte anos após a partida de Jim Morrison), uma geração nova descobria canções como Light my fire, Break on through e L.A. woman.

No podcast do POP FANTASMA, a redescoberta de Jim Morrison em 1991

O Pop Fantasma Documento é o podcast semanal do site Pop Fantasma. Episódios novos todas as sextas-feiras. Roteiro, apresentação, edição, produção: Ricardo Schott. Músicas do BG tiradas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior. Arte: Aline Haluch. Estamos no SpotifyDeezerCastbox Mixcloud: escute, siga e compartilhe! Ah, apoia a gente aí: catarse.me/popfantasma.

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Cultura Pop

Quando pegaram Gary Cherone (Extreme) para Cristo

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Em 1994, pouco antes de gravar o quarto disco com sua banda Extreme (o pseudo-conceitual Waiting for the punchline, de 1995) e de fazer uma tentativa de virar o vocalista do Van Halen (que deu no disco Van Halen III, de 1998, e numa turnê), o cantor Gary Cherone encontrou Jesus. Bom, mais que isso: ele se tornou Jesus, como ator da ópera-rock Jesus Christ Superstar, mas apenas nas montagens da peça em Boston, em 1994, 1996 e 2003.

O papel de Gary incluiu a crucificação e tudo, e o cantor chegou a declarar que a peça era uma antiga obsessão sua. “Sempre adorei a música dessa peça”, contou. O musical foi uma produção da Boston Rock Opera, trazia ainda Kay Hanley (Letters To Cleo) como Maria Madalena, e participação de vários roqueiros locais. Gary realmente curtia Jesus Christ Superstar: segundo uma matéria do The Boston Globe, a equipe que fazia o musical estava pensando em não apresentar nada na páscoa de 1994. Só que Gary não deixou: tinha visto uma encenação em Boston em 1993, gostou do que viu, passou a mão no telefone e ligou pessoalmente para a turma oferecendo-se para o papel.

A equipe ouviu o pedido do vocalista do Extreme, achou que ser maluquice não aproveitar a oferta do cantor e partiu para os ensaios. Detalhe que Gary, depois de três temporadas sendo crucificado, se preparava para outro desafio na mesma peça: iria interpretar Judas, o amigo da onça de Jesus. “Gosto do papel de Jesus, mas Judas tem músicas mais pesadas”, chegou a dizer.

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Isso de Gary resolver interpretar Judas e gostar do lado meio pesado da história (e ele fez mesmo o papel em 2000) reacendeu uma velha polêmica em relação a Jesus Christ Superstar. Criada por Andrew Lloyd Webber e Tim Rice inicialmente como uma ópera-rock lançada apenas em disco (ninguém tinha grana para levar aquilo tudo ao palco e não surgiam produtores interessados), a história discutia os papéis de Jesus Cristo e de seus apóstolos durante sua última semana de vida. E quando a peça foi à Broadway, com Jeff Fenholt como Jesus e Ben Vereen como Judas, não faltou gente reclamando que Judas parecia bastante simpático na peça.

Interpretando Jesus, por sinal, Gary encarou um papel que já foi vivido por outro vocalista de rock. Ninguém menos que Ian Gillan, que foi Jesus no LP da ópera-rock, feito quando ainda não havia planos para levá-la aos palcos. Mas Gillan não quis subir ao palco quando a montagem começou a ser feita, alegando que não queria virar ator. Um tempo depois, o papel de Jesus passou a ser tão cobiçado por roqueiros que até Sebastian Bach (o próprio) interpretou o papel.

Se você mal pode esperar para ver o ex-Skid Row interpretando o papel (bom, vai demorar pro POP FANTASMA fazer outra matéria sobre o mesmo assunto…) tá aí.

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