Cultura Pop
Quando Pete de Freitas (Echo & The Bunnymen) “ajudou” os Titãs num disco

Os Titãs – aliás vários roqueiros brasileiros da época – estavam na plateia dos shows do Echo & The Bunnymen no Rio (no Canecão) e em São Paulo (no Anhembi), em maio de 1987. O grupo britânico vinha ao país pouco antes de lançar o quinto disco, Echo & The Bunnymen (o do hit Lips like sugar, que apareceu no set list dos shows no Brasil) e vinha de uma fase meio complexa.
Após o álbum Ocean rain (1984), a banda meio que se separou e cada um foi cuidar da sua vida, sem turnês, porque o empresário Bill Drummond achou que o quarteto deveria ter um longo tempo de inspiração para o próximo disco. Foi nessa que o vocalista Ian McCulloch achou que seria uma boa estrear solo (com uma versão de September song, de Kurt Weil e Maxwell Anderson, que até que chegou às paradas). Só que a grana começou a acabar e o grupo entrou numa crise que gerou a troca de Drummond pelo tour manager do Duran Duran, Mick Hancock.
Quando o Echo subiu nos palcos brasileiros, o batera Pete de Freitas – um dos grandes nomes da bateria do pós-punk – já não era mais a mesma pessoa. Passara por uma fase bizarra de abuso de drogas, saíra do Echo para montar um novo grupo (The Sex Gods, que não deu certo) e pediu para voltar para o quarteto, que o readmitiu como baterista contratado. Quem viu os shows – ao que consta – nem percebeu as questões existenciais do músico, já que o Echo, após tantos problemas, chegava ao país em boa forma.
E o nome de Pete acabou citado numa discussão séria que rolou durante as gravações do disco Jesus não tem dentes no país dos banguelas, o quarto álbum dos Titãs, que começava a ser gravado naquela época. Foi justamente após aquela bronca que Liminha deu no baterista Charles Gavin por causa da demora (de 14 horas) nas gravações de Violência, uma música que seria deixada de lado pela banda e só sairia na versão CD do disco, anos depois.
No livro A vida até parece uma festa, biografia dos Titãs escrita por Hérica Marmo e Luiz André Alzer, diz que Liminha mandou a banda parar e, no meio da bronca no baterista, disse para ele “tocar para a banda”. E citou o econômico e eficiente Pete como um exemplo a ser seguido. “Aquele cara toca dentro do seu limite, nunca ultrapassa aquilo que ele não consegue fazer. É nesse tipo de coisa que você tem que se mirar. Tocar o que você consegue e não querer fazer o que você é incapaz tecnicamente de fazer”, disse o produtor.
Pelo sim, pelo não, a banda tirou as peças que estavam sobrando na bateria, Charles (que ganhou um abraço reconciliador de Liminha após bolar a abertura arrasa-quarteirão de Lugar nenhum) se manteve na linha na gravação final de Violência e, depois de tanto trabalho, a música foi tirada do disco. A versão que foi anos depois para o CD tem algumas viradas mas nada de exagerado. A história ainda teve um desfecho: Charles, ainda meio chateado com a bronca do produtor, mostrou as baterias que tinha gravado para a música a seu professor de bateria, Lauro Lellis. Não teve jeito: Lauro acabou dando razão a Liminha e achou que o baterista dos Titãs tinha exagerado nas viradas.
E isso aí foi o que os fãs do Echo viram no palco do Canecão (e na TV Manchete) em 1987.
Aliás pega aí os Titãs ao vivo no mesmo local (e por intermédio da mesma estação de TV) no mesmo ano.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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