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Quadrinhos

Pareidolia: um sujeito que vê rostos em tudo

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Pareidolia: um sujeito que vê rostos em tudo

Sabe aquele momento em que você vê o fecho de uma bolsa e cisma que ele parece com o rosto de alguém? Esse efeito se chama pareidolia. Ou seja: quando você percebe uma imagem específica num padrão visual qualquer. Um cara chamado Keith Larsen criou um Instagram para colocar os desenhos que ele faz a partir desses padrões aleatórios que ele enxerga por aí. E cada desenho ganha uma poesia.

Entre as imagens criadas por ele, estão a de um polvo lutador de boxe, feito a partir de um pendurador de porta. Ou um sujeito com topetão e visual anos 1950 desenhado a partir de uma bolsa.

“Ei! Meu nome é Keith Larsen e uso pareidolia para criar personagens que vejo em objetos comuns. (…) Todos já vimos caras nas coisas antes. Mas acabei de transformá-las em minhas próprias criaturas. E dei a elas histórias, escrevendo poemas”.

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Aí vão as imagens tiradas direto do Instagram dele, com os versinhos que ele escreve para cada um. Para ver as musas e musos inspiradores de Keith, só ir nas setinhas da direita, em cada foto.

https://www.instagram.com/p/Ba13Vngn3kv/

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https://www.instagram.com/p/Bbf2xqCH9mR

https://www.instagram.com/p/BaXF08In-7S

https://www.instagram.com/p/BaPkK47HgzT

https://www.instagram.com/p/BaCyT2uniW0

https://www.instagram.com/p/BZtZzvnnnQ6

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cultura Pop

Jogaram todos os números da “Animal” na web

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Quem lia quadrinhos nos anos 1980 se recorda da revista Animal, que publicava um monte de artistas do universo das HQs em português no Brasil. Surgida no rastro de publicações como a Circo e as graphic novels da Abril, era uma revista um tanto quanto complicada de encontrar nas bancas (pelo menos no Rio e em Niterói, porque dizem que em São Paulo era bem tranquilo), mas valia MUITO a pena. Foi nessa revista (cujo slogan era “feio, forte e formal”) que muita gente leu pela primeira vez no Brasil nomes como os italianos Tamburini e Liberatore (de Ranxerox) e o espanhol Jaime Martín (Sangue de Bairro).

A publicação foi criada em 1989 por Rogério de Campos (que depois cuidou da área de quadrinhos da Conrad Editora e atualmente dirige a editora Veneta), Celso Singo Aramaki, Newton Foot e Fábio Zimbres, e durou até 1991, entre edições normais e especiais. Nomes brasileiros como Osvaldo Pavanelli, André Toral, Fábio Zimbres e Lourenço Mutarelli colaboraram por lá.

E o legal da revista é que ela não se restringia aos quadrinhos: tinha o fanzine Mau, que ainda tratava de temas como música, política e comportamento, entre outros assuntos. Até mesmo um ranking dos preços de drogas ilegais foi parar lá, certa vez. Um tempo depois da Animal, nesse papo aqui, Rogério se recordou de ter ganho seu primeiro prêmio como editor no HQ Mix por causa da revista, e que desistiu de desenhar quadrinhos quando percebeu que poderia apenas editar.

A novidade é que o blog Scans Quadrinhos escanneou todos os números da revista e dá pra ver tudo no computador – eles fizeram o serviço em 2016 e tudo continua no ar. Só pegar aqui.

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O blog contou também um pouco da história da revista.

“A revista durou 22 edições regulares (chegou-se a cogitar o lançamento de uma 23ª edição que nunca aconteceu). Além de oito edições das Grandes Aventuras Animal e dois volumes da Coleção Animal.

Era um destaque nas prateleiras das bancas de jornais, principalmente pelo seu formato um pouco maior que as revistas da época (21 X 28 cm) e acabamento primoroso.

A revista fez um relativo sucesso, que acabou gerando mais duas versões de personagens que eram publicados na revista normal.

Foram publicadas a Coleção Animal que durou apenas dois números (publicou Triton de Daniel Torres no número 01 e Ranxerox em New York de Tamburini e Liberatore no número dois).

A outra versão durou oito edições e era intitulada Grandes Aventuras Animal. A última edição (de número 08 em novembro de 1991), fazia uma chamada para a edição de nº 23, que nunca chegou as bancas de jornais. Se alguém conseguiu este exemplar tem uma raridade em mãos”.

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Cinema

Um professor do Rio criou um guia visual de filmes de super-heróis para o ensino de História

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Um professor do Rio criou um guia visual de filmes de super-heróis para o ensino de História

Professor de História da rede municipal de Angra dos Reis (RJ), mediador nas disciplinas pedagógicas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fã de quadrinhos e de filmes de super-heróis, Arthur Gibson Pereira Pinto, morador do Rio nascido em Natal (RN) transformou sua dissertação de mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro em um trabalho bem mais amplo. É o Guia visual super-heróis e ensino de História, com sugestões didáticas para o uso de filmes da Marvel e da DC em sala de aula. No guia, Arthur foca no Capitão América e na Mulher Maravilha e analisa cenas de produções como Capitão América: O primeiro vingador, de 2011. Ou o filme homônimo da Mulher Maravilha, de 2017.

https://www.youtube.com/watch?v=u0XhkpC2M1g

Seguindo o mesmo raciocínio de um dos fundadores do Kiss, Gene Simmons (que, antes da fama, trabalhou como professor primário e foi demitido por incentivar os alunos a ler quadrinhos de super-heróis em sala de aula), Arthur sugere que os professores usem filmes como Capitão América para discutir temas como a Segunda Guerra Mundial, lado a lado com produções já costumeiramente usadas para falar do assunto, como O resgate do Soldado Ryan e A lista de Schindler. “Se um professor escolher assistir ao Capitão América junto com seus alunos, haverá muito o que trabalhar em sala de aula”, escreve Arthur na introdução do guia, usando como argumento os temas levantados pela obra e o sucesso que os super-heróis fazem no cinema (e de fato, filmes mais recentes como Os Vingadores, quebraram recordes no Brasil, arrecadando R$ 66 milhões nos cinemas nacionais).

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Você pode ler (e usar) o guia de Arthur aqui. Segue aí um papo que batemos com ele sobre super-heróis, filmes e quadrinhos (que são a origem dos super-heróis da telona e que, ainda hoje, sofrem bastante preconceito).

POP FANTASMA: Eu peguei uma época em que havia professores que realmente achavam que história em quadrinhos eram uma leitura inferior, que provocavam preguiça mental, em que ao se referirem a um aluno ruim, eles diziam “esse aí não lê nem história em quadrinhos”… Ainda há muito preconceito contra quadrinhos no meio acadêmico?
ARTHUR GIBSON: Esta desconfiança com as histórias em quadrinhos é tão antiga quanto os próprios gibis. Desde que começaram a se tornar um grande sucesso nos EUA, os quadrinhos foram tachados de alienantes e mesmo perseguidos como responsáveis por estimular a violência, a libertinagem ou a delinquência entre os jovens. Essas visões mais extremas foram perdendo força com o passar dos anos, mas persistiu uma percepção das HQs como uma forma de arte inferior ou sem grandes qualidades. Especificamente na academia, hoje em dia, me parece que há grande receptividade para a utilização de variadas fontes e são valorizadas iniciativas que buscam estudar temas pouco tradicionais. O estudo dos quadrinhos se beneficia desta abertura, porém ainda não são muitos os pesquisadores que se dedicam a ele, o que se torna um elemento dificultador.

Você enfrentou narizes torcidos de colegas ao criar seu guia visual? Ou, por outro lado, descobriu entusiastas dos quadrinhos entre professores? Até agora só tive boas reações ao Guia Visual. Existem muitos professores que gostam de quadrinhos e se interessam pela cultura pop de modo geral, e acredito que inclusive gostariam de ter tido a possibilidade de fazer um trabalho parecido ao que fiz. Mas infelizmente nem sempre encontram espaço para desenvolvê-los. Mas mais do que isso, acho que muitos professores já perceberam que precisam de ferramentas para estabelecer pontes com os estudantes nas suas aulas e são receptivos a propostas que dialogam com os interesses deles.

Super-heróis têm muitos fãs entre seus alunos? Me parece que os super-heróis nunca foram tão populares quanto hoje, embora não necessariamente por causa dos quadrinhos. Hoje estes heróis são, sobretudo, personagens das narrativas de cinema, TV e streaming, sendo parte de uma das maiores franquias de produtos de audiovisual da história. A Marvel e a DC inundam salas de cinemas, mas isso é só a ponta do iceberg. Elas inundam a nossa sociedade de imagens, de produtos, de símbolos. Se andarmos atentos pelas ruas de uma cidade qualquer do Brasil vamos entrar em contato com dezenas de referências a estes heróis na forma de propaganda e de mercadoria, muitas delas carregadas por nós mesmos. Todo este aparato faz com que muitos estudantes sejam fãs de super-heróis, mas não apenas isso, faz com que praticamente todos os estudantes conheçam e tenham algum contato com este universo. Isso por si só torna importante para um professor conhecer o universo dos super-heróis e refletir sobre possibilidades didáticas a partir deles.

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Tem personagens que têm uma carga política tão grande que é quase uma heresia que eles NÃO sejam usados para entender o que acontece pelo mundo afora, como Capitão América e Mulher Maravilha. O que é possível entender dos acontecimentos do mundo por intermédio dos dois? (um exemplo só, já que claro que dá pra entender muita coisa…) Vou citar uma abordagem que cabe tanto para o Capitão América como para a Mulher Maravilha. É sempre um caminho interessante pensar qual o contexto de criação de cada personagem, ou seja, de que forma as características que conformam o personagem se relacionam com a sociedade e as ideias da época em que foram criados. No caso do Capitão América os seus criadores queriam fortalecer um movimento na opinião pública americana em favor da entrada do país na Segunda Guerra Mundial. Havia uma disputa aberta na sociedade americana quanto à posição do país diante do conflito, e o Capitão América foi pensado como um instrumento para intervir nesta disputa. Após a entrada dos EUA na guerra as características ufanistas e militaristas do personagem foram usadas para mobilizar civis e militares para a guerra.

Já a Mulher Maravilha foi criada como propaganda ideológica feminista. Ela é fruto de pessoas que conviveram e se engajaram nas discussões e movimentações de orientação feminista que ocorreram no início do século XX. Além das características da própria personagem, dentro das revistas mulheres notáveis eram celebradas como modelos de talento e liderança. Estes são exemplos de que tanto os super-heróis podem ser muito interessantes para ajudar no aprendizado da história, como também o conhecimento histórico ajuda a compreender melhor estes personagens.

Que outro personagem você destaca como sendo mais “utilizável” (possível de utilização, enfim) por professores? O personagem só se torna utilizável no contexto de uma aula específica, de um professor específico. Eu prefiro destacar que até personagens aparentemente “inutilizáveis” podem ser muito úteis. Até uma história totalmente fantasiosa pode ser útil no ensino. Nos últimos filmes dos Vingadores um alienígena super poderoso entra numa busca obsessiva por preencher uma manopla com jóias cósmicas para poder eliminar metade dos seres do universo. Neste enredo aparentemente não há nada que possa ser aproveitado para o ensino. Contudo, se levarmos em conta que as motivações de Thanos são muito próximas do que seria um pensamento neomalthusiano, podemos ter no filme uma excelente forma de discutir esta corrente de pensamento. Então, no final das contas depende muito mais dos objetivos do professor do que do personagem em si. Por isso que o Guia que elaborei pretende chamar a atenção dos professores pra este universo para que eles possam buscar e decidir as melhores histórias e personagens para suas aulas.

Qual tua relação com quadrinhos? Você sempre foi colecionador? Quando criança eu lia muita revista em quadrinhos, de todo tipo: Turma da Mônica, Zé Carioca, Senninha, Os Trapalhões, Recruta Zero, Menino Maluquinho e, depois, já adolescente, os super-heróis. Mas não sou exatamente um colecionador, e nem leio mais tantos quadrinhos como gostaria. Gosto de quadrinhos, como gosto de cinema ou de música e, como historiador, me interessam as relações que estas expressões artísticas estabelecem com a sociedade.

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Seu interesse por história foi surgindo lado a lado com o interesse pelos super-heróis? Quando você percebeu que gostava mesmo de história e que, mais ainda, viraria professor? Me lembro de me interessar pelo que se passava no Brasil e no mundo desde muito cedo. Mais tarde, no Ensino Fundamental, acho que comecei a entender que este interesse tinha muito a ver com o que era discutido em algumas disciplinas na escola, especialmente História. Nesta mesma época comecei a me interessar pelos super-heróis, mas não sei se uma coisa tem uma relação tão próxima com a outra. Acho que tive a sorte de crescer em uma família que sempre valorizou o contato com a cultura, e isso me levou a gostar também de quadrinhos. Depois, como estudante de História, aprendi a olhar um pouco mais historicamente para estes bens culturais. A faculdade de História necessariamente nos encaminha para a docência, e foi como professor que comecei a refletir sobre as possibilidades didáticas da relação entre super-heróis e história.

Marvel ou DC? E qual das duas empresas fornece mais material para você utilizar em sala de aula? Bons artistas produzem boas histórias, seja qual for o personagem ou universo ficcional em que ele está inserido. Mas para o ensino até uma história ruim pode render discussões, o necessário é que o professor identifique que caminhos aquela história pode abrir para o processo de aprendizagem. Hoje em dia a Marvel tem mais filmes e personagens de sucesso, o que facilita que a relação dos alunos com eles e abre, quantitativamente, mais possibilidades. Mas nada impede que qualquer filme ou revista de qualquer personagem seja utilizado.

Pensa em mais algum projeto envolvendo cultura pop e História? O Guia Visual foi elaborado a partir de uma reflexão feita na minha dissertação de mestrado sobre a prática docente no ensino de História. Então esta conexão entre História e cultura pop é algo que vai prosseguir no meu trabalho como professor e pesquisador. Mas ainda não tenho em mente outros projetos mais concretos como o Guia.

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Cultura Pop

Aquela vez em que botaram um cão policial para gravar um disco anti-drogas para crianças

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Aquela vez em que botaram um cão policial para gravar um disco anti-drogas para crianças

McGruff, The Crime Dog, foi um cachorro policial criado em 1980 por intermédio do Ad Council (conselho de publicidade norte-americano que faz parcerias com agências para a criação de campanhas). A ideia era que o cachorro aparecesse em campanhas de redução de crimes – ensinando crianças e adultos a acender luzes, fechar portas, trancar portões e coisas do tipo. Alguns anos antes, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tinha procurado o Ad Council com o objetivo de criar campanhas para envolver o público na redução dos índices de criminalidade. Depois de um monte de pesquisas, descobriram que apostar em campanhas por pequenas ações individuais daria certo.

A aparência de McGruff, originalmente, seria algo parecido com “um sósia do Snoopy” (de acordo com a criação original da empresa Dancer Fitzgerald Sample, responsável pelo animal). O problema é que nem todo mundo simpatizava com a ideia de um cachorro policial dando dicas de como evitar maiores danos à propriedade, e a campanha já encontrava um monte detratores desde o início. McGruff, que ainda não tinha nome – escolhido só em 1980 após concurso nacional – passou por várias mudanças de aparência, até que virou um cão detetive coberto com uma capa.

Em 1986, olha aí o que McGruff andava fazendo: criaram um disco do personagem, McGruff’s smart kids album. O disco inteiro era uma campanha contra as drogas, com músicas com nomes como Marijuana, Inalantes, Cocaína e crack e Álcool, além de uma peça new wave no estilo do Devo chamada I’m glad I’me. Alcohol, a tal música anti-goró, lembra bastante um lado Z do Steely Dan, se é que é possível.

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