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Os passos de Mike D após o fim dos Beastie Boys

Uma vez entrevistei um artista brasileiro que estava havia anos sumido da mídia, e perguntei como tinha ficado a vida dele esse tempo todo. Sem muita paciência, ele respondeu: “ah, põe aí que eu fiquei andando na praia”. Se a mesma pergunta fosse feita a Mike D, ex-Beastie Boys, que lança em 28 de agosto (15 anos após seu último lançamento com a banda) o primeiro disco solo, Thank you, talvez ele respondesse que andou pegando onda. Aliás, muita onda.
O músico fez trabalhos como produtor e curador, mas o surfe passou a tomar conta dos seus dias de maneira, digamos, bastante dedicada. Ele começou a pegar onda relativamente tarde e, numa entrevista antiga, contou que entrou no surfe influenciado pelo filho mais velho. A ideia inicial era conseguir surfar melhor do que ele por alguns anos antes que o garoto o ultrapassasse.
A coisa saiu do controle de todas as formas após 2012, ano da morte do colega de banda Adam Yauch. Mike passou a morar mais tempo em Malibu, na Califórnia, e o surfe virou uma atividade central na vida dele. Uma matéria da Rolling Stone de 2017 dá a medida do quanto o dia a dia do músico passou a ser regido pelas ondas: “Mike D é judeu de nascimento, mas se tivesse que seguir uma religião hoje em dia, seria o surfe”, diz o texto, assinado por Jonah Weiner.
O grau de envolvimento era tão grande que, em 2016, ladrões roubaram entre 15 e 20 pranchas da casa dele em Malibu. É um número que dá uma boa ideia do tamanho do, digamos, vício do músico. As reportagens que saíam sobre Mike nesse período deixavam claro que ele estava parecendo um surfista veterano de Malibu que por acaso vendeu milhões de discos – e não um cara que fez parte de uma das bandas mais bacanas do mundo.
A música não deixou de fazer parte da vida de Mike desde o fim prático dos Beastie Boys, em 2012. Só que ele passou a atuar mais nos bastidores do que como artista solo. Trabalhou com artistas como Portugal. The Man, para quem fez um remix da faixa Modern Jesus, e participou de sessões de produção para vários nomes do rock alternativo e do indie. Também chegou a trabalhar com o próprio Portugal. The Man em estúdio durante o processo que acabaria levando ao álbum Woodstock (2017).
Outro projeto importante foi o programa de rádio The Echo Chamber, na plataforma da Apple Music, onde ele atuava como curador musical, entrevistador e DJ, mostrando um lado mais próximo do colecionador e pesquisador de música. Durante bastante tempo, essa faceta ocupou mais espaço do que a de músico. Na tal reportagem da Rolling Stone que mostrou o lado surfista de Mike, tá escrito que ele gravava os episódios na residência de hóspedes de sua casa em Malibu.
“Eu sento aqui e converso com meus convidados, sejam eles quem forem”, diz Diamond, apontando (diz o texto) para um sofá bem baixo, dividido em três partes, em formato de U. “Às vezes a gente joga pingue-pongue”. Além disso, Mike D participou da promoção do Beastie Boys Book e do documentário Beastie Boys Story, ambos realizados ao lado do ex-colega de banda Adam Horovitz. Os dois também mantiveram vivo o legado do grupo através de relançamentos, eventos e projetos comemorativos.
Gravar solo, no entanto, é uma aventura bem recente – e o motivo de Mike D ter demorado tanto para voltar a gravar parece ter sido emocional. Em sua ida recente ao programa de TV de Jools Holland, ele lembrou que ficou muito tempo sem conseguir fazer música porque tudo era associado ao parceiro de banda e amigo de décadas. Segundo ele, a perda foi devastadora e o afastou da criação musical por anos.
Em maio, Mike lançou seu primeiro single solo, Switch up, gravado com a ajuda dos filhos Davis e Skyler Diamond, da dupla Very Nice Person. A partir daí, anunciou uma nova banda, 5D, e também anunciou Thank you, seu primeiro trabalho solo da carreira. E o que parece ter tirado Mike D da aposentadoria musical foi justamente tocar e gravar com os filhos.
Depois de mais de uma década preservando a memória dos Beastie Boys, Mike parece finalmente ter encontrado um caminho para seguir em frente sem cair na tentação de voltar com o nome da banda (aliás, provavelmente várias ofertas devem ter sido feitas a ele e Adam…). Tanto que o papo com Jools rolou sem nostalgia barata.
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Courtney Love avisa que novo disco solo está pronto, e lembra que “quase morreu”

RESUMO: Courtney Love está prestes a lançar seu primeiro disco solo em mais de 20 anos. A cantora diz que o álbum está praticamente pronto, e recorda que “quase morreu” após vários problemas de saúde (não revelou o que teve).
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução Instagram
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Courtney Love deu sinais de que seu próximo disco solo finalmente está pronto – e aproveitou uma atualização no Instagram para falar também sobre o período em que sua saúde chegou a ficar bastante comprometida.
A vocalista do Hole apareceu em vídeo na noite de sexta-feira e confirmou que o álbum, há anos aguardado, está praticamente concluído. “Muitos de vocês perguntaram se meu disco estava pronto. Está pronto. Está praticamente finalizado. É um disco muito bom. Eu me dediquei muito a ele”.
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Na legenda do vídeo, Love explicou que encarou o trabalho como se pudesse ser seu último álbum e que passou boa parte do processo entre hospitais e sessões de composição e gravação: “Queria dar notícias sobre meu álbum. Quando o fiz, acreditei que seria meu último, então fiz o álbum que sempre quis fazer. Passei a maior parte do tempo no hospital, mas quando não estava, só fazia compor e gravar. Quero fazer turnês mais do que qualquer coisa. E quero cantar. É isso que mantém minha alma e meu corpo felizes”, contou, agradecendo a músicos que participaram do projeto, entre eles Butch Walker, Will Sergeant, Billie Joe Armstrong e Melissa Auf der Maur.
- E Morrissey e Marr, que voltaram a trabalhar num lançamento dos Smiths? (mas calma!!!)
Courtney então voltou a 2019, quando foi para a Inglaterra e começou a enfrentar sérios problemas de saúde. “Fui para a Inglaterra em 2019 e, quando cheguei lá, meu corpo simplesmente entrou em colapso. Simplesmente explodiu, e eu passei muito tempo em hospitais. Quase morri. Perdi todo o meu cabelo. Eu pesava cerca de 45 quilos, e me disseram que eu ia morrer, mas eu não acreditei neles”.
Em 2021, a cantora já tinha contado que foi hospitalizada em agosto de 2020 com anemia e que chegou a pesar cerca de 44 quilos. No vídeo mais recente, porém, ela não especificou qual foi o problema de saúde que enfrentou naquele período.
A parte mais estranha – e talvez mais reveladora sobre o que parece atravessar o disco – vem quando Love recupera uma lembrança da infância. “Quando eu era criança – acho que este álbum é sobre isso – eu costumava interromper os adultos, e eles me diziam ‘vermelho’. Eles diziam ‘vermelho era azul’, e aí eu via azul, mas azul era azul. Então, agora que eu me iludo pensando que talvez, talvez eles estivessem certos e vermelho fosse azul, e aí eu vejo roxo, minha cabeça explode. Tipo, lida com essa merda, né? Acho que alguns de vocês se identificam com isso. E, de qualquer forma, eu nunca perdi a capacidade de ver que ‘vermelho era vermelho’, apesar de eles me dizerem que ‘vermelho era azul'”.
Ela relacionou essa lembrança diretamente ao momento em que os médicos disseram que poderia morrer: “Então, quando me disseram: ‘Você vai morrer’, eu simplesmente não acreditei. E de alguma forma eu melhorei. Estou saudável, o que é incrível”. Love também aproveitou para fazer uma avaliação pouco generosa de Nobody’s daughter, último álbum do Hole, lançado em 2010. “Foi um fracasso”, disse. “Estávamos tocando num lugar chamado Pizza Hut Park enquanto o Limp Bizkit era a atração principal junto com o Thirty Seconds to Mars. Isso é humilhante”.
Agora, a cantora tenta descobrir como colocar o novo álbum no mundo. O disco será seu primeiro trabalho solo desde America’s sweetheart, de 2004 – e sai mais de duas décadas depois, quando sua carreira parece influenciar várias bandas novas.
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Foo Fighters: saiba tudo sobre os shows no Brasil em 2027

RESUMO: Um guia sobre os shows dos Foo Fighters no Brasil em 2027, com datas, locais, preços dos ingressos e as apostas para o repertório das apresentações.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação
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Quem tá vindo aí são os Foo Fighters. A banda, que se apresenta no Rock In Rio 2026 como headliner do dia 4 de setembro, vai voltar ao Brasil ano que vem para dois shows pela Take Cover Tour 2027. A banda liderada por Dave Grohl se apresenta em Belo Horizonte, na Arena MRV, no dia 18 de fevereiro, e em São Paulo, no MorumBIS, no dia 20 de fevereiro.
Os shows terão como convidadas especiais a cantora Karen Dió e a banda paulistana Deb and The Mentals – que lançou nesta quinta (13) o EP Stuck. Os ingressos custam entre R$ 280 e R$ 1.180, em Belo Horizonte, e de R$ 295 a R$ 1.250, em São Paulo, considerando os valores de meia-entrada e inteira. A venda de ingressos será realizada pela Ticketmaster, com pré-venda para clientes Santander nos dias 18 e 19 de agosto. O público geral poderá comprar a partir de 20 de agosto.
E AÍ, COMO COMPRAR INGRESSOS? Bom, a comercialização dos ingtessos será dividida em três etapas. Nas duas pré-vendas, os ingressos estarão disponíveis a partir das 10h no site da Ticketmaster e das 11h nas bilheterias físicas, sem cobrança de taxa de serviço. Dividindo em partes, é assim:
Terça-feira, 18 de agosto, às 10h: pré-venda para clientes Santander Select e Private Banking com cartões elegíveis.
Quarta-feira, 19 de agosto, às 10h: pré-venda para os demais clientes Santander.
Quinta-feira, 20 de agosto, às 10h: abertura da venda online para o público geral.
Quinta-feira, 20 de agosto, às 11h: abertura da venda nas bilheterias físicas.
CARTÕES. A pré-venda de 18 de agosto será destinada aos portadores dos cartões Santander Unique Infinite, Santander Unlimited Infinite, Decolar Santander Infinite, GOL Smiles Santander Infinite, American Express Gold Card Santander, American Express Platinum Card Santander, American Express Centurion Card Santander, Santander Unique Black, Santander Unlimited Black e Santander/AAdvantage Black.
Na pré-venda de 19 de agosto, os demais cartões Santander serão aceitos, com exceção dos cartões de viagens e empresariais.
QUANTO CUSTAM OS INGRESSOS EM BELO HORIZONTE?
Cadeira Superior: R$ 560 (inteira) / R$ 280 (meia-entrada)
Pista: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Leste: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Oeste: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Sul: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Pista Premium: R$ 1.180 (inteira) / R$ 590 (meia-entrada)
E QUANTO CUSTAM OS INGRESSOS EM SÃO PAULO?
Arquibancada: R$ 590 (inteira) / R$ 295 (meia-entrada)
Pista: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$ 970 (inteira) / R$ 485 (meia-entrada)
Cadeira Inferior: R$ 990 (inteira) / R$ 495 (meia-entrada)
Pista Premium: R$ 1.250 (inteira) / R$ 620 (meia-entrada)
DISCO. Os Foo Fighters estão na turnê de lançamento do álbum Your favorite toy, lançado em abril, e que tem sido elogiado pela crítica – o som do grupo tem ficado um tanto mais parecido com o dos primeiros álbuns. Nós resenhamos o disco e dissemos que “Your favorite toy acerta ao revisitar origens, traz letras mais pessoais e bons momentos, sem revolucionar”.
O QUE VAI ROLAR NO SHOW. Muita coisa pode mudar até lá, mas é curioso que a banda esteja – segundo o site setlist.com – tocando apenas uma ou duas músicas do disco mais recente, às vezes nenhuma. O mesmo site indica que as mais tocadas de Your favorite toy foram Caught in the echo e a faixa-título, com 15 execuções cada uma. Of all people vem em seguida, com onze.
Os álbuns The colour and the shape (1997, o segundo e melhor disco do grupo) e There is nothing left to lose (o terceiro, de 1999) são os que mais surgem nos setlists de 2026, indicando que se trata de um show “de festival”, com hits – e muitas lembranças do passado.
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Hajem Kunk, “primo” do Papangu, mistura hard rock, jazz e psicodelia em “Leite de pedra”

RESUMO: A paraibana Hajem Kunk mistura hard rock, metal, jazz, blues e psicodelia em Leite de pedra, último single antes do álbum de estreia. Gravado ao vivo, o som do quarteto combina peso, jazz fusion, mudanças de andamento e improvisação.
Texto: Ricardo Schott – Foto:
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Hard rock, metal, jazz, blues, psicodelia e uma boa dose de improviso. A Hajem Kunk mistura tudo isso sem muita preocupação em caber num rótulo. O quarteto paraibano chama o próprio som de “rock troncho”, expressão popularizada pela Papangu — banda com a qual divide dois integrantes, e que acaba de lançar um álbum. E o Hajem também está com lançamento novo: é Leite de pedra, último single antes da chegada de seu álbum de estreia.
A faixa resume bem a proposta do grupo. Guitarras pesadas convivem com passagens de jazz fusion, mudanças de andamento e momentos em que a improvisação assume o controle. É um instrumental que vai mudando de forma ao longo do percurso, sem perder o peso.
Antes dela, a banda já havia apresentado os singles Pipe e Mar morto, cada um destacando uma faceta diferente do disco. Todo o álbum foi gravado ao vivo no estúdio Mutuca, em João Pessoa, mantendo a interação entre os músicos como parte central da sonoridade.
A Hajem Kunk reúne Pedro Francisco e George Alexandria, também integrantes da Papangu, ao lado de Rafael Jordão e Lucas Farias. O grupo nasce da movimentada cena instrumental paraibana, mas vai além do prog ou do stoner: prefere embaralhar referências de hard rock, metal, blues, jazz e psicodelia para criar um som que muda de direção o tempo todo. O álbum de estreia chega ainda em 2026.
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