Cultura Pop
Ney Matogrosso em 1991, falando sobre Secos & Molhados, fãs e preconceito


Jornalista e diretor dos selos Astronauta Discos e Café Forte, Leonardo Rivera, aos 15 anos, teve a oportunidade de entrevistar ninguém menos que o aniversariante desta terça (1), Ney Matogrosso. Na época, Ney estava dirigindo um espetáculo infantil que entrava em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim, em 1991, e Leo, ainda na muda de voz, foi bater um papo com ele para um jornal de bairro de Niterói, cidade onde o jornalista mora. Ney estava disponível para novos trabalhos, mas só emprestaria seu talento como diretor para trabalhos em que ele acreditasse.
“Depende do meu tempo musical. Por isso é que até hoje não fiz teatro como ator. Porque o teatro solicita o mesmo tempo que a música”, contou Ney, que ainda falou dos vestígios do Secos & Molhados em seu trabalho (“não tenho saudade, foi bom lá mas tá melhor agora”). Leo perguntou para Ney como ele lidava com as cópias dele e do Secos & Molhados que surgiam na época, como o Assim Assado, que gravou um disco (hoje raro) pela gravadora CID. “Cópia, eu acho que aí é o mercado se contorcendo para se adaptar com uma coisa nova que tá chegando”, contou. “Víamos como um sintoma de que a gente tinha chegado e abalado o mercado, e as gravadoras estavam tentando ocupar o espaço que o Secos estava abrindo”. E também perguntou um monte sobre o Secos, sobre como foi continuar (por pouco tempo) após o sucesso etc. “Houve um erro muito grande nessa tentativa de reeditar o grupo. As pessoas ouviam no rádio e achava que era eu cantando, que era uma música antiga nossa que eles não conheciam”, disse, referindo-se aos discos que a banda lançou depois sem Ney e sem Gerson Conrad.
Temas como preconceito, Aids (“uma revista publicou que eu estava com a doença e perdi na primeira instância porque o juiz achou que não era vergonha estar doente”, contou) e relação com fãs. “Adoro conversar com as pessoas na rua, só não gosto que me peguem”, contou. Também falou sobre a recente parceria com o violonista Raphael Rabello (1962-1995) e sobre a opção de não estar, na época, contratado de nenhuma gravadora.
Aliás aproveita e pega aí o disco do Assim Assado (que tinha o soulman paulistano Miguel de Deus como um de seus integrantes)
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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