Cultura Pop
Quando Marc Bolan se aproximou do punk

Adivinha só que disco chegou às mãos de Marc Bolan em 1977, poucos meses antes de ele ir pro andar de cima? A estreia dos Buzzcocks, o EP Spiral scratch. O fotógrafo Kevin Cummins, de Manchester – terra natal da banda punk – deu uma cópia do disquinho pra ele e fez um clique. Tá aí embaixo.
Here's a photo I took of Marc Bolan with the copy of Spiral Scratch I gave him @Buzzcocks via @booniepops pic.twitter.com/QI4AZxELPX
— Kevin Cummins (@KCMANC) October 31, 2015
Não era a única relação do cantor do T. Rex com os três acordes, já que, voltando à mídia com o lançamento do disco Dandy in the underworld, em 1977, ele estava sendo redescoberto por vários nomes do estilo. E correspondia com declarações como “me considero o mais velho estadista do punk, o padrinho do punk”.
Apesar de ser bem mais velho que os novos músicos, e de sua indumentária de palco incluir cabelo comprido e roupas chamativas (como faz questão de afirmar Mark Paytress no livro Marc Bolan: The rise and fall of a 20th Century superstar) até que a coisa andava. Vale inclusive lembrar que, nos últimos meses de vida, Bolan apresentava um programa na TV, Marc, em que convidava artistas novos. Olha aí Boomtown Rats, de Bob Geldof, com The Jam e Generation X no episódio três da atração.
https://www.youtube.com/watch?v=BueHKixmazc
Com tantos lugares para agendar o lançamento de Dandy, olha aí onde Marc escolheu para festejar com amigos e alguns fãs o novo disco: a meca punk Roxy Club, em Covent Garden. Paul e Linda McCartney, além da estrela glam Alvin Stardust, estiveram lá. Mas olha só a turma que apareceu no regabofe: Generation X, Sex Pistols, The Damned (na foto abaixo, Bolan com Brian James, do Damned, e Billy Idol, do Generation X).
https://twitter.com/fermontyvila/status/1023623849596870658
O Generation X também esteve no programa de Bolan. Olha aí.
Marc estava vivendo nova fase. Dizia ter parado com as drogas e com as bebidas, e era visto constantemente se exercitando. Nem tanto: dá pra achar no Google fotos em que, na festa acima, ele posa com Billy Idol segurando um copo de uísque. Na época, Bolan arrumou uma jaqueta de couro amarela para subir ao palco e posar para fotos, e tinha tando ciúme da peça de roupa que pedia à mulher, Gloria Jones, para avisá-lo se alguém estivesse metendo a mão suja na jaqueta, caso ele não estivesse com ela. Na última turnê, de Dandy, convidou o The Damned para abrir shows. Olha Marc e Dave Vanian, vocalista do grupo.

Olha aí Marc Bolan portando um belo broche dos Ramones – que o câmera tenta mostrar, mas esbarra na iluminação forte – e comentando a respeito de The Damned, Sex Pistols e do quarteto do Queens, que ele diz ser “belamente inacreditável”.
Captain Sensible, baixista do The Damned, jura que foi uma foto da banda em que ele aparecia com uma camiseta do T. Rex, que fez com que Bolan resolvesse convidar a banda. E disse no mesmo livro The Rise And Fall Of… que Marc era um roqueiro “das antigas” (eram os anos 70…) que parecia separado da velha guarda. “Ele estava num limbo, estava destinado a fazer discos estranhos, letras estranhas, coisas que ninguém podia entender. Tinha ideias novas”.

Siouxsie e Marc Bolan
E fechando, pega aí de novo Bolan e os Ramones. Joey Ramone amava tanto som de Bolan que meteu a mão em Life’s a gas, clássico do T. Rex, e criou outra canção com o mesmo nome.

Via Bombed Out.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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