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Cultura Pop

Quando Marc Bolan se aproximou do punk

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Adivinha só que disco chegou às mãos de Marc Bolan em 1977, poucos meses antes de ele ir pro andar de cima? A estreia dos Buzzcocks, o EP Spiral scratch. O fotógrafo Kevin Cummins, de Manchester – terra natal da banda punk – deu uma cópia do disquinho pra ele e fez um clique. Tá aí embaixo.

Não era a única relação do cantor do T. Rex com os três acordes, já que, voltando à mídia com o lançamento do disco Dandy in the underworld, em 1977, ele estava sendo redescoberto por vários nomes do estilo. E correspondia com declarações como “me considero o mais velho estadista do punk, o padrinho do punk”.

Apesar de ser bem mais velho que os novos músicos, e de sua indumentária de palco incluir cabelo comprido e roupas chamativas (como faz questão de afirmar Mark Paytress no livro Marc Bolan: The rise and fall of a 20th Century superstar) até que a coisa andava. Vale inclusive lembrar que, nos últimos meses de vida, Bolan apresentava um programa na TV, Marc, em que convidava artistas novos. Olha aí Boomtown Rats, de Bob Geldof, com The Jam e Generation X no episódio três da atração.

https://www.youtube.com/watch?v=BueHKixmazc

Com tantos lugares para agendar o lançamento de Dandy, olha aí onde Marc escolheu para festejar com amigos e alguns fãs o novo disco: a meca punk Roxy Club, em Covent Garden. Paul e Linda McCartney, além da estrela glam Alvin Stardust, estiveram lá. Mas olha só a turma que apareceu no regabofe: Generation X, Sex Pistols, The Damned (na foto abaixo, Bolan com Brian James, do Damned, e Billy Idol, do Generation X).

https://twitter.com/fermontyvila/status/1023623849596870658

O Generation X também esteve no programa de Bolan. Olha aí.

Marc estava vivendo nova fase. Dizia ter parado com as drogas e com as bebidas, e era visto constantemente se exercitando. Nem tanto: dá pra achar no Google fotos em que, na festa acima, ele posa com Billy Idol segurando um copo de uísque. Na época, Bolan arrumou uma jaqueta de couro amarela para subir ao palco e posar para fotos, e tinha tando ciúme da peça de roupa que pedia à mulher, Gloria Jones, para avisá-lo se alguém estivesse metendo a mão suja na jaqueta, caso ele não estivesse com ela. Na última turnê, de Dandy, convidou o The Damned para abrir shows. Olha Marc e Dave Vanian, vocalista do grupo.

Quando Marc Bolan se aproximou do punk

Olha aí Marc Bolan portando um belo broche dos Ramones – que o câmera tenta mostrar, mas esbarra na iluminação forte – e comentando a respeito de The Damned, Sex Pistols e do quarteto do Queens, que ele diz ser “belamente inacreditável”.

Captain Sensible, baixista do The Damned, jura que foi uma foto da banda em que ele aparecia com uma camiseta do T. Rex, que fez com que Bolan resolvesse convidar a banda. E disse no mesmo livro The Rise And Fall Of… que Marc era um roqueiro “das antigas” (eram os anos 70…) que parecia separado da velha guarda. “Ele estava num limbo, estava destinado a fazer discos estranhos, letras estranhas, coisas que ninguém podia entender. Tinha ideias novas”.

Quando Marc Bolan se aproximou do punk

Siouxsie e Marc Bolan

E fechando, pega aí de novo Bolan e os Ramones. Joey Ramone amava tanto som de Bolan que meteu a mão em Life’s a gas, clássico do T. Rex, e criou outra canção com o mesmo nome.

Via Bombed Out.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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