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Livro de terror do ex-vocalista da Maldita ganha lançamento no Rio neste sábado (5)

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Lembra da banda carioca Maldita, que fazia um som entre o metal e o gótico e chegou a abrir shows de Marilyn Manson no Brasil? Erich Eichner, vocalista do grupo, retorna agora, mas como escritor. Ele vai lançar neste sábado (5) o livro Contos de aduana (Ed. Ilustre), reunindo quatro contos inéditos de ficção e terror. Erich é fanático pelo estilo desde criança, quando leu uma antologia que tinha os clássicos Frankenstein (Mary Shelley), Drácula (Bram Stoker) e O médico e o monstro (Robert Louis).

“Passei a frequentar livrarias atrás de tudo que poderia encontrar”, relembra o autor, que, no livro, criou personagens que foram inspirados em pessoas reais, que estão sempre em ambientes ligados a uma atmosfera musical. Transtornos afetivos, rejeição e sexualidade estão entre os temas do livro, e nomes como Leonard Cohen, David Bowie, The Doors e The Cure, admirados por Erich, surgem como referências a cada conto.

O lançamento rola neste sábado (5), às 21h, no Estação NET Rio, em Botafogo, junto com a exibição do curta Pedaços, de Erich e Pedro Punk, dentro da Mostra 26 Anos Cavideo. Tendo como locação lugares clássicos da Zona Sul, como a Praia de Ipanema e o Baixo Gávea, o filme produzido pelo Studio Contra foi feito com recursos próprios e finalizado em 2015. No papel principal, o elenco conta com o ator Carmo Dalla Vecchia, e a trilha sonora foi produzida por Scott Puttesky, mais conhecido como Daisy Berkowitz, guitarrista de Marilyn Manson. Por sinal, Erich sonha em ver seu livro levado para a tela grande.

“Uma das principais influências na minha vida é Stephen King, autor de vários best sellers adaptados para o cinema. Quem sabe Contos de Aduana vire um filme?”, conta ele, fã também de Dario Argento (Inferno). Gaspar Noé (Climax), Tobe Hooper (Poltergeist), Wes Craven (A hora do pesadelo). A editora Ilustre, por sua vez, é do jornalista e escritor Pedro de Luna, e lançou livros como Champ – a incrível história do baixista Champignon do Charlie Brown Jr, do próprio Pedro.

Exibição do Filme Pedaços
Horário: 21h na Mostra 26 Anos Cavideo
Estação NET Rio – Rua Voluntários da Pátria 35 | Botafogo | RJ
Entrada: R$ 14
Informações: 21 – 2226-1986

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH. Paula Lima (Foto: Juliana Heicer / Divulgação) é uma das atrações

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH chega a um dos momentos mais esperados de sua 13ª edição, que comemora 30 anos do evento: a realização do FAN Espiralar, de 11 a 14 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte, no Centro de Referência das Culturas Urbanas de Belo Horizonte (CRCURB) – Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.

Na abertura, 11 de junho, o Palco Sesc FAN Espiralar recebe a cantora e compositora Paula Lima, com o show Eu, Paula Lima – O baile. No Dia dos Namorados (12) Augusta Barna faz show em homenagem à data, e Nath Rodrigues apresenta Pérola negra – Uma homenagem a Luiz Melodia. E, finalizando a sexta-feira, Samba da Meia-Noite, com o melhor do samba das sambadeiras e sambadores de Belo Horizonte dedicado à tradição do Recôncavo Baiano. Já no domingo, 14 de junho, tem show da Nação Zumbi.

A programação tem também oficinas formativas, performances artísticas e outras intersecções de saberes como o Clube do Livro Página Preta: Literaturas Intertropicais e o FANzinho, que apresenta o espetáculo Dandara para crianças — Um mergulho lúdico na realeza negra. A inclusão e a diversidade marcam presença no FAN 30 Anos com a apresentação Rastros sobrepostos, do artista PCD Dânova Neres.

O FAN BH é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico e conta com parceria cultural do Sesc em Minas, integrado ao Sistema Fecomércio MG.

  • Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, os 30 anos do FAN representam o amadurecimento de uma visão de cidade que reconhece a diversidade como seu maior patrimônio intelectual e criativo: “O papel da Secretaria Municipal de Cultura é assegurar que o protagonismo negro e as manifestações populares ocupem um lugar central no planejamento estratégico da capital. Celebrar esta trajetória significa reafirmar que a identidade e o futuro de Belo Horizonte são indissociáveis da força da arte negra”, conta ela.

Desde novembro de 2025, a trajetória da 13ª edição do FAN BH, que foi marcada no FAN Rotas e FAN Raízes pela escuta com os territórios e pelo fortalecimento das expressões artísticas e culturais negras, culminam no FAN Espiralar. Inspirado na ideia da poeta e ensaísta Leda Maria Martins, o conceito de espiralar propõe revisitar as raízes para imaginar e construir novos futuros. Nesse sentido, o FAN Espiralar se apresenta como um espaço de celebração pública que transforma escutas em presença, memórias em criação e caminhos construídos coletivamente em experiências compartilhadas.

“Chegar às três décadas de FAN é um marco que enche Belo Horizonte de orgulho. O festival não é só um evento, é um espaço de memória e de celebração do protagonismo negro em todas as suas formas. A identidade da nossa cidade foi construída pela força e pela criatividade do povo preto. Celebrar esses 30 anos é reafirmar que a cultura negra merece estar sempre no topo, espalhando diversidade, respeito e igualdade por todos os cantos da capital”, destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

SERVIÇO FAN ESPIRALAR

Data: 11 a 14 de junho de 2026
Local: Parque Municipal de Belo Horizonte, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes
Programação completa aqui.

Foto Paula Lima: Juliana Heicer / Divulgação

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs (Foto: José de Holanda / Divulgação)

Direto de SP, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).

Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.

Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.

O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.

Foto: José de Holanda / Divulgação

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Urgente!: Loucura à vista – álbum de estreia dos Fcukers chega em março

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Fcukers (foto: Jeton Bakalli)

Entre 2024 e 2025, você deve lembrar, começou uma boa onda de gente seguindo os passos da loucura de Charli XCX no disco Brat. A dupla (e ex-trio) de dance-rock Fcukers, vinda de Nova York, foi um desses nomes. Shanny Wise e Jackson Walker Lewis, ainda acompanhados do baterista Ben Scharf, lançaram em 2024 o EP Baggy$$, que foi resenhado até aqui no Pop Fantasma. Na época, o que se comentava é que essa turma era inicialmente apenas ser um projetinho que lançava músicas para os amigos ouvirem, mas que virou hype e estourou.

Você decide se quer acreditar nisso ou não, mas num papo do ano passado com a Rolling Stone, Shanny e Jackson revelaram que essa despretensão estava por trás até da escolha do nome. “Ele encapsulava perfeitamente a vibe que nós dois queríamos, no sentido de que pensávamos: ‘Não estamos nem aí. Não vamos ter uma carreira musical. Quem se importa? Vamos fazer exatamente o que quisermos’”, disse Lewis. O grupo só foi se conscientizar de que aquilo não era só uma zoeira de amigos quando deu o primeiro show.

O sucesso veio inesperadamente, já que a apresentação ganhou até resenhas. As encrencas também foram surgindo: o single Homie don’t shake sampleava uma parte de Devill’s haircut, de Beck. O papo com o cantor foi de boa: Lewis diz ter pedido a ele “não me processe!” e Beck soltou um “tudo bem” – e não processou. Já Van Morrison (o próprio) abiscoitou 50% da música do Fcukers – isso porque a banda não sabia que Beck tinha sampleado uma guitarra do Them, ex-banda de Van, em Devil’s haircut.

O clipe da faixa, por sua vez, alterou as definições comuns de “relação custo-beneficio”, já que basicamente Shanny embarcou num ônibus, ligou a câmera do celular e ficou dublando Homie enquanto viajava no coletivo pela Primeira Avenida, em Nova York. Custo: uma passagem de ônibus.

Enfim, o fato é que, agora sem Scharf (que, diz o grupo, deixou a banda para voltar a estudar e não estava contente de ser um músico de palco, sem participação conceitual), o Fcukers vem ao Brasil abrir os shows de Harry Styles no no Estádio MorumBIS, em São Paulo, nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho. E antes disso, no dia 27 de março, lançam Ö, o álbum de estreia, que sai pelo selo Ninja Tune. O disco traz os recém lançados singles Play me e I like it like that.

O disco foi produzido por Kenneth Blume (FKA Kenny Beats) e gravado no ano passado em uma intensa sessão de estúdio de duas semanas, após um primeiro encontro entre o trio. A mixagem foi feita por Tom Norris (Lady Gaga, Charli XCX, The Weeknd e muitos outros), com produção adicional de Dylan Brady, do 100 Gecs, em três faixas. Provavelmente vem por aí um disco tão louco quanto a história e os shows da dupla. Você confere a capa e a lista de faixas abaixo.

Capa do álbum "Ö", dos Fcukers

Beatback
L.U.C.K.Y
Butterflies
if you wanna party, come over to my house
Play me
Shake it up
I like it like that
TTYGF
Lonely
Getaway
Feel the real

Texto: Ricardo Schott – Foto: Jeton Bakalli / Divulgação

 

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