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Cultura Pop

E o original de Faz Parte do Meu Show não é de Cazuza

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E o original de Faz Parte do Meu Show não é de Cazuza

Faz parte do meu show, uma música do repertório de Cazuza. Nada disso: uma música do repertório do Herva Doce, formação hard rock liderada pelo saudoso cantor, compositor e radialista Renato Ladeira (1952-2015). E que fez a música com Cazuza.

E o original de Faz Parte do Meu Show não é de Cazuza

O original da canção saiu dois anos antes da versão feita por Cazuza no disco Ideologia (1988), num disco-mix (um compactão de doze polegadas) que chegou a poucas mãos e foi pouco escutado.

Nada a ver com meio bossa nova-meio rock´n roll: a canção no original era um baladão pesado. E era mesmo a cara do Herva Doce, um grupo que era tido como nossa banda oficial de hard rock nos anos 1980. Tão oficial que abriu para o Kiss em 18 de junho de 1983 no Maracanã. Olha eles aí tocando Devo não nego, um dos primeiros hits do grupo. O Herva também abriu para o Van Halen naquele mesmo ano, em 25 de janeiro, quando o grupo tocou no Maracanãzinho. Não achei vídeos disso no YouTube.

A música que possivelmente você deve lembrar quando pensa no grupo – por cujas formações passaram outros músicos-lenda do rock carioca, como o baixista Roberto Lly, recentemente falecido, o guitarrista Paul de Castro (também já “ido”) e o guitarrista e produtor Marcelo Sussekind – é a canção aí embaixo, sucesso avassalador em 1984, Amante profissional. Por causa dessa música, o grupo (especialmente o frontman Renato, filho do lendário radialista Cesar Ladeira e da atriz e comediante Renata Fronzi) era costumeiramente chamado para falar sobre prostituição masculina em programas de TV.

https://www.youtube.com/watch?v=M9o4PqDTutw

Muito tempo antes do Herva, Renato foi músico de formações históricas como A Bolha (The Bubbles, inicialmente) e Bixo da Seda – mais detalhes aqui. Há dez anos, quando Cazuza completaria 50 anos, Renato bateu um papo com Leandro Souto Maior, repórter do Jornal do Brasil, e contou para ele como a música tinha sido feita. 

“Minha ex-mulher começou a trabalhar com o Cazuza e me sugeriu fazer uma música com ele, já que ele começava a carreira solo e não estava mais trabalhando exclusivamente com o Frejat. Daí surgiu Desastre mental, que ele gravou em seu primeiro disco solo. O Herva Doce também gravou a música, em nosso último LP (…)
Eu fiz uma balada e mandei para ele. Passou um tempo, eu estava em um bar no Leblon onde íam todos os doidos na época, de repente o Cazuza aparece gritando ‘faz parte do meu show!’ na minha direção. Ele disse: ‘vamos lá em casa para você ver a nossa música’. Saimos do bar, já eram umas 5 da manhã, subimos até o Alto Leblon e ele me mostrou a letra, apagando no sofá em seguida. Ele não fez o refrão como eu tinha feito e não colocou letra na música inteira. Dois dias depois eu peguei a ‘meia letra’ e falei pro Cazuza: ‘você não fez aquela modulação no meio da música’. Ele argumentou que o tom ficou muito alto para sua voz”.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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