Cultura Pop
Harness Your Hopes: aquele hit do Pavement, finalmente em vinil

O Pavement, banda alternativa dos anos 1990 que retornou em 2019, nunca foi dos grupos mais convencionais do mundo – nem na música que fazem, nem mesmo na maneira como as canções são divulgadas e alcançam fãs. Por algum motivo que nem a banda sabia explicar, Harness your hopes, um lado Bzaço do Pavement, tornou-se em 2020 a música mais escutada da banda na plataforma Spotify.
Stephen Malkmus, principal compositor do grupo, percebeu isso de maneira bem casual. Foi a uma padaria com uma de suas filhas, e escutou a música, que nunca havia sido um hit, tocando nos alto-falantes do estabelecimento. Chegou a pensar algo como “bacana, estão tocando a minha música”, e ainda demorou para reconhecer sua própria voz. “Mal sabia eu que estava apenas no Spotify ou algo assim”, contou ao site Stereogum, que foi atrás da história e descobriu que o culpado possivelmente era a função autoplay da plataforma, que entregava ao ouvinte algo parecido com a última canção executada.
A curiosidade é que a canção era uma espécie de obra rejeitada na história da banda: perdeu a chance de entrar no álbum Bright the corners, de 1997, e depois no último disco de inéditas do grupo, Terror twilight (1999). No caso de Bright, Malkmus disse a Stereogum que nem houve uma razão específica para ela ficar de fora. Só que depois que o grupo fez algumas alterações na canção, o autor pegou certo ranço e deixou a música de fora (mas na edição brasileira de Terror twilight, lançada pela Trama, ela foi incluída como bônus).
Seja como for, tem mais algumas novidades a respeito de Harness. O sucesso no Spotify levou a canção para outras plataformas e ela acabou estourando entre adolescentes no TikTok – a própria filha de Malkmus, com 15 anos em 2020, avisou ao pai. Esse retorno provocou o relançamento do disco do Pavement que tem essa música – é o EP Spit on a stranger, de 1999, que sai em vinil pela primeira vez no dia 8 de abril. O Pavement se animou até mesmo a fazer um clipe da música, com participação especial de Sophie Thatcher, que interpreta a Natalie, uma 90’s girl, na série Yellowjackets. No clipe, Natalie aparece como uma fã da banda que surge em vários clipes do grupo.
Aliás, com o relançamento, os fãs do Pavement vão ter a oportunidade de ouvir de novo outra canção do grupo – justamente Spit on a stranger, uma música “romântica” do disco Terror twilight, com versos como “eu poderia cuspir em um estranho/você é um estranho amargo”. Malkmus disse que a canção tem um toque de Beatles. “É uma doce canção de amor, exceto por esses versos. Talvez eu estivesse sentindo amor por alguém. Eu não consigo me lembrar”, afirmou à Rolling Stone certa vez. E vem mais coisas do Pavement por aí: dia 8 de abril sai Terror twilight: Farewell horizontal, superlançamento com quase 50 músicas e repleto de raridades.
Via Tom Leão
(agradecimentos ao leitor Gustavo Guimarães pela lembrança da edição brasileira de Terror twilight).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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