Connect with us

Cultura Pop

Lembra do game do Sigue Sigue Sputnik (que nunca saiu)?

Published

on

Lembra do game do Sigue Sigue Sputnik (que nunca saiu?)

No disco The Who sell out (1967, leia texto e ouça podcast sobre esse disco no Pop Fantasma), o The Who brincou de incluir anúncios entre as faixas e até ofereceu espaço para marcas – pelo menos duas aceitaram, mas a Coca-Cola bateu o telefone na cara da banda. A banda britânica Sigue Sigue Sputnik, por sua vez, não estava brincando quando fez o mesmo em seu disco de estreia, Flaunt it, de 1986. A L’Oreal e a revista iD incluíram spots entre as faixas, entre outros anunciantes (ao que consta, cada reclame de 30 segundos custava 1500 dólares).

Agora, teve um anunciante muito especial que fez propaganda de um produto que nunca chegou a ser lançado. E esse anunciante foi… o próprio Sigue Sigue Sputnik.

Se você nunca ouviu os tais anúncios de Flaunt it, tá tudo aí – o do videogame do Sigue fica lá por 1:05. Aparentemente o grupo quis seguir os passos do Frankie Goes To Hollywood, que teve um videogame lançado, e quis ter o seu próprio. A produção chegou a ser anunciada pelo número 60 da revista Computer and video games, num texto meio punk, dizendo que o jogo tinha “cara de século 21” e que “você se depara com dezenas de canais de TV para escolher e vários personagens chegam às telas de vídeo e tentam explodir Tony James (guitarrista do grupo) em pedaços (hooray). Quando você destruir um invasor em uma janela, ele reaparecerá na próxima janela e assim por diante até que todas as quatro telas de vídeo tenham sido preenchidas”.

O tal game estava marcado para sair em setembro de 1986 e ainda teria a participação virtual de personagens bem famosos (e sabe-se lá se essa turma aparecia mediante pagamento de royalties): Madonna, Michael Jackson, Phil Collins e outros. A matéria incluía uma foto do jogo – na verdade uma péssima captura de tela.

Mas e aí, era legal esse jogo, pelo menos? Bom, provavelmente uma turma aí não achou, já que nem sequer foi lançado. O site Games That Never Weren’t encontrou um sujeito que trabalhava numa empresa de games e o cara se diz “a pessoa que perdeu a única cópia do jogo, que ficou inacabado”. Aparentemente, era uma enorme confusão. “Era um jogo jogável, não havia pontuação ou estrutura, mas você controlava um cara do grupo, atirando coisas em um banco de telas de TV, que mostravam caricaturas de várias celebridades (lembro que Phil Collins era uma delas)”, o cara afirma. Depois o site descobriu que, sim, havia uma cópia – que estava nos guardados de um outro cara, Darren Melbourne. O repórter do site jogou o jogo, viu que estava mesmo inacabado e viu as tais telas de TV (uma delas sim, tem Phil Collins).

O tal jogo do Sigue Sigue Sputnik, na verdade, foi sendo abandonado por alguns motivos importantes. Se em Flaunt it, a banda conseguiu vários anunciantes interessados, no game já não foi possível conseguir muitos patrocinadores. Um turma super nariz-erguido chegou a pedir 80 mil libras para liberar o licenciamento do game para alguma empresa – claro que ninguém ficou a fim de pagar essa exorbitância. Tony James, em conversas com a turma que bolou o game, deixou claro que queria ver “mais sangue” no jogo. Não teria mesmo como dar certo.

Se você estiver super curiosa/curioso para ver mais algumas imagens, o GTW fez também um vídeo mostrando como funcionava e contando mais alguns causos.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading
Advertisement