Connect with us

Cultura Pop

E os 40 anos de Avalon, do Roxy Music (comemorados ano passado)?

Published

on

E os 40 anos de Avalon, do Roxy Music (comemorados ano passado)?

Tem quem diga (e é muita gente) que o Roxy Music nunca mais foi o mesmo depois de entrar num hiato em 1975, e que os discos lançados na “volta”, entre 1978 e 1982, não representam nada perto do que a banda já havia sido. Bryan Ferry (voz), Phil Manzanera (guitarra) e Andy Mackay (sax), o núcleo duro dessa fase, fizeram questão de demonstrar isso até mesmo nas capas dos discos dessa era: seja na farra de manequins de Manifesto (1978), no tom chique-oitentista de Flesh + blood (1980), ou no mistério do lay out de Avalon (lançado em 28 de maio de 1982), era outra banda.

A música do Roxy também foi gradativamente sendo modificada até representar outra era, seja lá qual fosse essa “era”. Por mais que o grupo de discos anteriores não fosse uma banda punk ou pesada, o Roxy pós-1978 era mais chique, menos distorcido e mais crescido. Aliás, foi uma das bandas inauguradoras das fases “maduras” de certos artistas, quando o som deles se tornava algo entre o rock e o pop adulto.

No caso do Roxy, foi com Avalon, último disco da banda, que ficou mais evidente que a imagem de Casanova decadente de Bryan Ferry não era só figura de linguagem. O lado (muito entre aspas) “progressivo” da banda foi bem aproveitado numa musicalidade radiofônica, misteriosa e cheia de texturas musicais diferentes. Mesmo não sendo um disco conceitual, havia uma história sendo contada aos pedaços ali, que vinha de um lugar mágico – na verdade, o paraíso perdido representado pela ilha lendária dos contos do Rei Arthur (Avalon).

Enquanto While my heart is still beating poderia estar, desde que rearranjada, num disco de Peter Gabriel, tons latinescos que pareciam inspirados pelas referências do The Police surgiam aqui e ali. Até mesmo na faixa-título, que trazia vocais feitos pela haitiana Yannick Ettiene, e acabou ganhando um clipe nostálgico e absolutamente cinematográfico, dirigido por Ridley Scott. Duas vinhetas instrumentais, jazzísticas e experimentais, India e Tara, balizavam o disco.

O tom de Avalon era sonhador e triste, simultaneamente. Chegava perto do que nos anos 1980 era chamado de dark, ainda que “gótico” fosse um rótulo difícil de pegar ali (bom, nem tanto: o clipe de More than this tinha cruzes, fogo, couro e sombras à vontade). Era talvez um reflexo tardio da separação de Bryan Ferry da modelo Jerry Hall (que, você deve saber, trocou o cantor do Roxy por um tal de Mick Jagger), ou talvez a constatação de que, mesmo com o fim do grupo, o melhor estava por vir.

More than this, o grande hit do disco, tinha esse aspecto. Take a chance with me tinha o mesmo clima. Ambas eram canções que tinham um certo lado new romantic, totalmente adaptadas para os tempos de Japan, Duran Duran e outros grupos mais novos. Mas conversavam com um público mais adulto, que possivelmente havia passado os anos 1970 acompanhando a banda, os trabalhos solo de Bryan Ferry e o esvaziamento do glam rock.

No final, além da vinheta Tara, haviam To turn you on e a esperançosa True to life, essa última quase um relato do fim do Roxy Music, pregando a volta para casa “de braços dados com meu diamante à beira-mar”. Ao contrário de boa parte dos “últimos discos” de bandas, Avalon dava uma sensação de viagem completa, do começo ao fim.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Acompanhe pos RSS