Cultura Pop
E lá se foi Andy Rourke…

Com a saída de cena do ex-baixista dos Smiths Andy Rourke, acabam as chances de haver uma reunião da banda – se houver (e possivelmente nunca haverá), será com um baixista convidado. A morte de Rourke, aos 59 anos, vítima de câncer de pâncreas, foi divulgada nesta sexta (19) por Johnny Marr, guitarrista do grupo. O ex-colega ainda compartilhou imagens deles juntos, no Instagram, e disse que os dois haviam se conhecido quando estudavam juntos no colégio, em 1975. “Nós éramos melhores amigos e fazíamos tudo juntos”, recordou. “Andy será lembrado como uma alma gentil e bela por aqueles que o conheceram e como um músico extremamente talentoso pelos fãs. Pedimos privacidade nesse triste momento”, acrescentou o músico.
A amizade de Marr e Rourke foi a base do que se tornaria os Smiths, já que, de fato, os dois vinham tocando em outros projetos antes da banda – inclusive um grupo de funk, Freak Party, que existiu durante pouco tempo em 1981, gravou uma demo e tinha também o futuro The Fall Simon Wolstencroft na bateria. No mesmo ano, o músico nascido em Manchester aventurou-se como cantor, além de baixista, de uma banda chamada Too Risqué, que gravou apenas um single com as músicas Next to you e Entertainment. É o disco abaixo.
Na adolescência, Rourke arriscou-se a ter uma vida bem complicada: largou a escola e passou a trabalhar em empregos de curta duração, enquanto tocava seus projetos musicais. Os Smiths já existiam quando Andy entrou para o grupo. Rourke foi assistir a um show da banda no Ritz, em Manchester, com Dale Hibbert no baixo, e acabou sendo convidado por Marr para entrar para o grupo, já que os Smiths não estavam contentes com Dale (que depois mudaria-se para a Austrália e viraria dono de bar e restaurante).
“Na primeira vez que tocamos juntos, gravamos as demos de Handsome devil e Miserable lie. Essa também foi a primeira vez que conheci Morrissey e Mike (Joyce, bateria). Em duas semanas, fiz meu primeiro show, em um pequeno clube gay chamado Manhattan Sound. Eu estava muito nervoso. Todos nós, aliás. Johnny era especialista em vomitar de nervoso. Tony Wilson (dono da gravadora Factory) estava lá, e não havia um palco: a gente tocava na pista”, contou ao The Guardian em janeiro de 2012.
Durante o período de Andy com os Smiths, a banda fez bastante sucesso (você deve saber) e, apesar de não ter envolvimento com a composição das canções, o músico costumava ser bastante elogiado – alias a cozinha da banda sempre era tida como os pés no chão dos Smiths, dando ritmo a canções que muitas vezes, corriam o risco de se parecerem com poemas enfiados à força nas melodias (Hand in glove, por exemplo, é ótima, mas é meio isso aí). Marr chegou a dizer, naquele estilo megalomaníaco típico dos músicos ingleses, que Elvis Presley seria mais famoso se tivesse Rourke e Mike Joyce em sua banda.
Apesar da imagem mais ou menos inofensiva do grupo durante os anos 1980, Andy era um tanto mais próximo do clichê do rockstar: viciou-se em heroína e foi demitido em 1986 por causa do descontrole com a droga (voltou pouco antes do final). Fez diversas coisas enquanto músico solo após o final dos Smiths, mas os três outros integrantes da banda ficaram bem mais sumidos do que o vocalista Morrissey por vários anos – ainda que Marr venha desenvolvendo uma carreira solo bem legal nos últimos tempos.
Mike Joyce, por sinal, também postou a respeito da perda do amigo no Twitter: “Rourke não foi apenas o baixista mais talentoso com quem já tive o privilégio de tocar, mas o rapaz mais doce e engraçado que já conheci. Andy nos deixou, mas seu legado musical é perpétuo. Já estou com muita saudade de você. Para sempre no meu coração”. E Marr fez questão de afirmar que o amigo “reinventou o que é ser um baixista”.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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