Cultura Pop
Dr Feelgood (e Wilko Johnson!) ao vivo em 1975

Vacilamos brutalmente e não fizemos nenhuma homenagem a uma grande figura do rock, do pré-punk e da guitarra: o britânico Wilko Johnson, criador da banda de pub rock Dr Feelgood, morto em 21 de novembro de 2022.
Wilko era praticamente uma recriação do herói da guitarra para os tempos do rock de dois, três acordes: um guitarrista ágil, com pegada percussiva no instrumento, e que influenciou milhares de bandas não apenas pela sua musicalidade, como também pela interação com o instrumento no palco. Qualquer vídeo do Dr Feelgood com Wilko é uma aula de como combinar entrega musical e presença cênica, sem recorrer a clichês gastos.
A rapidez do guitarrista envolvia uma explicação e um sacrificio: Wilko não usava palheta, atacava as cordas com o dedos mesmo, e praticamente unia base, riffs e solo tudo junto e misturado. Isso talvez venha da diversificação estética do músico. Wilko disse certa vez que nem sequer pensava em trabalhar profissionalmente com música e que queria ser pintor. “Foi apenas um acidente maluco quando o Dr Feelgood aconteceu. Lá estava eu e estava preso a isso”, brincou.
O Dr Feelgood tinha em seus primeiros anos, além de Wilko, Lee Brilleaux (voz, gaita), The Big Figure (bateria) e John B Sparks (baixo). O pub rock, estilo ao qual eram costumeiramente associados, era uma reação ao rock progressivo bem mais radical do que o próprio punk seria: influências de rhythm’n blues, regravações de clássicos dos anos 1950 e 1960 e, no caso do Dr Feelgood, um design musical que aproximava o grupo bem mais dos primeiros anos dos Yardbirds e dos Rolling Stones do que de bandas como Sex Pistols e The Damned.
Foi um estilo musical que, vá lá, envelheceu rápido e acabou sendo considerado careta e “amigável” demais para aqueles tempos punks. Tudo o que bandas como Clash e Ultravox não queriam era serem confundidas com bandas de pub rock – Joe Strummer, do Clash, teve uma banda do gênero, 101’ers, usando o nome artístico de Woody Mellor. Mas o Dr Feelgood foi absorvido pelo público do punk, graças ao poder de suas canções e ao seu tom inovador. E, em boa parte, graças a Wilko.
Para recordar o grupo, vale dar uma olhada nesses três vídeos que alguém juntou num vídeo só, e jogou no YouTube. O grupo aparece em três ocasiões diferentes no ano de 1975: a primeira no programa de TV The Geordie Scene, que mostrava as novidades do nordeste da Inglaterra, a segunda no Old Grey Whistle Test, da BBC, e a terceira num programa de TV finlandês.
No final, batem um papo com um repórter local, que ouve deles que a banda procura fazer apenas o que quer (“não seguimos uma imagem, é como somos”, diz Wilko Johnson, sem demonstrar muita paciência), e que definem seu som como “rhythm’n blues”. No repertório, clássicos autorais e releituras de Boom boom (John Lee Hooker) e Riot in cell block #9 (Jerry Leiber e Mike Stoller). Ouça em alto volume 🙂
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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