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Cultura Pop

Documentário de TV de 1979 sobre a Rough Trade

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Documentário de TV de 1979 sobre a Rough Trade

Quando um tema artístico qualquer aparecia no programa de TV britânico The South Bank Show, do canal ITV, isso significava que viraria assunto de balcão de pub durante algumas semanas – e que acabaria chegando a muita gente das mais variadas classes sociais. Não que o programa fosse popular ao estilo do Top of the pops, o Globo de Ouro da juventude britânica, mas o SBS era bastante ágil em combinar arte erudita e cultura pop, e apresentar ambas com uma linguagem bem acessível, incluindo excelentes entrevistas

Em março de 1979, o SBS decidiu levar ao ar o crescimento dos selos independentes britânicos e a popularização do punk – que permitia, diz o programa, que surgissem vários músicos e bandas novas em cada esquina, Num ano-chave para a política britânica (foi quando rolou a eleição da primeira-ministra Margaret Thatcher, apertos aqui e ali foram decretados e rolou uma temporada duradoura de greves), o impacto de uma loja de discos que havia recentemente virado gravadora, a Rough Trade, havia sido tão grande, que o prato principal do programa foi uma longa e reveladora reportagem sobre eles.

O programa abria com um trecho de show da primeira banda a gravar um LP pela Rough Trade, os Stiff Little Fingers. A banda apresentava o hit Wasted life, com direito à letra da canção (um hino anti-guerra com versos como “eu não serei nenhum soldado/não receberei ordens de ninguém/nem vou encher a porra de seus exércitos/assassinato não é minha ideia de diversão”) sendo apresentada na tela.

Apesar do clima punk da empreitada da RT, o selo/loja é apresentado como uma empresa gerida em clima hippie (no começo, o dono Geoff Travis e seus colegas orgulhavam-se de inserir certo ar socialista no universo das pequenas gravadoras), que recebia muitas cartas de bandas e compradores, e que havia começado mais interessada em reggae do que em rock. “O que dizem é que se você não faz o que o mercado quer, está cortando suas chances de sobreviver nele. Lutamos contra isso e dizemos que o mercado é uma criação falsa, e que tem pouco a ver com o que as pessoas podem querer, quando lhes são dadas opções”, acreditava Geoff.

Lá pelas tantas, é a vez do Essential Logic, banda da musicista e cantora punk Lora Logic, aparecer no programa – no mesmo esquema do Stiff Little Fingers, flagrado ao vivo turnê promocional da Rough Trade de 1979, e tocando o hit Aerosol burns com a letra na tela. Lora explica aos telespectadores pouco acostumados com o punk sobre como se tornou musicista (começou bem pequena, tocando violino e piano na escola, e seu pai ouvia discos de jazz – e vale lembrar que até hoje o Essential Logic é tido como uma das bandas mais ilustres a unirem punk, jazz e experimentalismos).

O programa tem legendas em inglês, pelo menos. Pega aí.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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