Cultura Pop
Como? Você nunca ouviu falar de Lora Logic?

Relaxa: muita gente não ouviu falar de Lora Logic. A saxofonista e compositora britânica era integrante da banda punk X-Ray Spex no comecinho do grupo. Saiu antes que o grupo – liderado pela cantora Poly Styrene – pudesse gravar seu primeiro disco, Germfree adolescents (1978), muito embora os arranjos de saxofone que ela tinha feito sejam usados no álbum inteiro. Susan Whitby (nome verdadeiro de Lora) aparecia tocando saxofone no primeiro single do grupo, Oh bondage up yours (com I am a cliché no lado B).
Quando a banda foi fazer agenda de TV para divulgar o single (o X-Ray Spex era cachorro médio em 1977/1978), ela já não estava mais na formação.
Pega aí Lora (em imagens bem ruins) com a banda, tocando a mesma música, em 1977.
https://www.youtube.com/watch?v=zcWxO1O_C7A
Lora disse nessa entrevista que “foi saída” da banda por causa de ciúmes da vocalista (“ela achou que eu estava recebendo um pouco demais dos holofotes”, contou). Ela tinha entrado no X-Ray Spex quando viu um anúncio no jornal recrutando músicos para uma banda punk – nem sabia o que queria dizer “punk” mas se candidatou à vaga e entrou lá. Após deixar o grupo, montou outra banda, Essential Logic, que acabou gravando um single independente, Aerosol burns. Depois assinou contrato com a Virgin para um EP e bandeou-se para o selo Rough Trade, que iniciava atividades.
Já esse aí é o primeiro disco solo de Lora, Pedrigree charm (1982), que deveria ter sido o segundo do Essential Logic – a banda acabou se separando antes de terminar o trabalho. A sonoridade é bem diferente, bem mais experimental (soa como uma espécie de new wave maníaca, potencializada pelo saxofone de Lora) e bem distante do punk do X-Ray Spex. Esse disco saiu pela Rough Trade e não está disponível em streaming. No YouTube dá para achar uma playlist com quase todas as faixas.
Mais ou menos na época do disco, Lora decidiu abandonar as drogas (passou por alguns perrengues no começo dos anos 1980) e… se juntou aos hare krishna, por influência de uma amiga. Antes, em 1980, já havia visitado templos. Quando tornou-se adepta da religião, adotou o nome Syama-maajari-devi dasi.
Em 1983, olha só quem também migrou para a religião: Poly Styrene. Lora perdoou a amiga pelos vacilos e as duas chegaram a montar uma banda de reggae com outros músicos hare krishna, Juggernaut. Os ensaios da trupe eram numa mansão que George Harrison havia doado para o povo de krishna.
Naquele mesmo ano, as duas amigas participaram da “área hare krishna” do festival de Glastonbury. Olha Lora e Poly aí, cada uma no seu quadrado.
Aqui tem um texto (em inglês) publicado em 1984 sobre a nova fé de Lora. Nos anos 1990, o X-Ray Spex retornou com nova formação e a saxofonista foi chamada. Em 1995 saiu o disco Conscious consumer, o segundo do grupo – sim, depois do primeiro álbum, o X-Ray fez apenas shows e não lançou mais LP nenhum. O álbum não vendeu muito, os egos de Lora e Poly se trombaram mais uma vez e ela saiu da banda. Antes, Lora tinha trabalhado como musicista de estúdio – tocou em vários discos da Rough Trade e fez vocais numa música solo de Boy George, Bow down mister (1991), lançada no início do envolvimento do cantor com a mesma religião dela.
Lora está meio sumida desde a década passada – casou-se, tornou-se mãe e foi deixando a música para as horas vagas. Em 2005, saiu um disco chamado Fanfare in the garden, com gravações dela e do Essential Logic. Esse disco está no Spotify. Pouco antes disso, chegou a fazer trabalhos com Gary Valentine, ex-integrante do Blondie (que hoje é ocultista e é conhecido como Gary Lachman – você já leu sobre isso no POP FANTASMA).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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