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Cultura Pop

O pai da cientologia solta a voz em 1986

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O pai da cientologia solta a voz em 1986

Enquanto você não arruma tempo para assistir a Going clear: scientology and the prison of belief, documentário revelador sobre a cientologia que está no Netflix, vai aí uma informação sobre a religião que fez as cabeças de Tom Cruise e Isaac Hayes. O criador da cientologia, L. Ron Hubbard (1911-1986) também cantava. Ou melhor, ele tentava. Fez isso no disco The road to freedom, gravado a partir de 1984 e lançado em 1986, mesmo ano que ele morreu. E com a ajuda de vários amigos famosos.

Olha aí o cara soltando a voz na última música do disco, Thank you for listening.

Em 1986, a Cientologia quase não era conhecida por aqui. Uma pesquisa no dia a dia das estrelas de cinema e da música revelaria que já tinha muita gente envolvida com a religião. Dentre eles, o ator John Travolta, o jazzista Chick Corea e o cantor-ator-subcelebridade da TV Leif Garrett. Todos estão em The road to freedom. Um disco, por sinal, repleto de um pop radiofônico que, se você não entender lhufas de inglês, passa batido por você caso uma rádio tipo Alpha FM resolva testar algumas canções.

O cantor, ator e guitarrista Frank Stallone, que também tá na música acima, solta a voz em The evil purpose. Se você não sabe de quem se trata, Frank é irmão de Sylvester Stallone e é responsável pelas trilhas de alguns dos filmes do mano mais ilustre.

A soprano Julia Migenes (prazer em conhecer) e o jazzista Chick Corea perguntam-se por que admirar a morte.

O disco foi uma produção independente da igreja e, alegadamente, vendeu bastante – saiu até em CD e fita. O site Discogs indica que exemplares trocam de mão por preços tipo R$ 14. E, detalhe, não foi a única vez em que Hubbard se meteu com música. Olha isso aí.

Escrito por Hubbard, o romance Battlefield Earth ganhou seu equivalente em vinil com o disco Space jazz, lançado em 1982, e que servia como trilha sonora do livro. Lançado na base do “pela primeira vez, um livro ganha trilha sonora”, o disco trazia o solícito Chick Corea, mais Stanley Clarke e até Nicky Hopkins, pianista-lenda que tocou com The Who, Rolling Stones, Kinks e outros. Essa turma deixa cair em temas como Declaration of peace, Makind unites, Alien visitors attack e outros.

https://www.youtube.com/watch?v=BuVtjiP0-LU

E teve isso: em 1986, Edgar Winter lançou um disco chamado Mission Earth, com letras e músicas de Hubbard. O disco saiu quando o criador da religião já havia morrido. Daí o tecladista seguiu anotações e recomendações deixadas pelo próprio Hubbard – algumas delas, gravadas em fita demo. O som é na mesma base de soft anos 1980 com tendências a soar “progressivo”.

Agora, isso SIM é que é um lançamento curioso. Em 1974, Hubbard patrocinou o lançamento de um disco de jazz selvagem, The power of source, de uma banda de estúdio chamada The Apollo Stars. O grupo incluía músicos como Craig Ferreira (guitarra), Tamia Arbuckle (baixo, guitarra) e Charlie Rush (bateria). O blog Digital Meltdown disseca a história do disco e conta que ele foi gravado num estúdio em Portugal. Daí a presença de uma música chamada My dear Portugal (Meu querido Portugal), escrita por Ferreira – nascido na terrinha.

Uma curiosidade é a presença de um engenheiro de gravação chamado Dan Auerbach. Não é o pai do cara dos Black Keys (o pai do Dan dos BK se chama Charles).

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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