Cultura Pop
Betty Davis: descubra agora!

Depois de anos procurando (e mais um tempinho de convencimento), o diretor Phil Cox conseguiu entrevistar a cantora de soul e funk Betty Davis, que estava sumida desde os anos 1970, e fazer o documentário Betty: They say I’m different. Sumida, no caso, não é figura de linguagem: ela já não gravava mais, não fazia shows e não mantinha contato até mesmo com velhos amigos. Seu último disco para a Island Records, Is it love or desire, gravado em 1976, foi engavetado – saiu só depois da redescoberta de sua música, em 2009. Betty morreu de câncer aos 77 anos no dia 9 de fevereiro, com sua obra devidamente resgatada.
Sexualizada, mas muito dominadora, e dona de uma musicalidade bem diferente do soul do começo dos anos 1970 – seus vocais soavam como um funk influenciado por Iggy Pop – Betty começou a vida profissional como modelo, em meados dos anos 1960, mas já gravava singles. Em 1969, casou-se com Miles Davis. Sentindo-se ultrapassado no mercado musical aos 40 anos, Miles foi apresentado por ela ao som de Jimi Hendrix, Sly Stone e à psicodelia. Por causa das novas influências, o músico radicalizou sua concepção sonora e uniu lisergia e jazz fusion no disco Bitches brew (1969, com título, ao que consta, sugerido por Betty).
O casamento dos dois foi bem rápido: durou apenas um ano, por causa do temperamento e dos abusos de Miles. Em 1969 Betty deixou o músico e embarcou numa carreira solo focada em funk e som pesado, inicialmente produzida por Greg Errico, baterista de Sly & The Family Stone. Betty foi boicotada por causa do conteúdo sexual de suas letras e até mesmo suas apresentações eram censuradas. Em meados dos anos 1970, dramas pessoais como a morte do pai a afastaram do show business.
O site Só Pedrada Musical disponibiliza o documentário sobre Betty legendado em português para quem quiser conhecer sua vida e tentar desvendar os motivos de seu sumiço. E abaixo, a gente seleciona nove músicas de Betty Davis, para quem quiser começar a ouvir.
“IT’S MY LIFE” (1968). Betty chegou a ser contratada pela Columbia Records no fim dos anos 1968, e deixou gravadas lá várias faixas, com seu então namorado Hugh Masekela fazendo arranjos em algumas delas. Apenas um single chegou a ser lançado, com essa música no lado A. Em 2016, a Sony e o selo independente Light In The Attic reuniram esse material no CD The Columbia years.
“POLITICIAN MAN” (1968). Betty regravou essa canção do Cream (do disco Wheels of fire, de 1968) durante sessões realizadas entre 14 e 20 de maio de 1969. No acompanhamento, músicos como Mitch Mitchell (baterista do Experience, de Jimi Hendrix), John McLaughlin (guitarra) e Billy Cox (baixo, da Band Of Gypsies, de Jimi Hendrix).
“IF I’M IN LUCK I MIGHT GET PICKED UP” (do disco Betty Davis, 1973). Primeiro single da nova fase de Betty, produzido por Greg Errico (da Sly & The Family Stone) e o primeiro lançamento dela pelo selo Just Sunshine, do criador do festival de Woodstock, Michael Lang. A canção fez sucesso o suficiente (número 66 da parada da Billboard) para escandalizar uma turma enorme.
“ANTI-LOVE SONG” (do disco Betty Davis, 1973). Uma das melhores músicas da estreia de Betty (é a mais escutada dela nas plataformas digitais). A letra, pura libertação sexual feminina, poderia ter sido escrita por Prince.
“THEY SAY I’M DIFFERENT” (do disco They say I’m different, de 1974). Declaração de princípios de Betty, na qual ela enumera várias de suas influências: Chuck Berry, Bo Diddley, B.B. King, Jimmy Reed, Bessie Smith, Big Mama Thornton. Cita também a educação musical que recebeu dos avós (a avó por sinal é citada no documentário They say I’m different como tendo sido a responsável por fazer com que ela não fosse igual a todo mundo).
“HE WAS A BIG FREAK” (do disco They say I’m different, 1974). Um dos melhores vocais de Betty. A letra é quase punk, falando de uma relação BDSM com a mulher no comando. “Dor era seu nome do meio/ele era uma grande aberração!/ele costumava rir quando eu o fazia chorar”.
“DEDICATED TO THE PRESS” (do disco Nasty gal, de 1976). Primeiro e único disco do contrato de Betty com a Island Records, Nasty gal trazia essa música espalhando brasa para a maneira como a imprensa tratava a atitude dela no palco, além do conteúdo erotizado de suas letras. “Eu mostro minha língua/muito lascivamente/não sei sobre o que eles estão falando/simplesmente não consigo manter minha língua na minha boca”.
“NASTY GAL” (do disco Nasty gal, de 1976). “Sou muito agressiva no palco e homens não gostam de mulheres agressivas. Eles preferem mulheres submissas”, dizia Betty à revista Jet, dedicada ao público afroamericano, em abril de 1976, lançando o terceiro álbum.
“F.U.N.K.” (do disco Nasty gal, de 1976). Após o terceiro disco, Betty sumiria do mercado. Nasty gal não fez sucesso e acabou desanimando a Island. Ela chegou a gravar um quarto álbum que ficou engavetado (Is it love or desire?, lançado só em 2009). Em seu último disco lançado nos anos 1970, incluiu uma música que é uma verdadeira festa de arromba do funk, incluindo nomes como Sly Stone, Stevie Wonder, Tina Turner, Barry White e Jimi Hendrix.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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