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Cultura Pop

A estranha série de discos da gravadora da BBC

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A estranha série de discos da gravadora da BBC

A sempre atenta conta do Twitter Pulp Librarian lembrou outro dia que a BBC não é só uma rádio e uma TV. Durante muito tempo, ela funcionou como (olha só!) gravadora. E o catálogo da BBC Records and Tapes era profundamente ligado ao trabalho documental da rádio. Incluía desde discos-reportagem, passando por álbuns de efeitos especiais e até palestras gravadas.

Se você não fazia ideia, o visual de Sound affects, disco do The Jam de 1980, foi chupado dos popularíssimos discos de efeitos sonoros da BBC. Olha só isso.

A estranha série de discos da gravadora da BBC

A BBC discos começou como BBC Radio Enterprises no mesmo ano da criação da Radio 1, 1967. O primeiro álbum foi esse aí, Our present knowledge of the Universe, uma versão falada do livro de mesmo nome, escrito pelo astrônomo britânico Bernard Lovell. Não está no YouTube.

A estranha série de discos da gravadora da BBC

Teve esse aí também, lançado em janeiro de 1969, com gravações ao vivo feitas no clube Dungeon Folk, lá na Inglaterra. As gravações tinham sido feitas para o programa Country meets folk, apresentado por Ian Grant. Dungeon Folk chegou a sair em CD. E também NÃO está no YouTube ou nos streamings da vida.

A estranha série de discos da gravadora da BBC

Pega aí um trechinho de um dos clássicos da gravadora da BBC dessa época. The seasons é obra de David Cain, músico, compositor e um dos mestres da oficina de rádio da emissora (em inglês, radiophonic workshop, nome dado às unidades de efeitos sonoros da BBC). O material desse disco foi feito para ser utilizado em números de mímica e drama da empresa.

Em 1970, teve Gone fishing, um disco quase todo falado, sobre histórias tradicionais da… pescaria. A partir dos anos 1970, a empresa passou a adotar selos como BBC Records, BBC Records and Tapes, etc.

A estranha série de discos da gravadora da BBC

Programas como o fundamental Ronca ronca, de Mauricio Valladares, vêm desse disco aí embaixo. Em 1968 o DJ John Peel virou um dos apresentadores do Night ride, que trazia música e poesia de todo o mundo, tiradas direto dos arquivos da BBC. Em 1970, saiu John Peel’s BBC archive things, álbum com vários artistas desconhecidos de vários lugares do mundo. Desconhecidos MESMO – alguns não são sequer listados na contracapa. Inclui desde cânticos infantis de Liverpool a sons tribais da África do Sul. E – que surpresa – esse disco está no YouTube.

Depois de 1976, algumas coisas mudaram na gravadora. Alan Bilyard, um funcionário da área de finanças da rádio, assumiu o selo. A BBC Records and Tapes passou a misturar em seu catálogo discos infantis, de comédia e até de memorabília da família real. Ainda assim rolou espaço em 1977 para Sound effects – Death & horror, vinil vermelho (!) só com os efeitos mais aterrorizantes do arquivo de sons da empresa. E felizmente ESSE DISCO TAMBÉM ESTÁ NO YOUTUBE!

Ouça esse disco de cima e o daí de baixo em sequência, caso tenha insônia. Out of this world, de 1976, foi produzido por uma das unidades de efeitos sonoros da BBC e tem só sons espaciais e atmosféricos. Até hoje é um clássico – chegou a ser reeditado em 2012 no Record Store Day.

A BBC também soltou singles com temas de programas e seriados. Olha o de Doctor Who aí.

“Teve algum artistão lançando disco pela BBC?”, você deve estar se perguntando. Teve: Enya estreou solo fazendo a trilha de uma série da BBC chamada The Celts, exibida em 1987. Essa trilha virou o primeiro álbum individual dela.

A BBC Discos foi até 1995, já com um direcionamento que incluía menos lançamentos malucões e experimentais, e mais álbuns com trilhas de séries e derivados. Ou até mesmo séries, as próprias, faladas. Olha aí esse disco do humorístico Knowing me, knowing you with Alan Partridge. Foi um dos derradeiros discos da gravadora.

https://www.youtube.com/watch?v=tHNY207vjCA

Via The Vinyl Factory e Pulp Librarian

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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