Cultura Pop
As ~mensagens secretas~ de Stairway To Heaven em disco

O DJ cristão Michael Mills, durante vários anos de sua vida, teve um, er, Santo Graal. O cálice sagrado de Mills era nada menos que Stairway to heaven, clássico do Led Zeppelin lançado em 1971. Apresentador de programas de rádio cristãos, o comunicador aproveitou o décimo aniversário da canção para tocar vários trechos da música ao contrário e revelar a seus ouvintes onde estavam as mensagens secretas (de conteúdo satanista!) que apareciam na canção.
A noia de Mills não era, diga-se de passagem, apenas com o Led. O DJ gospel fez, na verdade, um programa inteiro, de 45 minutos, mostrando várias dessas backmaskings (mensagens secretas) famosas do rock: músicas do Kiss, Led Zeppelin, Beatles, Queen. Outra vítima preferencial, não apenas dele, mas de vários fanáticos religiosos, era Revolution 9, o clássico experimental dos Beatles, cuja audição poderia transformar a mais inocentes das criaturas num servo do mal. Aqui dá pra escutar alguns trechos da atração.
Vale lembrar que essa tendência, a de culpabilizar o rock (e a música pop, por extensão) pelas demonices do mundo, existe desde sempre, mas virou mania nos anos 1980. Você já leu até aqui mesmo no POP FANTASMA sobre aquela vez em que no senado do Arkansas surgiu uma espécie de “bancada da Bíblia” disposta a aprovar uma lei exigindo que todos os discos contendo backward masking (nome completo das tais mensagens ao contrário) ganhassem selinhos com avisos, colados pelas gravadoras.
Uma curiosidade é que, no caso da mania de Mills com o Led Zeppelin, um selinho independente chamado Harmony Music achou que valia a pena transformar as queixas do DJ em disco. Conheça o single Stairway to hell: Evils of Led Zeppelin exposed, lançado sei lá quando (o disquinho não traz data) e que tem apenas duas faixas: Satan is everywhere: Stairway to hell e Satan is everywhere: Hidden messages. A primeira é nada menos que Stairway to heaven inteirinha rodada ao contrário. A segunda são as interpretações que Mills fez do que ele ouviu da faixa.

Mills abre a arenga fazendo questão de lembrar que Stairway to heaven é uma das canções mais populares de rock de todos os tempos. Mas avisa que os fãs devem ficar bastante ligados, já que se trata de uma música que diz que “as palavras têm dois sentidos” e que “o flautista convida você a se juntar a ele”. E que, na sequência, ouvindo a canção ao contrário, você ouve versos como “estivemos lá”, “porque eu vivo”, “sirva a mim”, “não há escapatória” e, claro, “Satã”.
Isso é só a primeira parte: depois ele ainda ouve no disco, ao contrário, a mesma descrição da Bíblia sobre o inferno, que o compara a um lugar fedorento e cheio de dentes (é a ilustração da capa do single).
Ficou curioso? Pega aí. Alguém lembrou de jogar isso na internet (o disco é creditado a um tal de Dell Jones, sei lá quem é).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.








































