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Cultura Pop

Aquela vez em que os Ramones deram uma bela desprezada no punk inglês

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Rocket to Russia, terceiro disco dos Ramones

Em plena turnê do disco Rocket to Russia (1977), com Tommy Ramone ainda na bateria, os Ramones foram fazer – e isso já em 1978 – uma data no State Theater em Minneapolis. Uma estação de TV local foi lá bater um papo com eles nos camarins e fez questão de diferenciar o que acontecia ali do que rolava no palco. O apresentador avisa que Joey Ramone, o vocalista, era bastante tímido e quieto, mas se soltava muito no palco (e de fato, Joey não abriu a boca durante todo o papo e limitou-se a rir nervoso em vários momentos).

Infelizmente, ninguém lembrou de colocar legendas nem em inglês no papo acima, mas para quem é fã dos Ramones vale a pena alugar um amigo que entenda um pouco do idioma para dar uma ajuda. Pelo menos é um raro momento em que três quartos da primeira formação dos Ramones abrem a boca e falam sobre suas visões a respeito do mundo e da música. Logo de cara, uma voz em off fala que a banda acaba de voltar da Inglaterra, onde fizeram uma turnê bem sucedida. E chama a Terra da Rainha de “pátria ancestral” do punk rock.

É a deixa para os Ramones começarem a dar uma desprezada geral no punk inglês. Em especial no caso do conservador-ao-extremo Johnny Ramone e do malucão Dee Dee Ramone.

Dee Dee abre o papo dizendo que as banda inglesas “fedem”, o que provoca risos em Tommy Ramone. O baterista da banda diz que conhece apenas “umas três” bandas verdadeiramente políticas na Inglaterra, citando o Clash e os Sex Pistols. Johnny diz que o jovem médio na Inglaterra não está ligando muito para a política na música, que esse lado político é “chato” e compara bandas como Clash com a cantora folk politizada Joan Baez.

O comentário de Johnny era cruel, um tanto alienado e bastante despropositado, mas vá lá que Joan costumava ser diferenciada da movimentação roqueira dos anos 1960/1970 justamente por seu lado bastante politizado – que a levou a fazer discursos até no festival de Woodstock, por exemplo. Para compensar qualquer tipo de comentário meio boboca, depois tem imagens de Johnny e Dee Dee Ramone tocando Rockaway beach ao vivo nos camarins, em meio a cortes bizarros feitos com a banda tocando a mesma música no tal show de Minneapolis.

 

 

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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