Cultura Pop
Aquela música solo de Mick Jagger que John Lennon produziu

O relacionamento entre os Beatles e os Rolling Stones sempre foi de farpas e beijos, mas vale dizer que Mick Jagger e John Lennon sempre tiveram admiração mútua. Dá até para ver na cena em que os dois se encontram, trocam elogios e dividem um prato de arroz (!) no Rolling Stones rock and roll circus, em 1968. Ainda que Lennon fosse visto chamando Jagger de “imitador” e reclamasse para quem quisesse ouvir que “o que os Beatles fazem, os Stones copiam dois meses depois”.
Teve mais. Na autobiografia Faithfull, Marianne Faithfull, ex-namorada de Jagger, revela que ao ser trocado pelo cantor dos Stones, o ex-marido da modelo, John Dunbar, partiu pra cima de Jagger e soltou essa para ele: “Vocês não passam de uma imitação barata dos Beatles”. “Mick se sentiu lisonjeado: ele sempre quis ser John Lennon”, explicou Marianne.
Não foi por acaso que Jagger entrou para a extensa lista de ex-camaradas que Lennon procurou durante sua fase de “fim de semana perdido”, quando se separou de Yoko Ono, em 1973. O beatle abusava das drogas e da bebida e se tornara uma bomba-relógio, mas pelo menos tinha se tornado uma pessoa mais encontradiça para os antigos amigos – e para o filho Julian, que tinha sumido do convívio com o pai. Tanto que Lennon decidiu até mesmo produzir uma faixa solo para Mick, não lançada na época.
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Too many cooks (Spoil the soup) era um cover do bluesman Willie Dixon, gravado por Jagger em 1973 em Los Angeles, com Lennon na produção, e a participação do seguinte time de músicos: os guitarristas Danny Kortchmar e Jesse Ed Davis, o tecladista Al Kooper, o baixista Jack Bruce, o baterista Jim Keltner e, nos backing vocals, o cantor e compositor Harry Nilsson. Lennon e Charlie Watts, o saudoso batera dos Stones, estavam presentes à sessão mas não tocaram. Na mesma época, Lennon estava produzindo um disco para seu amigo Harry Nilsson, Pussy cats (1974). Você já leu sobre esse disco sequeladaço aqui no POP FANTASMA.
Um blog chamado Fuel Friends adicionou um pouco de drama a essa história: um dono de loja de discos teria colocado em leilão em 2003 um disco sem rótulo que ele dizia ter vindo originalmente da coleção de Ronnie Wood, guitarrista dos Stones. E o tal disco era um acetato com a gravação de Jagger com John Lennon na produção.
Isso porque em 2007, a Rhino decidiu lançar a primeira compilação solo de Jagger, cobrindo todos os seus álbuns e singles off-Stones e… redescobriu a faixa. The very best of Mick Jagger saiu em 1º de outubro de 2007, ganhou uma versão em DVD e, para ajudar na divulgação, o próprio Jagger respondeu a um Q&A de fãs na BBC. Sobre como ele fez a lista de faixas, o stone apenas respondeu: “Sentei no meu computador, coloquei todas as faixas em uma grande lista de reprodução e ouvi todas. E então em um pedaço de papel eu disse ‘bom’, ‘ruim’, ‘horrível’, e os bons eu guardei”, disse. Que engenhoso.
E afinal, como ele chegou na tal música? “Não tenho ideia de por que não a lançamos. Nós apenas esquecemos dela. Foi apenas uma daquelas coisas. Eu estava tentando encontrar a fita master e estava vasculhando – uma delas foi destruída em um incêndio, a outra foi dado a uma esposa em um divórcio, e ela a jogou fora. Encontramos um bom master, e foi May Pang, namorada de John na época, que me deu a fita”, contou.
E tá aí a tal música.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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