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Cultura Pop

Banda de Alex Harvey amarra e amordaça cantor, faz disco sem ele e põe seu nome na capa

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Tenta lembrar de todos os clássicos do rock que vêm à sua mente. Provavelmente você não vai citar o escocês Alex Harvey (1935-1982), que durante os anos 1960 trilhou carreira na mescla de soul e blues.

Mas Alex foi fazer sucesso mesmo na década seguinte como líder da The Sensational Alex Harvey Band, que era mais ligada ao glam rock e ao rock teatral, com o vocalista fazendo performances bizarras como aparecer seminu e carregando uma cruz em tamanho natural no palco. O som tinha se encaixado na mesma onda do T. Rex e de David Bowie, apesar do vocal rouco de Harvey e do fato dos integrantes (o guitarrista Zal Cleminson, o baixista Chris Glen, e os irmãos Hugh e Ted McKenna nos teclados e bateria) terem vindo de uma banda de rock progressivo

A SAHB, como se tornou mais conhecida, tinha discos com visual de HQ de super-herói na capa (vários deles foram lançados no Brasil), mesclava canções autorais com covers de blues, e lançou músicas legais como The Hot City symphony (em duas partes), Faith healer e The hammer song.

https://www.youtube.com/watch?v=OA1eKhnc9Lg

https://www.youtube.com/watch?v=2u3Cg2oiess

https://www.youtube.com/watch?v=K34YaQwxj2U

Em 1977, a Sensational Alex Harvey Band fez algo que, tudo considerado, deve ter sido inédito na história da música pop. Sem tirar o “Alex Harvey” do nome, lançou um disco SEM seu líder. Fourplay saiu em fevereiro de 1977 com os vocais principais feitos por Hugh McKenna e músicas compostas pelos outros quatro integrantes. Tudo aconteceu sob os auspícios do vocalista, que havia largado a banda temporariamente devido a cansaço das turnês e problemas de saúde.

Jogaram o disco no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=2Ex3nvt3L_Q

Para que ninguém saísse enganado da história, a capa do LP trazia a frase “The Sensational Alex Harvey Band sem Alex”. Já a contracapa tinha o cantor da banda amarrado e amordaçado enquanto os músicos cantavam de costas. Segundo Chris Glen, Alex insistiu em estar no estúdio durante a gravação e em aparecer na capa de alguma forma, e estava meio assustado com a possibilidade da banda estourar sem ele. Uma turnê desse disco chegou a ser iniciada, mas sem sucesso.

Banda de Alex Harvey amarra e amordaça cantor, faz disco sem ele e põe seu nome na capa

Alex, enquanto isso, estava participando da gravação de um disco falado, lançado pela K-Tel, chamado Presents the Loch Ness Monster. Tinha narrações dele e entrevistas com pessoas que alegadamente avistaram o Monstro do Lago Ness (!). Isso ninguém jogou no YouTube até o momento.

Harvey voltou para o grupo pouco depois e a banda fez o disco Rock drills (1978), o último da banda. Durante as gravações, a SAHB sucumbiu a brigas por grana e disputas de ego, com Alex achando que seus companheiros estavam apenas na aba do chapéu dele. Pouco antes de o grupo acabar, Alex sugeriu que a SAHB virasse uma banda punk, o que nenhum de seus amigos achou que seria uma boa ideia. E a história da Sensational Alex Harvey Band acabou aí.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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