Cultura Pop
A música dos Beach Boys que inspirou o shoegaze (!)

Sem Beach Boys, é quase impossível imaginar a sonoridade de Psychocandy, primeiro álbum do Jesus & Mary Chain (1985). Da mesma forma, clássicos do barulho como My Bloody Valentine, Drop Nineteens, Sonic Youth e Slowdive tem lá seus cruzamentos com o som surfístico da Califórnia nos anos 1960.O J&MC em particular, gravou Surfin’ USA, dos Beach Boys, num single, que depois apareceu na compilação Barbed wire kisses (1988).
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Um detalhe curioso que aproxima mais ainda Brian Wilson e seus irmãos da galera do barulho é que muitos historiadores e jornalistas dizem que os Beach Boys começaram nada menos que… o shoegaze. Sim, aquele estilo barulhento, ensolarado (às vezes), que também costuma ser chamado de dream pop e que quase leva pessoas inocentes a fazer viagens psicodélicas sem tomar nada. Isso aconteceu numa parceria de Brian Wilson e Mike Love lançada em 1970 no álbum Sunflower. A música é All I wanna do, um primor de faixa, produzida com uso ostensivo de overdubs e efeitos especiais de eco nos vocais. Olha aí.
Os Beach Boys nessa época eram uma banda que… bom, não dá para dizer que era uma banda decadente, mas era um grupo que havia sentido o peso da rejeição em vários momentos no fim dos anos 1960. A liderança das criações ousadas de estúdio haviam sido perdidas para os Beatles e, em termos de rock californiano inovador, a galera ficava de olho mesmo era no Grateful Dead e em bandas mais maluconas do local. Sunflower, disco dessa faixa, por exemplo, foi a estreia da banda no selo Reprise e vendeu razoavelmente mal.
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Segundo biógrafos da banda, boa parte da produção de All I wanna do veio das mãos de Carl Wilson. E é curioso que uma canção “inovadora” da banda seja parceria entre Mike Love e Brian Wilson, eternos algozes – Mike, por exemplo, nunca foi muito simpático a Smile, disco “revolucionário” do grupo. Já Brian foi visto algumas vezes dizendo que achava essa música “chatinha”, mas depois mudou de ideia. A introdução, por sua vez, parece ter inspirado At my most beautiful, do R.E.M. E a faixa gerou ecos em muita coisa de bandas como Allah-Las, King Gizzard and The Lizard Wizard, Tame Impala, Panda Bear e Flaming Lips.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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