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Cultura Pop

Aquela época em que Misirlou tinha letra

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Aquela época em que Misirlou tinha letra

Só para lembrar: Misirlou, grande sucesso do guitarrista de surf music Dick Dale (que saiu de cena há alguns dias), NÃO é uma música de autoria dele. É um tema popular grego, e até mesmo os historiadores mais atentos têm certa dificuldade de precisar qual foi a primeira gravação da canção. Nos anos 1920, ela se tornou popularíssima entre os refugiados gregos e armênios que viviam nos Estados Unidos, como parte da diáspora do Império Otomano.

A versão do Dick Dale, você lembra bem, é essa daí.

A primeira gravação da qual se tem notícia foi feita em 1927 por um músico grego chamado Theodotos Demetriades. Tinha letra e era em grego (não sabemos uma palavra do idioma, quem achar a letra por aí avisa). Foi o próprio Theodotos, conta-se, que deu o nome de Misrlou para a música, possivelmente inspirado pela pronúncia regional de “egípcio” em turco (“M?s?rl?”).

O N. Roubanis, que aparece como autor da música acima, é um músico greco-americano, Nicholas Roubanis, que fez um arranjo de jazz da canção e acabou roubando (sem trocadilho, mas se quiser pode) a autoria. Possivelmente o selo que você viu no vídeo aí em cima é de um relançamento, já que a versão de N. Roubanis é dos anos 1940. Na Grécia, e em algumas gravações que circularam nos Estados Unidos, quem costuma figurar como compositor é um sujeito chamado Michalis Patrinos, que gravou a canção em 1930.

Já isso aí é o jazzista Woody Herman (1913-1987) e sua orquestra relendo Misirlou, já com letra em inglês, em 1941. Os versos foram escritos pelo trio Fred Wise, Milton Leeds e Bob Russell.

Acompanha a letra aí.

Aquela época em que Misirlou tinha letra

Aliás, o sucesso da versão surf de Dick Dale foi tão grande que – além de ele costumeiramente ser citado por aí como “autor” da canção – até os Beach Boys fizeram uma versão da música. Saiu em 1963 no disco Surfin’ USA.

Via Financial Times.

Mais Dick Dale no POP FANTASMA aqui.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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