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Cultura Pop

Videoclipers: quando a produção de clipes vira estilo de vida

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Videoclipers: quando a produção de clipes vira estilo de vida

A ideia não é só fazer clipes: é criar um novo estilo de vida para a turma que trabalha com vídeos. O casal Diana Boccara e Leo Longo (que mantém a empresa Couple Of Things) já havia criado o programa Around the world in 80 music videos, que está sendo exibido pelo canal Bis e traz clipes realizados em vários países, com artistas locais. Dessa vez, com o projeto Videoclipers, Diana e Leo fizeram o mesmo durante três meses, só que no Brasil.

A trabalheira do casal resultou em 16 clipes feitos em plano sequência. Os primeiros da série já estão no canal da empresa. Trazem Alceu Valença pelas ruas do Centro Histórico de Olinda (PE) cantando a música Nas asas de um passarinho, o cantor Barro soltando a voz em Cavalo marinho, Dona Onete cantando Carimbó arrepiado e Felipe Cordeiro, com a própria Dona Onete, em Onde é que eu vou parar. O casal lança clipe novo toda quarta-feira, e o roteiro de Diana e Leo incluiu Recife, Belém, Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Além do clipe, rola sempre um making of.

Os dois projetos envolveram muita coragem (a dupla vendeu tudo o que tinha para sair viajando pelo mundo e fazer clipes para o Around the world) e muito nomadismo. Leo e Diana também aprenderam que existem outras formas de captar recursos (e outros recursos, e maneiras de se pagar por eles, por que não?) e realizaram tudo de maneira bastante inovadora. Tanto no modo de trabalhar, quanto na maneira de encarar assuntos de suma importância como monetização.

Como aqui no POP FANTASMA a gente bate um papo com a turma que está tentando criar coisas novas para reportar e mostrar cultura pop (fora os eventuais novos negócios que surgem na área), batemos um papo com Leo Longo e ele contou para a gente o que está por trás do Videoclipers e o que vem por aí. Confira.

POP FANTASMA: Como surgiu a ideia de montar o Videoclipers? Vocês sentiam falta de um projeto de clipes que não estivesse necessariamente atrelado ao “lançamos uma música nova, vamos fazer um clipe” e trouxesse um conceito por trás? Qual foi a motivação?
LEO LONGO: Foi a saudade de poder vivenciar relações de trabalho e colaboração em torno da arte, sem serem norteadas ou promovidas pela presença do dinheiro, que nos fez criar o Videoclipers. Entre 2015 e 2016, filmamos Around the world in 80 music videos. Foi a primeira vez que uma equipe viajou o mundo pra filmar uma série de videoclipes oficiais – atualmente a série é exibida nos canais BIS e Multishow com o título em português, e está na íntegra em nosso canal.

Naquela oportunidade, por não termos tido sucesso na captação de recursos financeiros, acabamos bancando quase a totalidade do projeto, salvas algumas parcerias com marcas. Mas aquilo era suficiente para bancar nosso custo de vida, não mais do que isso. Não pra bancar a produção de 80 clipes pelo mundo. Nossa solução pra falta de investimento foi entender que nem tudo na vida é a troca baseada no dinheiro.

Nos voltamos então pro conceito da colaboração sem vínculo no dinheiro mas sim com vínculo na troca de experiências e na interconexão de habilidades e talentos. Tudo mundo tem ou sabe algo que pode oferecer e sempre tem alguém que precisa do que você tem pra dar. Descobrimos que existe um mundo paralelo, bastante maduro e sedimentado, ao mundo no qual tudo é pago. Então, finalizando a resposta, foi assim que vivenciamos as experiências colaborativas mais intensas que já havíamos vivido. E entre 2016 e 2018, começamos a sentir falta de poder vivenciar isso. E a solução foi voltar pra estrada.

Todos os clipes que filmamos em nossos projetos, inclusive Videoclipers, são de músicas inéditas e do atual álbum de trabalho dos artistas. A gente gosta de estar conectado com a cena atual e, de alguma forma, até ser um recorte do que está acontecendo da música brasileira neste momento. A única exceção foi com Alceu Valença, isso porque ele e sua equipe queriam muito dar um clipe à música Nas asas de um passarinho. Ela foi lançada em 2002 mas teve uma releitura em 2014, no álbum Amigo da arte, que a gente adora. E por isso, topamos.

Videoclipers: quando a produção de clipes vira estilo de vida
Na gravação do clipe de Alceu Valença (foto: Lumos Estúdio)

Cá pra nós, como fãs, qualquer oportunidade de trabalhar num set com Alceu já seria mágico por si só. Acho que tanto ele quanto nós sabíamos exatamente o que deveria ser feito neste clipe, sabe?! Então, bastaram 25 minutos pra pensar no que faríamos e filmar dois takes.

Já que você falou no Around the world…, o que essa experiência, que era mais complexa ainda do que o Videoclipers (que é realizado no Brasil) ensinou a vocês? Aprendemos que as dificuldades de realizar projetos como o nosso são as mesmas em quase todos os lugares. E também, que a alegria de produzir arte e colaborar com pessoas é a mesma em todo mundo. Ficamos muito amigos de pessoas que trabalharam com a gente em Portugal, Russia, Egito e México, por exemplo, igualmente como no Brasil. Mesmo com as dificuldades iniciais que o idioma ou a cultura local pode trazer, quando estivemos com pessoas dispostas, tudo aconteceu de maneira coesa, leve e feliz.

Também acho que ter feito nosso primeiro projeto autoral e independente pelo mundo, ao invés do Brasil, nos trouxe uma metodologia de trabalho muito dinâmica e eficiente. Obviamente, muitas destas técnicas a gente está aplicando agora nas filmagens de Videoclipers, como por exemplo como otimizar tempo na busca por uma locação, ou como conseguir convidar pessoas a participar das nossas gravações, etc. Ter trabalhado em tantas condições diferentes nos 22 países pelos quais passamos, trouxe essa versatilidade pro nosso processo.

E de onde tiraram coragem para realizar o Around the world? Qual foi o gatilho para isso? Que difícil essa pergunta! As vezes a gente acha mesmo que teve coragem, mas na época nos pareceu tão natural que lembro que parecia algo que precisava ser feito, sabe?! Mas pensa só, a gente ficou 7 meses gestando o projeto, pensando em todos os detalhes enquanto em paralelo a gente tentava grana pra fazer. Depois deste período, e sem os recursos que precisávamos, tomar a atitude de vender tudo o que tínhamos e investir todas nossas economias não foi um ato de coragem. Foi um ato de respeito e amor pelo que mais gostamos de fazer da vida, que é filmar histórias e fazer arte com nossas câmeras. O contrário disso seria negligenciar o que queríamos.

E o gatilho foi quando, ainda quando trabalhávamos na indústria da TV (eu estava dirigindo uma série para o History Channel e Diana produzindo uma série no Discovery Channel), decidimos passar as férias numa roadtrip pelo sul dos Estados Unidos. Fomos conhecer as cidades mais importantes pro nascimento dos estilos musicais mais populares do mundo, como jazz, rock, soul, folk, blues, etc. Visitamos Nashville, Memphis, Clarksdale, cidades nas margens do rio Mississippi, New Orleans, entre outras. Quando voltamos dessa viagem, estávamos carentes daquele movimento, de conhecer pessoas, de contar histórias e, principalmente, de fazer tudo isso em função da música. Foi assim que começamos a criar Around the world.

Videoclipers: quando a produção de clipes vira estilo de vida
Gravando com Barro (foto: Lumos Estúdio)

Aliás, o que aprenderam com a busca por patrocínio dos projetos? Repetiriam ou não repetiriam algo que fizeram? Aprendemos que ninguém vai confiar mais no seu projeto do que você mesmo. E se em algum momento você titubeia, todos titubeiam juntos. Ninguém vai levantar por você todos os dias e ninguém vai se arriscar por você. Se você acredita numa ideia que inventou, é só você que pode botá-la de pé. E tem sido assim nos últimos cinco anos, nos quatro projetos que já filmamos. Dois estão no ar e outros dois esperando um oportunidade. É assim que levamos nosso lifestyle com a Couple of Things. Nunca conseguimos recursos pra financiar um projeto antes de filmá-lo. Ou somos péssimos vendedores ou é muito azar (risos). Ao menos, depois de filmados a gente consegue algum retorno. Poderia dizer que é sorte, mas a gente se dedica muito pra fazer as coisas acontecerem.

O Videoclipers é “tentativa de causar rupturas e reflexões sobre a forma como trabalhamos e geramos conteúdo cultural”, como vocês dizem. No que vocês creem que o mercado de geração de conteúdo precisa ser modificado? Um grande problema é que, de modo geral, muita gente tem dificuldade de monetizar conteúdo gerado na web… Não só o mercado de geração de conteúdo, mas sinto que em qualquer tipo de trabalho ou produção laboral, o “monetizar” vem antes do “produzir”. E, pior do que isso, o “ter” vem antes do “ser”. Aí a gente já começa o jogo da vida perdendo de goleada.

No YouTube, a gente não monetiza os clipes e making ofs de Videoclipers. Preferimos abrir mão da monetização ali por uma série de razões. Mas já estamos negociando o licenciamento da série com um canal de TV. É assim que a gente espera ter o dinheiro que investimos de volta.

Achamos, e nosso estilo de vida prova isso, que muitas trocas e experiências não são vivenciadas quando colocamos muito peso sob o aspecto monetário. Criamos uma rede muito mais integrada, colaborativa e lúcida nos cinco anos fazendo projetos sem grana do que em 15 anos trabalhando em canais e produtoras como assalariados. O dinheiro nos trouxe muitas coisas. A falta dele nos trouxe liberdade pra decidir se precisamos dele e quando precisamos dele. Parece conversa de auto-ajuda, mas é que quando a gente se dá conta disso, começamos a entender que temos uma vida inflada. Aos poucos, a gente se acostuma a achar que precisamos ter sempre mais e que é necessário pagar por tudo que queremos e receber por tudo que produzimos. Isso não é verdade. Inclusive, o mundo tecnológico permite que seja justamente ao contrário.

Videoclipers: quando a produção de clipes vira estilo de vida
Com Dona Onete e equipe no estúdio (foto: Ju Vasconcelos)

É possível viver e trabalhar explorando muitas plataformas e metodologias colaborativas, aprendendo novas habilidades de graça e se conectando com pessoas certas. E quando se adota esse estilo de vida, tendo a consciência de que precisamos de muito menos, entendemos que nem tudo precisa ser monetizado e que é possível ser “pago” de mil e uma maneiras distintas.

Só pra dar um exemplo, todo mundo precisa comer. E comida, quando se mora numa cidade, você consegue no supermercado ou no restaurante. Durante o Videoclipers, trocamos refeição e compras por conteúdo. Reduzimos o custo de vida pagando com nosso trabalho e, o mais legal, nos conectamos com donos de restaurantes e mercados, criando relações afetivas com todos. Fizemos isso com moradia também. Então, o problema não é que as pessoas têm dificuldade de monetizar conteúdo, mas sim dificuldade de ser criativo pra não depender apenas da monetização de conteúdo.

Videoclipers: quando a produção de clipes vira estilo de vida
Com Felipe Cordeiro (foto: Ju Vasconcelos)

Pode citar um exemplo de como funcionou isso na prática? Durante as filmagens do Videoclipers, Recife foi a cidade que mais passamos tempo, por conta daquela esticada que demos pra conseguir filmar com o Alceu. Ao todo, foram 19 dias (o normal foi 10 dias por cidade pra filmar dois clipes). E como ficamos mais tempo lá, decidimos estabelecer três tipos de parceria: com o Airbnb pra ter acomodação, com um empório de comida que ficava no nosso bairro (Empório Pura Vida) e também com restaurantes (Motche Restô e Flô de Jambo). Entramos em contato com todos eles bem antes de ir pra Recife, oferecendo menção deles em nossas redes sociais e também produzindo fotos pra eles postarem em suas redes sociais. Dessa forma, o custo de vida nosso caiu cerca de 70%. Em nosso Instagram tem várias fotos dessas, referente a essas parcerias. Tentamos o mesmo com Uber e passagem aérea, mas não conseguimos.

E outro exemplo legal foi em Porto Alegre, a antepenúltima cidade que visitamos pelo Videoclipers. A gente queria muito filmar um dos clipes lá – com a banda Dingo Bells – no Vila Flores, um espaço cultural que é co-working, galeria e várias outras coisas. Era o lugar perfeito pra ideia que tivemos.

Só que o lugar tinha um custo de locação muito alto e jamais poderíamos pagar por ele, até mesmo porque nossa ideia é tentar filmar os clipes sem gastar nada. Faz parte do nosso desafio. E conversando com os proprietários do espaço, oferecemos a troca: a gente grava nosso clipe aí e em contra-partida fazemos uma palestra pra comunidade que frequenta o Vila Flores. E eles toparam. Como a gente tem algumas palestras já montadas (ja que ja participamos de TEDx, do SXSW, e de outros festivais de criatividade), e gostamos muito de dividir nossas experiências com outros, pra gente foi muito legal.

Então essas são provas de que, com criatividade e trabalho, tem muitas maneiras de estabelecer trocas e ganhos.

No que acham que os projetos de vocês podem inspirar pessoas? A ideia é de fato criar um mercado diferente para a turma de vídeo? O objetivo não é fazer com que as pessoas achem os clipes legais. A gente espera mesmo é que as pessoas possam hackear a forma como a gente vive, que permite viver fazendo o que gostamos. Mas não temos nenhuma pretensão de inspirar pessoas, só mesmo ser case de um estilo de vida que dá certo também, assim como muitos outros.

(foto destaque: Lumos Estudio)

Cultura Pop

Relembrando: New Model Army, “Vengeance” (1984)

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Relembrando: New Model Army, "Vengeance" (1984)

O New Model Army é dessas bandas originalmente ligadas ao pós-punk que, por associações, acabam sendo vistas como ligadas ao rock gótico e até ao metal. O grupo britânico, que acaba de passar pelo Brasil, sempre teve um público banger forte, e até mesmo o Sepultura releu sua música The hunt no disco Chaos AD, de 1993.

Igualmente, a sonoridade deles sempre se prestou várias definições. Esteve também próxima do punk, do pós-punk e até de uma certa renovação do folk-rock britânico. Mesmo que o som do grupo fosse marcado por palhetadas de guitarra e baixo, e por sonoridade ágil, o caráter “de protesto” das letras do vocalista e guitarrista Justin Sullivan sempre apareceu na frente, o que aproxima a banda do tom pastoril dos bardos de voz-e-violão.

Vengeance, primeiro álbum da banda britânica (selo Abstract, 4 de abril de 1984), já trazia todo esse receituário sonoro, além de outros elementos. O instrumento mais ouvido nas músicas do disco, e o que dava até mais identidade à banda na época, era o baixo de Stuart Morrow, principal parceiro de Justin nas composições. Morrow praticamente revirava as canções do avesso, inserindo solos tribais de baixo, e dando um aspecto jazz-funk-disco até mesmo aos momentos mais punk da banda. Ele deixou o grupo em 1985 e até hoje há quem diga que, mesmo com o sucesso que o New Model Army alcançaria depois, sua fase foi a melhor.

Existe certa discussão até hoje sobre se Vengeance é um álbum ou não – por ter duração reduzida e apenas oito faixas, ele foi entendido na Inglaterra como mini-LP até ser acrescido, em 1987, de mais nove faixas de compactos. Como LP curto (e gravado em sete dias!), é cheio de personalidade, feito numa época em que o grupo era um trio – além de Justin e Stuart havia Rob Heaton (bateria) – e com letras que pareciam prever desgraças futuras.

É o caso de Christian militia, de versos como “a milícia cristã está marchando agora/o ódio faz a adrenalina fluir (…)/aí vêm os cristãos, uma multidão histérica/adorando o diabo em nome de deus”. Ou A liberal education, uma pregação contra os anos de Ronald Reagan/Margaret Thatcher, que diz: “tire nossa história/tire nossos heróis/tire nossos valores”. Havia também Spirit of the Falklands, evocando a Guerra das Malvinas (“homens mortos no Atlântico Sul/é para aquecer nossos corações/eles pensam que morreram por você e por mim”).

Musicalmente, o tom punk e ágil das melodias era acompanhado pelo baixo marcial e palhetado de Stuart, e pelos vocais angustiados de Justin – como em Notice me, no punk classudo de Smalltown England, no tom quase folk-punk de A liberal education e no clima de guerrilha urbana de Vengeance e Sex (The black angel). Um disco feito para incomodar poderosos e abrir caminhos. Tanto que o segundo álbum, No rest for the wicked (1985), já saiu pela EMI.

Morrow, depois disso, deixou o grupo, e o New Model Army voltou como quarteto em The ghost of Cain (1986), o disco da famigerada 51st state – uma apropriação feita pelo NMA de uma canção gravada originalmente por uma banda chamada The Shakes, e que mais do que se tornar o maior sucesso do grupo britânico, ofuscou boa parte de seu trabalho anterior e posterior. Mesmo perdendo parte do brilho em discos posteriores (até pelas variadas mudanças de formação), o grupo se tornou com o passar dos tempos uma reencarnação do espírito combativo do punk original – o “rock de combate” do qual o Clash falava, em estado puro.

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Cinema

In-Edit Brasil 2024: 15 filmes que você não deve perder

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In-Edit Brasil 2024: 15 filmes que você não deve perder

Pena que o festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais, só rola em São Paulo. A 16ª edição do evento começa nesta quarta (12), vai até o dia 23, e acontece em diversas salas (com sessões gratuitas e até R$ 10), com mais de 60 filmes na programação, de diversos países. Além da variedade musical que sempre acontece todos os anos, muitos filmes só serão exibidos no Brasil graças ao festival, que já entrou para a lista de eventos favoritos de todo mundo que é viciado em música (e em detalhes sobre história da música, que são o combustível do evento).

Você fica sabendo de tudo que rola na edição 2024 do In-Edit aqui. Dá vontade, claro, de assistir aos 60 filmes, mas segue aí uma listinha bem pessoal de 15 produções que ninguém deve perder. Importante: plataformas parceiras do festival irão exibir alguns filmes – confira toda a programação delas aqui. E nem só de cinema vive o In-Edit: o festival tem uma prograação paralela que inclui encontros, master classes, debates, apresentações musicais exclusivas, sessões comentadas, a tradicional Feira de Vinil e, pela primeira vez, uma Feira de Livros, com centenas de títulos sobre música e cinema a preços especiais.

Devo
Chris Smith | Estados Unidos | 2024 | 95’
Poucas bandas conseguiram unir a crítica social e os hits radiofônicos como o Devo. Surgida em Ohio, a banda começou a se infiltrar na cultura pop americana com o hit Whip it. Sua história é contada através de um turbilhão de imagens de arquivo lo-fi, sequências de imagens rápidas e um ritmo vertiginoso. Filme de abertura do In-Edit Brasil 2024.

Black Future, Eu Sou O Rio
Paulo Severo | Brasil | 2023 | 77’
Eu sou o Rio, álbum de estreia do Black Future, esteve em todas as listas de melhores lançamentos de 1988. Sucesso de crítica, foi ignorado pelo público e nunca foi relançado. Com entrevistas feitas aos vinte anos de lançamento do disco, seus ex-integrantes e pessoas próximas esmiúçam a história da banda.

Black Rio! Black Power!
Emílio Domingos | Brasil | 2023 | 75′
Emílio Domingos se debruça sobre a cena dos bailes black surgida no Rio de Janeiro nos anos 1970. Com depoimentos de Dom Filó, figura fundamental no surgimento da cena, e de outros personagens, conhecemos uma história de afirmação que levava milhares de jovens pretos para dançar e cantar: “I’m black and I’m proud!”

Luiz Melodia – No Coração Do Brasil
Alessandra Dorgan | Brasil | 2024 | 85′
Injustamente taxado como “maldito”, Luiz Melodia foi um dos maiores artistas surgidos no Brasil. Através de diversas imagens de arquivo, ele conta sua trajetória, desde a infância nos morros do Rio de Janeiro, o início da música, passando pelo sucesso radiofônico, os conflitos com gravadoras e com o showbiz.

O Homem Crocodilo
Rodrigo Grota | Brasil | 2024 | 84’
Um dos expoentes da Vanguarda Paulistana, Arrigo Barnabé é o foco desse filme-experimento que aborda seus anos em Londrina, antes de se mudar para São Paulo. Com uma mistura de interferência sonoras e visuais, o diretor Rodrigo Grota apresenta o inconsciente estético na obra do criador de Clara Crocodilo.

Germano Mathias – O Catedrático Do Samba
Caue Angeli e Hernani de Oliveira Ramos | Brasil | 2023 | 70’
O paulista Germano Mathias se tornou ícone de um estilo musical que misturava muita malandragem e poesia. No filme, acompanhamos Germano contando sua vida, trajetória e nos trazendo lembranças de uma cidade que, se não existe mais, ainda está oculta de nossos olhares distraídos.

Moog
Hans Fjellestad| Estados Unidos| 2003| 70’
Robert Moog dedicou sua vida a pesquisar e difundir instrumentos eletrônicos, especialmente os sintetizadores modulares. Neste documentário, essa figura lendária compartilha suas ideias sobre criatividade, design, interatividade e espiritualidade. Filme vencedor do In-Edit Barcelona 2004.

Na Terra De Marlboro
Cavi Borges | Brasil | 2024 | 50’
DJ Marlboro é, para muitos, o criador do funk carioca e até hoje é um dos principais divulgadores do gênero. Habitué do In-Edit Brasil, o diretor Cavi Borges conta sua trajetória com depoimentos dados pelo próprio Marlboro e muitas imagens de arquivo.

Carlos
Rudy Valdez | Estados Unidos | 2023 | 87 min
O filme narra a vida do virtuoso guitarrista Carlos Santana, desde a infância até o estrelato internacional, entrelaçando entrevistas com o protagonista e sua família com imagens de arquivo recém-descobertas, além de sua lendária apresentação em Woodstock.

In Restless Dreams: The Music Of Paul Simon
Alex Gibney | Estados Unidos | 2023 | 210’
O diretor Alex Gibney nos convida a uma profunda viagem através do universo de Paul Simon. Enquanto acompanha a gravação do novo álbum do artista, Seven psalms, o filme traz uma longa narrativa sobre sua carreira, iniciada ao lado do cantor Art Garfunkel, e sua vida pessoal.

Joan Baez: I Am A Noise
Karen O’Connor, Miri Navasky, Maeve O’Boyle | Estados Unidos | 2023 | 113’
Joan Baez esteve na primeira linha do folk norte-americano em seu momento mais vibrante. Figura presente nas manifestações pelos direitos humanos, esteve ao lado de Bob Dylan, em uma relação pouco entendida. Aos 80 anos, ela conta suas memórias, faz algumas confissões e fala de sua vida atual.

Karen Carpenter: Starving For Perfection
Randy Martin | Estados Unidos |2023 | 99’
Karen Carpenter ajudou a fazer a banda The Carpenters um dos grupos pop de maior sucesso dos anos 1970. Sofrendo de anorexia nervosa e bulimia, faleceu aos 32 anos. Este filme nos mostra sua busca pela perfeição e a dinâmica familiar que a levou ao seu trágico destino.

Let the Canary Sing
Alison Ellwood | Estados Unidos, Reino Unido | 2023 | 96’
Documentário vigoroso e alegre sobre a estrela pop dos anos 1980, Cyndi Lauper. Desde as suas origens humildes até à criação da sua própria personalidade de palco – excêntrica, desbocada e deliberadamente ingénua – que a catapultou para a fama.

Simple Minds: Everything Is Possible
Joss Crowley | Reino Unido | 2023 | 88’
Simple Minds é um dos ícones do rock dos anos 1980, mas poucos conhecem a história de amizade por trás de tudo. Da infância pobre em Glasgow, aos palcos mais famosos do mundo, Jim Kerr e Charlie Burchill sempre estiveram juntos. Além deles, diversos astros da música contam o impacto do grupo em suas vidas.

The Stones & Brian Jones
Nick Broomfield | Reino Unido | 2023 | 93′
Brian Jones tinha muitas facetas e ninguém ficava indiferente a ele. Neste documentário, o aclamado diretor Nick Broomfield desvenda a história do ícone dos Rolling Stones que terminou misteriosamente seus dias no fundo de uma piscina, com apenas 27 anos de idade.

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Cultura Pop

O comecinho do Weezer no nosso podcast

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O comecinho do Weezer no nosso podcast

Muita coisa que você nem imaginava que poderia virar letra de música foi parar nas canções do Weezer – uma banda cujo primeiro disco, epônimo (conhecido como The blue album) completou recentemente 30 anos, e cujo começo de trajetória foi marcado por histórias bastante estrepitosas. O quarteto liderado por Rivers Cuomo teve lá seus momentos de rejeição do sucesso, por pouco não apresentou uma ópera-rock como segundo disco e traz em seu DNA uma mescla de atitude geek e sonoridade pesada – quase metaleira, em alguns momentos.

Hoje no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, damos um sobrevoo na fase inicial do grupo e lembramos as histórias dos discos Weezer (1994) e Pinkerton (1996), e o que rolou antes dos dois discos, e entre uma coisa e outra. Ouça no volume máximo, como você ouviria um disco deles.

Século 21 no podcast: Brian Dunne e Reolamos.

Estamos no Castbox, no Mixcloud, no Spotify, no Deezer e no Google Podcasts. 

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução da capa do primeiro disco do Weezer). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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