Cultura Pop
Aquela vez em que os Red Hot Chili Peppers fizeram “Give it away” (com direito a vídeo)

Quase todo o material do disco BloodSugarSexMagic, dos Red Hot Chili Peppers (1991), surgiu de uma mudança de foco ocorrida após a entrada de Rick Rubin como produtor. O grupo não abria mão de ser uma banda de funk rock, mas com Rick no comando, acabaria focando mais em canções, e na composição – muito embora ninguém lá abrisse mão de improvisos. Na autobiografia Scar tissue, o vocalista Anthony Kiedis lembra que a ideia era que o disco combinasseo melhor das duas coisas: ritmo e canção
“Nunca aceitamos a ideia convencional de compor canções, mas para isso é preciso improvisar, então aceitar o conselho de Rick de nos concentrar no aperfeiçoamento das canções era muito importante. Porém nunca desistimos de ser uma banda funk, baseada em ritmo e improvisações”, escreveu Kiedis.
Uma dessas sessões em que a banda improvisava e tentava criar alguma canção, aconteceu quando a banda estava num estúdio de ensaio, fazendo o que se tornaria Give it away. Kiedis estava de um lado do estúdio trabalhando na letra, enquanto Flea (baixo), John Frusciante (guitarra) e Chad Smith (bateria) improvisavam. “Às vezes, eles pareciam artesãos concentrados, tentando combinar suas mentes e criar partes específicas, mas em outras eles simplesmente tocavam rock de modo muito prazeroso. Num desses dias, Flea começou a tocar uma linha de baixo insana, e Chad o acompanhou. Fiquei tão impressionado com o baixo de Flea, que cobria toda a extensão do braço do
instrumento, que entrei no jogo”, contou o vocalista, que tinha sempre fragmentos de canções na cabeça e cabou gritando o que seria o refrão da música.
O que muitos fãs só souberam um tempo depois é que o “give it away” veio de uma conversa malucona que Anthony teve com ninguém menos que a cantora alemã Nina Hagen, com quem ele teve um relacionamento em 1984. Na época, Nina estava a um passo de vir ao Rock In Rio, já tinha um baita nome no circuito punk e o Red Hot Chili Peppers ainda eram uma banda bem iniciante.
A história toda começou quando Anthony fuçava o closet da cantora, adorou uma jaqueta, elogiou a peça de roupa e ouviu dela um “pode ficar com ela” “É sempre importante dar coisas; isso cria boa energia. Se você tem um armário cheio de roupas e quer guardar todas, sua vida vai ficar muito pequena. Se você der algumas delas, o mundo será um lugar melhor”, continuou Nina. “Isso me marcou para sempre. Quando eu pensava ‘Preciso guardar’, eu lembrava ‘Não, você deve doar’. Quando comecei a frequentar regularmente as reuniões dos Alcoólicos Anônimos, um dos princípios que aprendi é que a melhor maneira de manter a sobriedade é dando-a para outro alcoólatra sofredor”, escreveu.
O caso deles não durou muito, mas em 1999 Kiedis fez vários elogios enfileirados a Nina numa entrevista. “Ela é tão iluminada, divina, amável, sincera, original, criativa, talentosa, sexy, maternal, e conectada com um nível muito diferente do da maioria dos humanos nesse planeta”, contou.
https://www.youtube.com/watch?v=oJPKeSeq-Ww
A aporrinhação de Rick Rubin para que a banda valorizasse mais as canções e a composição funcionou. Kiedis conta que a banda passou a valorizar uma técnica chamada “confronto”. Se a banda tiver um refrão e um verso, e nenhuma ponte, Flea e o guitarrista (no caso John, na época) ficam cara a cara, correm cada um para o seu canto e cada um tem cinco minutos para apresentar uma boa ideia. “Quando o processo termina e Chad, John e Flea já inseriram suas partes ali, cada um de nós acaba sendo igualmente dono da música”, contou o vocalista.
E se você chegou até aqui, pega aí John Frusciante e Flea em 1991 compondo Give it away, numa sessão de improvisos que parecia que não ia dar certo, mas gerou um dos maiores clássicos do rock.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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