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YHWH Nailgun faz do álbum “Magazine” um único vídeo experimental

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YHWH Nailgun (Foto: Divulgação)

Para um álbum de onze minutos, um clipe… de onze minutos. Há alguns dias falamos do experimentalíssimo disco Magazine, da banda novaiorquina YHWH Nailgun – um álbum nessa duração, lançado pela gravadora 4AD. E para acompanhar a audição, a banda decidiu lançar logo um clipe com todo o disco, dirigido, produzido e editado por Lane Stewart.

“Gravamos isso quase inteiramente no calor da noite, no lugar de onde venho, na vasta região de onde minha família é originária e na terra onde nasci. As músicas já tinham essa qualidade transcendental, e as luzes na escuridão ajudaram a revelar um certo mistério em um dos lugares mais comuns no coração da América”, diz Lane. E de fato, o clipão do disco é bem noturno e cerimonial.

Quando resenhamos o disco, afirmamos que “Magazine, segundo álbum da banda novaiorquina YHWH Nailgun, tem onze (on-ze!) minutos. O disco inteiro cabe em uma faixa do Yes, você provavelmente está pensando. A 4AD, gravadora da banda, deixa claríssimo no release que se trata de um álbum de onze minutos – que por sinal está sendo vendido em vinil (…).

Você vai ter a sensação de que está escutando algo que está sendo transmitido, e não tocado, como a fantasmagoria quase pós-hardcore de Ghost of love e Stillness blues, ou a ‘world music demoníaca de Innocent sigh. Dá pra ver estilhaços de metal e até de post rock em músicas como Hips on a wheel e a valsa selvagem de Ballerina“.

O site Northern Transmissions deu uma resumida na história do grupo afirmando que “o que começou em 2020 como um encontro bruto entre o vocalista Zack Borzone e o baterista Sam Pickard evoluiu para um quarteto completo, com a participação do guitarrista/produtor Saguiv Rosenstock e do tecladista Jack Tobias. Seu novo álbum, Magazine, aprimora ainda mais a visão intransigente da banda” (o YHWH Nailgun tem ainda um primeiro álbum, 45 pounds, de 2025).

Foto: Divulgação

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Abrindo com Cólera e Devotos, Red Star lança coleção de LPs ao vivo

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Cólera no estúdio da Red Star (Foto: Alexandre Mazzei / Divulgação)

A Red Star Recordings em parceria com a Vinil Brasil, anunciou uma coleção exclusiva de registros ao vivo, que nasce com a missão de preservar e celebrar alguns dos nomes mais importantes da música independente brasileira. Intitulado Red Star Sessions, o projeto reunirá 10 lançamentos em LP de artistas que ajudaram a construir a cena underground nacional, reconhecidos por suas trajetórias consistentes e relevância histórica. Todo o material é registrado no estúdio da Red Star.

Os primeiros volumes da coleção são dedicados às bandas Devotos e Cólera. O álbum do grupo paulista acaba de chegar ao mercado em uma edição dupla com 29 faixas. Entre os títulos já confirmados para os próximos lançamentos estão Zabomba, Raíces de América, Torture Squad, Garotos Podres, Inocentes e Agrotóxico.

Fiel ao espírito do formato físico, o Red Star Sessions não será disponibilizado nas plataformas de streaming. O projeto sairá exclusivamente em LP 12″, com vinil transparente de 180 gramas, capa gatefold (dupla) e acabamento premium. De acordo com Jeferson Bem, idealizador da série, a ideia é transformar cada álbum em uma peça de coleção e valorizar a experiência de escutar um disco como um objeto cultural, criando uma conexão ainda mais forte entre artistas e colecionadores.

Produzido por Henrique Khoury, a Red Star Sessions se propõe a ser um documento histórico da música independente brasileira. “As performances foram registradas com qualidade contemporânea e apresentadas em edições definitivas, destinadas a preservar em vinil, o legado de artistas que continuam influenciando gerações”, diz Jeferson.

O repertório do disco do Cólera é repleto de clássicos. Confira:
Lado A: Subúrbio geral, Bloqueio mental, Vira-latas, Amanhã, Medo, TV, EAEO e MDM
Lado B: Caos mental geral, Deixe a terra, ESSM, Somos Cromossomos, Repetição constante e Consciência e rebeldia
Lado C: CDMP, Don’t waste it, ENQ, Minha mente, Amnésia, Quanto vale a liberdade?, Histeria e Dia e noite, noite e dia
Lado D: Palpebrite, Duas ogivas, Em você, Dê o fora, São Paulo, Águia filhote e Pela paz

O LP do Cólera está à venda aqui. Já o do Devotos, que vem em LP simples (á venda aqui) é igualmente repleto de hits do grupo punk pernambucano.

Lado A: Futuro inseguro, Céu VS Inferno, Caso de amor e ódio, Nós faremos, Nosso ninho, Vida de ferreiro, Asa Preta e Luz, A vida que você me deu, De andada, Dia morto
Lado B: Luta pacifista, Vladimir Herzog, Alien, Mas será o Benedito, Eu tenho pressa, Fé demais, Tem de tudo, Brincando do jeito, Roda punk, Punk rock AJP

Foto: Alexandre Mazzei / Divulgação

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Marcelo Lobato lança reflexão sobre a espécie humana em “Gênero humano”

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Marcelo Lobato (Foto: Rodrigo Ferraz / Divulgação)

Marcelo Lobato observa a humanidade como quem olha para uma espécie qualquer num catálogo de ciências naturais. Em Gênero humano, novo single solo do ex-O Rappa, o músico, compositor e produtor transforma essa ideia em canção. A música parte de uma provocação simples: e se o ser humano deixasse de ser o observador e passasse a ser observado?

A letra, assinada pelo irmão Marcos Lobato (com quem divide a banda Afrika Gumbe), brinca com conceitos de taxonomia e classificação científica para colocar nossa espécie sob análise. Em vez de surgir como centro do universo ou ápice da evolução, o homem aparece como um organismo repleto de ambiguidades, tão capaz de criar obras extraordinárias quanto de repetir comportamentos irracionais e destrutivos.

“Somos uma entidade biológica que mal se entende, apesar da suposta consciência. Uma máquina sem manual de instrução, um objeto com código de barras, sem destino definido, como uma fração geratriz que dá origem a um numeral indefinido”, reflete Marcos. “É um animal que sonha em voar em aeroplanos, mas que, descontrolado, desfere colérico um murro na mesa”, resume.

Gênero humano foi produzida por Marcelo Lobato e Zé Nóbrega no Estúdio Jimo – Marcelo tocou todos os instrumentos, menos a guitarra, que ficou com o co-produtor.

Foto: Rodrigo Ferraz / Divulgação

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New Order: da formação original, agora só o vocalista (e parece que deu xabu)

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New Order (Foto: Divulgação)

O New Order acaba de confirmar uma nova série de shows – incluindo a apresentação na versão chilena do Primavera Sound ainda este ano. Só que tem um detalhe meio grave: a banda confirmou que Stephen Morris e Gillian Gilbert não viajarão com a banda devido a “motivos pessoais de saúde”. E não farão turnês “num futuro próximo”.

Da formação original, sobrou apenas Bernard Sumner nos vocais e na guitarra, ao lado de Phil Cunningham (na banda desde 2001) e Tom Chapman (na banda desde 2011). O baterista Stephen veio do Joy Division e fundou o New Order com Bernard e o baixista Peter Hook, que deixou o grupo de maneira BEM tumultuada em 2007. Gillian entrou pouco depois e completou a banda original.

Como JD e NO foram introduzidos no Rock And Roll Hall Of Fame neste ano, resta saber se os dois poderão estar na cerimônia. A banda não deu mais nenhuma informação, mas (detalhe) numa participação recente no programa Rock Daydream Nation, do YouTube , Hook disse que “já tinha ouvido falar” que Morris e Gilbert estavam saindo do New Order.

“O Barney está em turnê solo com o New Order este ano, porque o Stephen e a Gillian saíram, pelo menos foi o que eu ouvi”, disse ele, segundo o NME. “Então agora o Barney é o New Order. O que é bem interessante. Ele até já agendou um show no Chile, onde vai se apresentar como o único membro do New Order, o que é muita hipocrisia”.

No início deste ano, Hook disse à Rolling Stone que a possibilidade de ele estar ao lado de seus ex-companheiros de banda na cerimônia era zero. “Não. Não. Não depois do que fizeram comigo e com a minha família, não”, disse ele. “Não vou ficar do lado deles. Não. Não me importo (com o resultado). Não me incomoda. É preciso ter princípios”.

Tem novidades do New Order vindo aí: The best and the rest of New Order, pacote que junta pela primeira vez as coletâneas The best of New Order (1994) e The best of New Order (1995), sai pela Warner dia 17 de julho. Com áudio remasterizado, a coletânea também incluirá uma série de remixes raros e inéditos. Os dois discos também ganharão versões separadas em vinil, masterizadas nos lendários estúdios de Abbey Road.

E tem uma novidade bem boa do Joy Division a caminho: tá pra sair a caixa Eternal (Live) contendo praticamente tudo que existe do Joy Division ao vivo. O pacote sai em 25 de setembro e é um box com 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs. Um dos DVDs traz uma edição oficial de Joy Division – A Malcolm Whitehead Film, filme raríssimo da banda, feito em 1979, e que virou uma espécie de “figurinha difícil” do álbum do JD.

Foto: Divulgação

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