Cultura Pop
Quando o Wire (ou melhor, Overload) era mais punk ainda

Se você acha que o Wire (que por sinal está anunciando disco novo) soava punk e lascado em seu primeiro disco, Pink flag, de 1977, imagina antes do primeiro álbum.
Em agosto de 1976, George Gill (guitarra), Colin Newman (voz), Graham Lewis (baixo e vocal), Bruce Gilbert (guitarra) e Robert Gotobed (bateria) não tinham nem um ano de banda (ainda se chamavam Overload, na verdade) quando se trancaram na casa do produtor Nick Garvey, ex-integrante da banda de pub rock Ducks DeLuxe e futuro músico do The Motors (do hit Airport). Num gravador de 4 canais do produtor, registrariam um de seus ensaios.
Se no disco Pink flag (a estreia, de 1977), o som deles era um proto-hardcore, os limites nessa época eram bem mais largos. Basicamente era um compêndio de vocais gritados, melodias ríspidas e muito “1,2,3,4”. E também solos histriônicos de guitarra, cortesia de Gill, que liderava a banda por aqueles tempos e compunha todo o material. Entre as faixas, Prove myself, Mary is a dick, Can’t stand it no more e versões para Roadrunner (Modern Lovers) e After midnight (J.J. Cale)
A tal gravação caseira acabou virando, anos depois, uma das primeiras demos da banda, Wire 1976. São 14 músicas nas quais dá pra ver a gênese de várias canções do álbum de estreia, mas que foram compostas num contexto bem diferente, e saíram das mãos de um integrante que depois não continuaria no grupo. Sim, porque Colin Newman, que depois se tornaria o principal compositor do Wire, não gostava nem um pouco do som de Gill.
“Tocávamos só o material dele, eu era apenas um cantor. Achava a música dele terrível, cheguei a dizer isso a ele”, contou Colin aqui. Os músicos de modo geral achavam que Gill levava a banda para um caminho musicalmente agressivo demais – até porque naquela mesma época, Newman começou a se interessar por Patti Smith e Ramones.
Gill não duraria muito tempo na própria banda que fundou. O guitarrista faltou um ensaio do Overload por razões, hum, de saúde (quebrara a perna após tentar furtar um amplificador de uma banda com a qual haviam dividido palco). Newman reuniu a banda, disse que poderia escrever músicas e o Wire virou aquilo que você já conhece – e se não conhece, corra logo atrás, tem tudo deles nas plataformas digitais.
Ah sim, Gill logo depois entraria para uma banda punk chamada The Bears, que gravou alguns discos por selos como Waldo’s Records. O Wire revolucionaria silenciosamente o universo do punk e do rock – nunca chegaria a ser um sucesso massivo, mas vendeu discos o suficiente para se manter no mercado e ganhar uma base bem interessante de fãs. Em 2018, a banda, já com o próprio selo independente, Pink Flag, conseguiria relançar todos os seus discos. A EMI, antiga gravadora da banda, tinha sido vendida e os álbuns permaneciam fora de catálogo. “Esses álbuns antigos do Wire são como um país legal e tenho orgulho deles”, disse Newman aqui. “Mas eu não moro lá”.
Leia também no POP FANTASMA:
– Wire ao vivo no Rockpalast em 1979
– XTC: Making plans for Nigel fez 40 anos em 2019!
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.





































