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Cultura Pop

Finalmente vão lançar “Velvet Underground: 1969”

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Finalmente vão lançar "Velvet Underground: 1969"

Em 1969, o Velvet Underground tinha três discos mal sucedidos. A tentativa de “modernização “que a gravadora de jazz Verve tinha feito, ao contratar Frank Zappa, Velvet e Eric Burdon & The Animals, rendera pouco. No terceiro disco, Velvet Underground (março de 1969), a MGM – que controlava a Verve e pegara a banda para cuidar mais de perto – até resolvera aumentar a divulgação, aproveitando o fato do grupo liderado por Lou Reed surgir com o seu material mais acessível desde 1967.

https://www.youtube.com/watch?v=5jbWKQy00Ps

Para que músicas como Candy says (cantada pelo novo integrante, Doug Yule, substituto de John Cale), What goes on e Pale blue eyes chegassem a um público maior, a MGM mandou fazer até um anúncio de rádio (é o daí de cima) e aumentou o número de propagandas em revistas. Não deu muito certo – até pela distribuição precária da gravadora – e o Velvet acabou mandado embora da MGM. Uma decisão que teve mais a ver com o fato da banda vender bem pouco, do que com aquela velha história, sempre repetida, de que a gravadora fez uma caça às bruxas e chutou as bundas de todos os grupos que faziam referências a drogas em suas letras.

O Velvet só voltou a lançar disco em 1970, com Loaded, pela Atlantic. Mas pairavam nos arquivos da MGM as histórias sobre um quarto disco da banda pela gravadora, que tinha sido engavetado na demissão. De fato, o Velvet deixou 14 músicas gravadas por lá, que formavam o que se chama até hoje de “álbum perdido” do grupo. O material tinha canções que depois reapareceriam na carreira solo de Lou Reed. Stephanie says virou Caroline says, em Berlin, de 1973, e Andy’s chest foi para o anterior Transformer, de 1972. E She’s my best friend viraria uma das músicas mais notáveis de Coney island baby, de 1976. Rock and roll, também gravada naquelas sessões, vazou pro Loaded.

Finalmente vão lançar "Velvet Underground: 1969"

Na década de 1980, a PolyGram, ao relançar o catálogo inicial da banda, localizou essas músicas em seu acervo, completou com out-takes da época em que John Cale ainda estava na banda, e lançou em dois álbuns: V.U., de 1985, e Another view, de 1986. O encarte de V.U. trazia uma rara foto dos Velvet sorrindo – olha aí em cima – e aumentava a mística em torno de um disco “perdido” do grupo, a partir de um texto do mitológico Kurt Loder. Os dois discos podem ser encontrados no Spotify, bem como um disco ao vivo da banda gravado no mesmo ano, mas só lançado em 1974.

Na real, não havia muita concordância nem mesmo entre os próprios integrantes sobre se aquelas sessões de 1969 representavam mesmo um disco, ou se eram várias músicas separadas. Maureen Tucker, baterista, declarou que “não sabia se aquilo era mesmo um disco ou se estávamos querendo sair da gravadora”. Lou Reed disse a amigos como o guitarrista Robert Quine que a banda estava, sim, fazendo um quarto LP pela MGM. Mas esse material, assim como o próprio Velvet, virou lenda por vários anos até ser publicado.

Finalmente vão lançar "Velvet Underground: 1969"

A novidade é que os 50 anos do primeiro disco do Velvet, comemorados em 2017, vão render um lançamento em fevereiro de 2018. A caixa de 7 LPs The Velvet Underground (Verve/Universal) vai reunir The Velvet Underground & Nico (1967), White light/White heat (1968), Velvet Underground (1969), a estreia de Nico Chelsea girl (1969) e Loaded (1970). E o disco duplo The Velvet Underground: 1969, com todo o material “perdido” publicado em V.U. e Another view reunido pela primeira vez num set só. As músicas da era Cale aparecem no lado D, como bônus. Uma ótima (e caríssimaaa) maneira de redescobrir o material do Velvet. E entender como uma banda que vendeu pouco e foi bastante negligenciada, teve tanta influência em todo o rock que viria depois.

Aliás, olha aí a relação das músicas de 1969. E uma imagem da caixa.

Finalmente vão lançar "Velvet Underground: 1969"

1969 (recorded May – October 1969)

Lado A:
1 Foggy notion (original 1969 mix)
2 One of the days (2014 mix)
3 Lisa says (2014 mix)
4 I’m sticking with you (original 1969 mix)
5 Andy’s chest (original 1969 mix)

Lado B:
1 I can’t stand it (2014 mix)
2 She’s my best friend (original 1969 mix)
3 We’re gonna have a real good time together (2014 mix)
4 I’m gonna move right in (original 1969 mix)
5 Ferryboat Bill (original 1969 mix)

Lado C:
1 Coney Island Steeplechase (2014 mix)
2 Ocean (original 1969 mix)
3 Rock and roll (original 1969 mix)
4 Ride into the sun (2014 mix)

Lado D:
1 Hey Mr. Rain (I)
2 Guess I’m falling in love (instrumental version)
3 Temptation inside your heart (original mix)
4 Stephanie says (original mix)
5 Hey Mr Rain (II)
6 Beginning to see the light (early version)

 

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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