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Urgente!: Últimos dias para ver mostra de Todd Haynes em SP – só falta o doc proibidão da Karen Carpenter…

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Foto do filme Velvet Goldmine, de Todd Haynes

O CCBB São Paulo recebe até 12 de fevereiro uma mostra inédita dedicada a Todd Haynes, um dos nomes centrais do cinema independente contemporâneo e figura-chave do New Queer Cinema. A programação reúne filmes do diretor, obras que dialogam diretamente com sua filmografia e uma série de atividades paralelas, tudo com entrada gratuita.

Um dos destaques acontece na sexta, dia 6, às 15h, com a exibição de Velvet Goldmine (1998) seguida de sessão comentada com o cineasta Lufe Steffen. O filme é um mergulho estilizado no glam rock dos anos 1970, acompanhando um repórter que investiga o desaparecimento de um astro do rock, Brian Slade. No elenco, Christian Bale, Ewan McGregor, Jonathan Rhys Meyers e Toni Collette, além de uma turma de músicos que inclui de Thom Yorke (Radiohead) a Brian Molko e Steve Hewitt, do Placebo – que interpretam integrantes da banda The Flaming Creatures e fazem uma espécie de coro grego no filme.

Se você viu Velvet goldmine, já sabe: histórias da vida de David Bowie rolam nada disfarçadíssimas no roteiro do filme todo, a começar pelo fato de Brian adotar um personagem, Maxwell Demon, que tem uma banda chamada Venus In Furs (qualquer semelhança com Ziggy Stardust e seus Spiders From Mars NÃO é mera coincidência). Iggy Pop, Lou Reed e (claro) a banda glam-casca-grossa Slade são igualmente inspirações do filme.

Um detalhe é que na época, Todd Haynes bem que tentou conseguir a bênção de Bowie e o acesso às suas músicas, mas o cantor alegou que queria fazer um filme próprio sobre a época e não lhe deu nada. David depois disse que viu o filme, mas demonstrou entusiasmo zero: para o cantor, as únicas coisas bem sucedidas nele eram “as cenas gays”.

No sábado, dia 7, a programação segue com o debate Donas de casa encarceradas nas estratégias melodramáticas de Todd Haynes, que discute como o diretor revisita e subverte códigos clássicos do melodrama para tratar de figuras femininas e questões de gênero. Participam Julia Katharine e Caetano Gotardo, com mediação de Carol Almeida. O encontro terá interpretação em Libras.

Outros filmes fundamentais da obra de Haynes, como Veneno (1991), Não estou lá (2007, cinebiografia fragmentada inspirada em Bob Dylan) e The Velvet Underground (2021, documentário definitivo sobre a banda, com entrevistas exclusivas de John Cale e Maureen Tucker, comentado pela gente aqui) estão na mostra.

Agora, um filme que não vai estar de jeito nenhum na mostra porque, se estiver, vai dar um monte de problemas, é o documentário Superstar: The Karen Carpenter story, feito em 1987, sobre a vida da cantora dos Carpenters. E que usava bonecas Barbie e Ken (da empresa de brinquedos Mattel) em todas as encenações dramáticas, até mesmo na morte da cantora por anorexia, ocorrida em 1983. Falamos desse filme dessa vez (tá inclusive no YouTube!).

Haynes disse em entrevistas que a Mattel nunca foi um problema, mas Richard Carpenter, irmão e colega de dupla de Karen, odiou o filme e prejudicou o lançamento – tudo por razões que a própria razão desconhece. “Se você já o ouviu dar entrevistas ou falar sobre Karen Carpenter, nota que há muita raiva lá, e ressentimento. Acho que ele está zangado porque ela morreu e levou a carreira dele junto, quando Richard pensava que sempre tinha sido o talento da dupla, o que gerou tudo”, contou.

Com patrocínio do Banco do Brasil, a Mostra Todd Haynes é uma produção da Caprisciana Produções, com curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo. A programação completa pode ser consultada no site do BB Cultura e no catálogo virtual gratuito do evento. A mostra também passou pelo CCBB Rio de Janeiro e depois vai para o CCBB Brasília. Você confere toda a programação da mostra aqui.

SERVIÇO
Mostra Todd Haynes
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Período: 21 de janeiro a 12 de fevereiro
Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis a partir das 9h, no dia de cada sessão, na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura
Classificação indicativa: Consultar a classificação indicativa de cada sessão no site do CCBB SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

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Urgente!: Do R.E.M. a Nando Reis – o supergrupo Drink The Sea estreia no Brasil

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O supergrupo Drink The Sea vem pela primeira vez ao Brasil e toca em São Paulo no dia 25 de março

A Balaclava Records acaba de anunciar um daqueles shows que fazem a gente checar a agenda duas vezes. O supergrupo Drink The Sea vem pela primeira vez ao Brasil e toca em São Paulo no dia 25 de março (quarta-feira), na Casa Rockambole, em Pinheiros. Ingressos já estão à venda pela Ingresse, com opção sem taxa no Takkø Café, na Vila Buarque.

Drink The Sea é praticamente uma reunião de gente que dispensa apresentação: Peter Buck (R.E.M.), Barrett Martin (Screaming Trees, Mad Season), Alain Johannes (QOTSA, Them Crooked Vultures, Eleven), Duke Garwood (Mark Lanegan Band), além da percussionista Lisette Garcia e da baixista Abbey Blackwell (Alvvays). Um time desses não se junta à toa – e o som acompanha o peso dos currículos. Um detalhe curioso é que alguns nomes dessa turma são ligados à música de ninguém menos que Nando Reis: Barrett toca com ele há anos, enquanto Alain, Peter, Duke e Lisette tocaram com o ex-titã ao vivo, ou em discos como o triplo Uma estrela misteriosa revelará o segredo (2024).

A banda faz um rock alternativo de clima etéreo, espacial e delicado, com fortes influências de world music. No repertório, músicas dos dois discos de estreia, I & II, lançados em 2025, além de surpresas vindas das bandas “originais” dos integrantes. Os shows costumam passar fácil das duas horas e funcionam quase como uma experiência sensorial completa, com filmes do cineasta Tad Fettig projetados em sincronia com as músicas.

O projeto começou em 2022, numa jam entre Alain Johannes e Barrett Martin em Olympia, nos EUA, e foi crescendo de forma nada convencional. Teve turnê pela Inglaterra e Islândia, gravações em Reykjavik, encontros em São Paulo, sessões no deserto de Joshua Tree e no estúdio de Alain em Santiago, no Chile. A produção final rolou no estúdio de Barrett, com mixagem feita em Barcelona. Literalmente um disco gravado ao redor do mundo.

Essa mistura geográfica aparece também no som: guitarras, baixo e bateria dividem espaço com oud árabe, cítara indiana, gamelões indonésios e uma coleção de percussões que inclui surdo brasileiro, pandeiro, vibrafone, marimba e kalimba.

Antes de chegar ao Brasil, o Drink The Sea passa pelo Lollapalooza Chile, no dia 13 de março. Por aqui, a apresentação marca a estreia do grupo na América do Sul — e promete ser daquelas noites bem especiais para quem curte rock com história, textura e espírito explorador.

SERVIÇO
Balaclava apresenta: Drink The Sea em São Paulo
Data: 25 de março, quarta-feira
Local: Casa Rockambole
R. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05432-020, Brasil
Horários: Portas 19h / Show 21h
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos online: ingresse.com/drinkthesea-sp
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):

Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram

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Urgente!: AlterEgo transforma selo em espaço de articulação da cena indie

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Banda quedalivre (Foto: Divulgação)

Surgido da cena carioca, o AlterEgo é um selo indie, mas também é um espaço de articulação, que surge como resposta a tudo que vem rolando no rock alternativo brasileiro: menos interesse em fórmulas prontas, mais vontade de criar redes próprias. A iniciativa parte da banda quedalivre, que prestes a lançar o álbum de estreia, Seres urbanos – previsto para março – reuniu uma equipe técnica e artística para estruturar algo que fosse além do lançamento de discos.

A estreia pública do selo acontece no Festival AlterEgo, neste sábado (7 de fevereiro), na Acaso Cultural, em Botafogo. Além do quedalivre, a programação reúne as bandas Magnólia (SP) e Sutil Modelo Novo (RJ), que apresenta material novo (um disco deles já foi resenhado aqui).

O evento vai estar sendo gravado ao vivo e a ideia é que o show vire documentação de cena. E o quedalivre vai aproveitar para mostrar ao vivo o single Acaso, lançado em 20 de janeiro, e que já adianta o álbum. A música, diz a banda, “parte de uma ideia simples e, ao mesmo tempo, difícil: aceitar escolhas, erros e desvios como parte do percurso — uma espécie de Amor Fati traduzido em som”. O som tem lembranças de Radiohead e de bandas shoegaze.

Hoje, o AlterEgo já conecta mais de 25 bandas de diferentes regiões do país, aproximadas por uma postura de total “faça você mesmo”, e por pesquisas sonoras que passam por shoegaze, metal alternativo, psicodelia, noise e experimentação. “O AlterEgo nasce como um projeto coletivo que entende a cena como um ecossistema”, conta Victor Basto, diretor executivo do selo e guitarrista/vocalista da banda quedalivre.

“A ideia é profissionalizar todos os elos — das bandas aos designers, técnicos e produtores — e criar contextos de circulação que valorizem o trabalho de quem está envolvido. Quando você participa de eventos bem estruturados, percebe imediatamente como uma gestão coletiva consistente transforma não só a experiência artística, mas também a economia criativa local”, completa.

SERVIÇO – Festival AlterEgo
Acaso Cultural — Botafogo (RJ)
Rua Vicente de Sousa, 16, Rio de Janeiro
7 de fevereiro de 2026 (sábado)
Atrações: Magnólia (SP) • quedalivre (RJ) • Sutil Modelo Novo (RJ)
Horário: Abertura às 17h | Encerramento dos shows às 21h
🎙 Gravação ao vivo
Ingressos:
3o lote: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia)
Disponíveis pelo Sympla

Abaixo, você curte Acaso duas vezes, em estúdio e ao vivo.

(Foto: Samuel Barbosa / Divulgação)

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Urgente!: Josiel Konrad e seu jazz proibidão em show coletivo no Rio

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Urgente!: Josiel Konrad e seu jazz proibidão em show coletivo no Rio

O Coletivo de Artistas da Baixada Fluminense volta a brotar no Festival de Verão do Dolores Club, na Lapa, no dia 6 de fevereiro (sexta-feira), reunindo no mesmo palco Josiel Konrad, Adrielle Vieira, Kalebe e Xandão Viana — nomes que ajudam a desenhar, cada um à sua maneira, o que anda fervendo fora do eixo mais óbvio da cena carioca.

Idealizado por Josiel Konrad, cantor e trombonista que vem chamando atenção pela forma como cruza jazz contemporâneo e funk carioca no seu Jazz Proibidão, o coletivo nasceu menos como evento pontual e mais como gesto: levar para o Centro e a Zona Sul a produção artística que pulsa na Baixada Fluminense, sem mediação. “O propósito é mostrar ao público toda a riqueza cultural que vem de lá. Queremos abrir espaço para artistas da Baixada Fluminense e conectá-los à cena cultural da capital, unindo talentos e histórias no palco”, conta Josiel.

Konrad, que lançou em 2023 o disco Boca no trombone e já circulou por palcos dentro e fora do Brasil, divide a noite no Dolores com artistas que representam diferentes recortes dessa mesma movimentação. Adrielle Vieira, multiartista de Nova Iguaçu, costura hip hop, neo soul e afrobeats em canções marcadas por vivências pessoais; Kalebe, de Duque de Caxias, transita entre soul, jazz, samba e música afro-brasileira no que ele define como MPB — Música Preta Brasileira; e Xandão Viana, de Nilópolis, completa o time com uma trajetória intensa como instrumentista, arranjador e diretor musical no teatro e na música popular carioca.

Mais do que uma soma de shows, a noite no Dolores funciona como ponto de encontro: quatro trajetórias diferentes, conectadas pela Baixada Fluminense e pela vontade comum de ocupar espaços que, historicamente, sempre pareceram um pouco distantes demais.

Serviço:
Dolores Club – Rua do Lavradio, 10, Lapa, Rio de Janeiro – RJ
Dia 06 de fevereiro, sexta-feira, às 20h30 (abertura da casa às 19h)
Entrada: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada), pelo Sympla
Local com acessibilidade
Classificação indicativa: 18 anos

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