Cultura Pop
Trio dos EUA faz tributo instrumental e experimental a disco de Harry Styles

Copiar textos dos outros é muita sacanagem, mas o site Stereogum fez uma matéria tão bacana para explicar do que se trata o disco A visit to Harry’s house, que fazemos questão de reproduzir.
“Spencer Zahn é o compositor e produtor experimental que se juntou a Dawn Richard para lançar o álbum Pigments, de 2022. Dave Harrington, um antigo associado de Zahn, é um multi-instrumentista que faz seus próprios discos meditativos e influenciados pelo jazz, quando não está atuando como metade do Darkside com Nicolas Jaar. Jeremy Gustin é um baterista de Nova York que faz seus próprios discos e contribuiu para músicas de nomes como Albert Hammond Jr., Okkervil River e Delicate Steve. Essas não são necessariamente as pessoas que você esperaria ouvir cobrindo um álbum inteiro de Harry Styles, mas é o que eles fizeram”.
E foi o que rolou: o trio de músicos, em meio a alguns shows em Los Angeles, uniu-se para fazer o disco A visit to Harry’s house, um cover instrumental completo do disco Harry’s house, de Harry Styles, lançado no ano passado. Zahn conta que o primeiro estalo surgiu quando ele estava tocando perto da Broadway, e deparou com uma turma de jovens muito animados, “vestidos com roupas estilo anos 1970. A atmosfera era pura felicidade. Havia uma quantidade inacreditável de amor e camaradagem entre todas essas pessoas e, quando abaixei meus fones de ouvido para ouvir suas conversas, percebi que todos vinham do show de Harry Styles no Madison Square Garden. Eles não se conheciam antes, mas agora se conhecem. Harry os havia reunido”, escreveu no Bandcamp.
Só que aí teria uma outra etapa, em fevereiro de 2023, quando o músico estava passando por problemas pessoais (“o maior desgosto da minha vida”), sozinho em uma cabana no interior do estado de Nova York. Não por muito tempo: Harrington ligou sugerindo um encontro do trio para os tais shows em Los Angeles, e para gravar um disco. E, ah, sugeriu que deveriam coverizar alguma coisa. Foi Gustin, que nem sequer havia escutado o disco de Styles, que sugeriu Harry’s house.
Zahn conhecia apenas os singles do disco. “Eu não tinha uma conexão real com a música, mas sabia que Harry realmente gostava de Haruomi Hosono e seu álbum Hosono House. A música de Hosono tem estado consistentemente em rotação para mim há anos, então eu senti que era pelo menos uma maneira inicial de entrar no álbum de Harry Styles”, contou ele, que partiu imediatamente para estudar a música de Styles e passá-la aos outros dois. E adorou tudo que ouviu e percebeu.
“Fiquei rapidamente impressionado com o quão interessante é a harmonia no disco. Harry e os demais autores das canções estão fazendo escolhas sutis, mas profundas, para levar o ouvinte através das canções. Claro que existem ganchos pop infinitos que provavelmente terei em mente pelo resto da minha vida, mas a harmonia é onde me empolguei”, contou.
Ouça no Bandcamp!
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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