Cultura Pop
The Troggs: brigando no estúdio, com o gravador ligado

Nos dias de hoje, possivelmente o conteúdo do bootleg Trogg Tapes (da banda britânica The Troggs) renderia um excelente vídeo vazado no Twitter, ou em alguma outra rede social. Mas foi tudo gravado em 1970, sem que a banda soubesse, e rendeu um dos discos piratas mais bizarros e infames de todos os tempos.

O tal disco pirata dos Troggs poderia bem se chamar “fuck tapes”, visto que a palavra – e seus derivados – é repetida pelo vocalista Reg Presley e pelo batersta Ronnie Bond inúmeras vezes. Gravando uma música nova chamada Tranquility, os dois integrantes começam a discutir e a trocar ofensas. Com direito a frases como “cale a porra da sua boca”. Ou “foda-se o baterista, grandes merdas”. Ou “vamos colocar um pouco de angel dust e vou foder tudo na gravação” e outras coisas.
Isso parece relativamente pouco em 2019, mas em 1970 chocou muita gente. E sedimentou a imagem durona do grupo que tinha feito sucesso com Wild thing, uns anos antes.
Os Troggs tiveram um desfrute excelente do sucesso com esse single, lançado em 1967. E que passou a constar do repertório de inúmeros artistas, de Jimi Hendrix a Robertinho de Recife.
O grupo tinha como empresário Larry Page (o mesmo dos Kinks), vendia discos e estava se dando bem. Começou a dar tudo errado quando começaram a ter problemas contratuais. O que os conduziu a uma separação do empresário. Foram parar em selos pequenos e shows nos cafundós.
Foi nessa que as Trogg tapes surgiram. O grupo resolveu começar tudo de novo assinando com a gravadora Dick James Music e metendo na cabeça que iriam voltar a fazer hits. Trancaram-se no pitoresco estúdio da DJM em Londres, que tinha a sala de gravação e a sala de controle separadas por um corredor.
Isso significa que toda a arenga dividida entre Reg e Ronnie (este, acompanhado pelo guitarrista Chris Britton e pelo novo baixista da banda, Tony Murray) foi realizada à distância, pelo circuito interno. Inclusive, o produtor Dennis Berger contribuiu com palavrões, além da tal declaração sobre o que fazer com a angel dust.
As Trogg tapes foram lançadas em disco pirata, mas tiveram uma fama tão grande – e um alcance tão imenso na cultura pop – que saíram no disco The Rhino Brothers present the World’s Worst Records, só com gravações bizarras (foi no segundo volume da série, de 1985).
E olha os Troggs aí no ano passado, tocando seu maior hit. A atual formação não tem ninguém do line-up original. Pete Lucas, o guitarrista, entrou em 1974 e é o mais antigo da banda.
Via The Guardian.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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