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Cultura Pop

The Marked: Billy Corgan antes dos Smashing Pumpkins

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The Marked: Billy Corgan antes dos Smashing Pumpkins

Causadas por problemas vasculares, as manchas de vinho-do-porto eram algo que unia os jovens músicos Billy Corgan (voz, guitarra) e Ron Roesing (bateria), que apresentavam as marcas, respectivamente, no braço esquerdo e no rosto. Tanto que, em 1985, os dois optaram por batizar a banda que haviam acabado de montar de The Marked (“os marcados”, enfim).

The Marked não duraria muito tempo e, você deve saber, Billy Corgan montaria os Smashing Pumpkins já no fim da década. Antes do The Marked, em 1983, Corgan já havia formado uma banda chamada Coat Of Eyes, em Chicago, quando conheceu o também vocalista e guitarrista David Bates na porta de uma boate. Em 1985, entraram Roesing e o baixista Dale Meiners. Mas o nome The Marked só surgiria mesmo quando, já sem Bates, a turma toda decidiu se mudar para São Petersburgo, na Flórida.

Por lá, a banda fez cerca de vinte shows em 1986, até Meiners deixar o grupo. Os dois restantes (Corgan e Roesing) voltaram para Chicago e tentaram manter o Marked com Ron Ayala no baixo. Não durou muito, e em 1988, Corgan já estava à frente dos Smashing Pumpkins, inicialmente com Billy (voz, guitarra, baixo), James Iha (guitarra) e o próprio Roesing (bateria), este por pouco tempo. Esse trio gravou a primeira demo da banda, Nothing ever changes, uma esquisitice que misturava músicas e partes faladas (poesias malucas criadas por Corgan, enfim).

O Marked não deixou marcas (ai) mas existiu tempo suficiente para causar dores de cabeça que Corgan teria que aguentar no futuro. O grupo gravou algumas demos, revelando um som meio gótico, meio maníaco, com uma bateria que não parava quieta. Aqui tem uma lista bem interessante e, talvez, bem completa, de tudo o que o Marked gravou ou tocou em shows – músicas como Eight miles high (Byrds) e Fire (Jimi Hendrix) apareciam em set lists.

O grupo também gravou alguns clipes. Olha aí o de Scary neurotic song, gravado no apê de Corgan em Chicago, e o de The trance.

E a tal dor de cabeça que o Marked causou a Billy surgiu porque os clipes da banda ficaram sob o poder de um cara chamado Jonathan Morrill, da JM Produções.

Morrill foi supostamente agente e diretor de vídeos do grupo, e chegou a incluir os tais clipes num doc sobre a banda, que era usado como peça promocional até em shows do Marked. Em 1994, esses clipes apareceram num homevideo dos Smashing Pumpkins, Vieuphoria.

Morrill descobriu em 1999 que os vídeos estavam lá, e resolveu brigar pelos seus direitos, afirmando que os vídeos haviam sido surrupiados pelos SP. O diretor ainda alegou que ele era o único autor dos vídeos e que Corgan sabia disso – ele havia filmado tudo, escolhido pessoas e locações, e editado o resultado. No fim, Billy Corgan foi considerado coautor dos vídeos e as partes se entenderam.

O processo tá todo aqui, em inglês.

Veja também no POP FANTASMA:
– Billy Corgan na montanha-russa
Machina II: quando os Smashing Pumpkins deram música de graça

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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