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Supercombo lança no Rio o novo álbum, “Remédios”

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Fundada em Vitória em 2007 e radicada em São Paulo, a banda Supercombo lançou recentemente seu novo álbum Remédios (Deck). Um disco que em várias faixas fala sobre saúde mental, e que, segundo a banda, foi feito “para convocar dias melhores e mais compreensão”. O show de lançamento do disco rolou no dia 21 de maio na Audio, em São Paulo, e no dia  2 de junho, o grupo faz outro show para mostrar o novo repertório, só que dessa vez no Imperator, casa de shows do Rio.

A banda faz questão de mostrar que, mesmo lidando com um tema denso, focou em canções mais solares e otimistas. “A Supercombo sempre foi uma banda roqueira, mas tivemos fases em que nos guiamos por melodias mais suaves, alteramos algumas intenções”, conta o vocalista Leo Ramos em texto de lançamento do disco. “Mas quando você coloca uma banda completa em estúdio, nesse clima de jam session, naturalmente o som acaba saindo mais pesado. E olha, acho que tem a ver com o momento também, né? O fim da pandemia, a vinda de um disco novo depois de um bom tempo, a gente estava com muitas revoltas, então acho que o trabalho acabou por acompanhar isso também, trouxemos essa energia toda para as novas composições”.

O disco foi sendo apresentado para os ouvintes passo a passo, com os singles Aos poucos, Intervenção e Tarde demais chegando a público inicialmente. Sobre o tema do disco e a faixa-título, o vocalista diz achar que “não há ‘remédio’ algum que dê conta da vida. O que a gente tá falando nesse disco é mais nisso de você aceitar a vida e entender o que você pode fazer com ela, extrair dela, sabe? O nome do álbum mesmo veio do nosso processo criativo. Passamos por uma fase muito ruim nos últimos anos e aí nossos encontros para a composição deste disco acabou se tornando uma experiência muito positiva, deixou nossa rotina mais saudável e tranquila, funcionava como uma espécie de ‘remédio’ pra gente. Então a faixa Remédios veio daí, como se o eu-lírico fosse um remédio em si, falando sobre o que ele reflete em relação ao uso abusivo de remédios por boa parte da nossa sociedade contemporânea”, conclui o compositor.

O Supercombo é formado por Leo Ramos (voz e guitarra), Carol Navarro (baixo e voz), Paulo Vaz (teclados) e André Dea (bateria).

Serviço: Supercombo
Sexta-feira, 2 de junho
A partir das 19:00 – Imperator. Rua Dias da Cruz, 170, Méier
Ingressos via Articket

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Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

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Agenda Rio: exposição conta história do Estúdio Groove, QG underground dos anos 1990

RESUMO: Encera neste sábado (29) a mostra na Tijuca que celebra os 35 anos do Estúdio Groove, reunindo fotos, cartazes e raridades de um dos redutos da música independente carioca dos anos 1990.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Se você gosta de história da música independente carioca, é melhor correr: a exposição que celebra os 35 anos do Estúdio Groove fica em cartaz só até este sábado (29), no Centro Cultural Patas Café, na Tijuca. A mostra recupera a memória de um dos lugares mais movimentados da cena alternativa do Rio nos anos 1990, quando um casarão no Rio Comprido funcionava como estúdio, selo, produtora e ponto de encontro de músicos.

Criado por Ronaldo Pereira, o Ronaldo Groove, no começo dos anos 1990, o espaço começou como um estúdio de ensaio e rapidamente virou uma espécie de QG da música independente. Mais de 300 bandas passaram por suas salas, incluindo O Rappa, Chico Science & Nação Zumbi, Planet Hemp, Plebe Rude, Raimundos, Ultramen e Finis Africae.

A exposição reúne fotografias, cartazes, filipetas, fanzines, capas de CDs, fitas demo e outros materiais que ajudam a reconstituir aquela época. Entre as peças estão trabalhos do quadrinista Marco Donida, responsável pela identidade visual do Estúdio Groove e integrante das formações originais de Matanza e Acabou La Tequila.

Um dos capítulos importantes dessa história é a coletânea Grooves from Rio, lançada pelo próprio Estúdio Groove em 1996 e que também completa 30 anos agora. O disco reuniu artistas de uma cena que misturava rock, rap, acid jazz, soul e funk, incluindo Black Alien, Squaws, Tornado, Falso Inglês, Cesar Ninne e Papparazzi. O álbum chegou às plataformas digitais em 15 de agosto, recuperando um registro que durante muito tempo ficou restrito ao formato físico.

É uma chance de ver de perto documentos de uma cena que ajudou a formar parte importante da música brasileira dos anos 1990 — antes que esse pedaço da história volte para as caixas de arquivo.

A exposição 35 Anos do Estúdio Groove fica no Centro Cultural Patas Café, na Rua Almirante Cochrane, 39, Tijuca, perto do metrô São Francisco Xavier. A entrada é gratuita e o encerramento acontece neste sábado (29). Saiba mais aqui e aqui.

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH

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FAN Espiralar celebra 30 anos do Festival de Arte Negra de BH. Paula Lima (Foto: Juliana Heicer / Divulgação) é uma das atrações

O Festival de Arte Negra de Belo Horizonte – FAN BH chega a um dos momentos mais esperados de sua 13ª edição, que comemora 30 anos do evento: a realização do FAN Espiralar, de 11 a 14 de junho, no Parque Municipal de Belo Horizonte, no Centro de Referência das Culturas Urbanas de Belo Horizonte (CRCURB) – Viaduto Santa Tereza e no Teatro Francisco Nunes.

Na abertura, 11 de junho, o Palco Sesc FAN Espiralar recebe a cantora e compositora Paula Lima, com o show Eu, Paula Lima – O baile. No Dia dos Namorados (12) Augusta Barna faz show em homenagem à data, e Nath Rodrigues apresenta Pérola negra – Uma homenagem a Luiz Melodia. E, finalizando a sexta-feira, Samba da Meia-Noite, com o melhor do samba das sambadeiras e sambadores de Belo Horizonte dedicado à tradição do Recôncavo Baiano. Já no domingo, 14 de junho, tem show da Nação Zumbi.

A programação tem também oficinas formativas, performances artísticas e outras intersecções de saberes como o Clube do Livro Página Preta: Literaturas Intertropicais e o FANzinho, que apresenta o espetáculo Dandara para crianças — Um mergulho lúdico na realeza negra. A inclusão e a diversidade marcam presença no FAN 30 Anos com a apresentação Rastros sobrepostos, do artista PCD Dânova Neres.

O FAN BH é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico e conta com parceria cultural do Sesc em Minas, integrado ao Sistema Fecomércio MG.

  • Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, os 30 anos do FAN representam o amadurecimento de uma visão de cidade que reconhece a diversidade como seu maior patrimônio intelectual e criativo: “O papel da Secretaria Municipal de Cultura é assegurar que o protagonismo negro e as manifestações populares ocupem um lugar central no planejamento estratégico da capital. Celebrar esta trajetória significa reafirmar que a identidade e o futuro de Belo Horizonte são indissociáveis da força da arte negra”, conta ela.

Desde novembro de 2025, a trajetória da 13ª edição do FAN BH, que foi marcada no FAN Rotas e FAN Raízes pela escuta com os territórios e pelo fortalecimento das expressões artísticas e culturais negras, culminam no FAN Espiralar. Inspirado na ideia da poeta e ensaísta Leda Maria Martins, o conceito de espiralar propõe revisitar as raízes para imaginar e construir novos futuros. Nesse sentido, o FAN Espiralar se apresenta como um espaço de celebração pública que transforma escutas em presença, memórias em criação e caminhos construídos coletivamente em experiências compartilhadas.

“Chegar às três décadas de FAN é um marco que enche Belo Horizonte de orgulho. O festival não é só um evento, é um espaço de memória e de celebração do protagonismo negro em todas as suas formas. A identidade da nossa cidade foi construída pela força e pela criatividade do povo preto. Celebrar esses 30 anos é reafirmar que a cultura negra merece estar sempre no topo, espalhando diversidade, respeito e igualdade por todos os cantos da capital”, destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

SERVIÇO FAN ESPIRALAR

Data: 11 a 14 de junho de 2026
Local: Parque Municipal de Belo Horizonte, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes
Programação completa aqui.

Foto Paula Lima: Juliana Heicer / Divulgação

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs

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Agenda RJ: Batucada Tamarindo traz fusão rítmica para turnê nos Sescs (Foto: José de Holanda / Divulgação)

Direto de SP, a Batucada Tamarindo desembarca no estado do Rio de Janeiro em junho para uma pequena tour. Com apresentações no Sesc Tijuca, no dia 10; Sesc Nova Friburgo, no dia 11; Sesc São Gonçalo, no dia 12; e, no Sesc Madureira, no dia 20, a turnê integra a programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e marca um novo momento de expansão do grupo, após o lançamento de seu segundo álbum, Olóri-Agbáyé, em 2025 (resenhamos esse disco aqui).

Com mais de 20 anos de trajetória, a Batucada Tamarindo se consolidou como um coletivo artístico que ultrapassa o formato tradicional de apresentação. Formado por seis integrantes que mantêm uma história conjunta e de união, o grupo constrói sua identidade a partir do encontro entre diferentes vivências musicais e culturais.

Além dos shows musicais, o grupo desenvolve projetos audiovisuais, cria trilhas executadas ao vivo para cinema e mantém uma atuação contínua em processos formativos ligados à dança e à cultura afro-brasileira. E os shows sempre são bem imersivos – e percussivos. “Nosso trabalho parte do tambor como ponto de encontro. Cada performance é construída como um território de troca, onde tradição não é reprodução, é continuidade. O que a gente leva para o palco é essa energia viva, que vem do terreiro, da convivência e do coletivo”, afirma o grupo.

O repertório da turnê reúne as faixas de Olóri-Agbáyé e músicas marcantes do primeiro disco, como Elegbará, Ògun fundador de Ire, Saudação a Oxumarê e Oyá e Nas águas da cachoeira. E vai rolar toda uma aula de cruzamento de ritmos no show, passando por samba de roda, cavalo-marinho, boi de zabumba, boi de pandeirão, ritmos do Candomblé de Nação Ketu e Angola… por aí vai.

Foto: José de Holanda / Divulgação

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