Cultura Pop
Slade: rock proibidão num programa infantil

1977, ano do levante punk. E ano de baixa para o Slade, banda que desfrutara de enorme popularidade poucos anos antes. O grupo britânico, com reputação de zoeiros do glam rock, teve seu auge entre 1971 e 1974, com hits como Mama weer al crazee now, Coz I luv you, Gudbuy T Jane, Skweeze me pleeze me, Cum on feel the noize. Tinha passado por um baita perrengue em 4 de julho de 1973, quando o baterista Don Powell – que dividia a banda com Noddy Holder (voz, guitarra), Dave Hill (guitarra) e Jim Lea (baixo) – sofreu um acidente de carro seríssimo e ficou em coma. Sua namorada, que estava com ele no automóvel, acabou morrendo. Lançamentos ousados como o filme Slade in flame (1974) e o single How does it feel dividiram críticas e fãs.
O Slade, em vários momentos da carreira, tinha tentado fazer sucesso nos Estados Unidos. Tidos como uma das bandas ao vivo mais selvagens da Inglaterra, resolveram migrar para os EUA em 1975. Foram dividir turnês com outras bandas por lá, e ver que bicho dava. Não deu em muita coisa. Nobody’s fool (1976) trouxe uma sonoridade influenciada por soul e country. E deu uma alienada na base britânica de fãs. O primeiro single foi a bela In for a penny.
O grupo só foi fazer sucesso nos EUA a partir de 1983, quando lançou a balada My oh my – um período que durou pouco tempo. Já em 1977, basicamente tomaram o voo de volta para a Inglaterra e viram o punk (influenciadíssimo por eles) tomando as paradas de assalto. O Slade acusou o golpe com um disco de hard rock, de título irônico, Whatever happened to Slade. Foi puxado por Gypsy roadhog, cuja letra falava, sem meias palavras, do dia a dia de um traficante e cheirador contumaz. Havia algumas datas a cumprir para divulgar o disco, e lá foi a banda tocar Gypsy roadhog no… programa infantil da BBC Blue Peter.
Os produtores da atração, apresentada pelo saudoso John Noakes – que você já conheceu no POP FANTASMA – não viram problemas em mostrar a música, só que rolaram mudanças. Versos como “I powdered my nose in Alabama” foram trocados para qualquer coisa que não agredisse os telespectadores e seus pais. Não deu muito certo, já que tinha gente ligada no conteúdo original da música (que o vocalista Noddy Holder dizia ser um recado contra a cocaína e não a favor dela) e Gypsy acabou banida da BBC por um bom tempo.
Olha a canção original aí.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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